sábado, 23 de maio de 2026

 "Vamos ver quem é quem", diz Lula sobre redução da jornada de trabalho

  Agência Brasil

Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (22), em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, a possibilidade de período de transição para a adoção da redução da jornada de trabalho, de 44 horas para 40 horas semanais, e o fim da escala 6×1, aquela em que o empregado trabalha seis dias por apenas um de descanso.

“Nós defendemos que a redução seja de uma vez, de 44 horas para 40 horas. E fim de papo, sem reduzir salário. Obviamente que nós não temos força para aprovar tudo o que a gente quer, então temos que negociar”, afirmou o presidente.

Segundo ele, haverá uma reunião no início da semana com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para analisar o cenário de votação.

A comissão especial que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) na Câmara adiou, para próxima segunda-feira (25), a apresentação do parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

A votação no colegiado está prevista para quarta-feira (27), com análise do plenário até o fim da semana. Além de reduzir a escala, a proposta acaba com a escala 6×1, instituindo no máximo a escala 5×2, com pelo menos dois dias de descanso semanal remunerado.

Para Lula, o texto precisa ser votado e quem for contra tem que ter a coragem de se posicionar.

“Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer, meia hora por ano, uma hora por ano, aí é brincar de fazer redução. Está aí o projeto de lei, vota contra quem quiser, mas vamos mostrar para o povo quem é quem nesse país. O dado concreto é que será um benefício para a saúde, para a educação”, destacou o presidente.

Na entrevista, Lula afirmou que governo está empenhado em garantir o controle de preços dos combustíveis no país e defendeu que a fiscalização do poder público seja rigorosa contra reajustes abusivos.

O presidente ainda fez um apelo para que o Senado vote logo a PEC da Segurança Pública e prometeu vetar o projeto de lei que permite o envio de mensagens em massa durante as eleições.

 Lahesio ratifica pré-candidatura após comentário sobre desistência feito por aliado de Braide

O médico Lahesio Bonfim, pré-candidato ao Governo do Maranhão pelo Novo, reagiu a declaração recente feita pelo vereador Ricardo Seidel (PSD), de Imperatriz, sinalizando para uma possível desistência por parte do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes.

Em conversa com a jornalista Keith Almeida, Lahesio afirmou que seguirá na disputa e criticou o aliado do ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), também pré-candidato.

O pré-candidato do Novo também criticou a postura política de Braide, alegando que o mesmo estaria aguardando apoios espontâneos em vez de buscar diálogo para consolidar alianças políticas.

 Governo anuncia subsídio de R$ 0,44 por litro na gasolina

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (22) uma subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina, com o objetivo de reduzir os impactos da alta internacional do petróleo causada pela guerra no Irã. O anúncio foi feito pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Segundo o ministro, o valor corresponde a cerca de metade dos tributos federais cobrados sobre o combustível. A medida ainda será apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima segunda-feira (25).

O governo estima custo de R$ 1,2 bilhão por mês com o benefício, que terá duração inicial de dois meses. A subvenção será implementada pelo Ministério da Fazenda após aprovação presidencial.

Moretti afirmou que a equipe econômica optou por um valor menor por cautela fiscal. Inicialmente, o governo estudava um subsídio de até R$ 0,89 por litro.

A alta do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio elevou os preços dos combustíveis no mercado internacional, pressionando também os valores no Brasil.