domingo, 14 de junho de 2026

 IPS: oito municípios do Maranhão estão entre os 10 piores do Nordeste em qualidade de vida

E ao mesmo tempo surpreendente e constrangedora a revelação de que, segundo o Índice de Progresso Social Brasil (IPS) 2026, nada menos oito dos dez municípios nordestinos com pior qualidade de vida estão no Maranhão. Nesse ranking denunciador apenas um município da Bahia e um de Pernambuco. Nenhum do vizinho Piauí.

Os maranhenses são Peritoró, Cajari, Marajá do Sena, Amarante do Maranhão, Fernando Falcão, São Félix de Balsas, Arame e Montes Altos.

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil é definido a partir das informações de 57 indicadores colhidos em fontes públicas oficiais, e usa uma metodologia que avalia o desempenho dos municípios em necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. A pontuação varia de zero a 100 e considera fatores ligados à saúde, educação, segurança, moradia, saneamento básico, inclusão social, acesso à informação e qualidade ambiental.

Governado pelo médico Josué Pinho da Silva Jr., mais conhecido como “Doutor Jr.” (PP), Peritoró (20,7 mil habitantes) é o último da fila, o que lhe impõe a condição de ser o município com pior qualidade de vida do Maranhão, de todo o Nordeste, e que ocupa a 5.555ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros.

A situação lastimável dos oito piores municípios maranhenses coloca o Maranhão numa posição constrangedora, que alimenta o adjetivo de “pior” estado do Brasil, em que pesem os muitos esforços feitos para mudar de vez essa imagem incômoda. Ao mesmo tempo, coloca os prefeitos dessas unidades municipais na berlinda e diante do desafio de reverter essa realidade.

Nesse contexto, a revelação atinge em cheio o prefeito de Arame, Pedro Fernandes (União). Ex-vereador de três mandatos em São Luís e deputado federal por cinco mandatos consecutivos, tendo entrado para a história da Câmara Federal por não haver faltado a nenhuma sessão durante essas duas décadas, Pedro Fernandes elegeu-se prefeito de Arame em 2020 e se reelegeu em 2024 com a marca de político sério e comprometido com o projeto maior de melhorar qualidade de vida do povo maranhense.

Sua reeleição se deveu ao fato de Pedro Fernandes ter sido apontado como um dos mais eficientes e corretos prefeitos do Maranhão, o que leva à indagação: por que, então, a maioria dos 20,7 mil habitantes de Arame vive numa situação tão ruim, como aponta o IPS?  A indagação vale para os prefeitos os outros sete municípios maranhenses listados pelo IPS, a começar pelo de Peritoró.

Com a palavra, os senhores prefeitos.

Repórter Tempo 

 O Brasil veste uma só camisa

Por Carlos Brandão

Sendo muito honesto, não posso negar que a Copa do Mundo mexe com todos nós de uma maneira muito especial. Particularmente, revivo boas lembranças ao lado da família e amigos, torcendo por mais um título do país do futebol. Uma coisa é certa: há poucas ocasiões em que o Brasil consegue parar por alguns instantes e olhar na mesma direção. E a Copa do Mundo é uma delas.

Realmente, a atmosfera muda. Um instante em que as diferenças ficam de lado e o Brasil fala uma só língua: a do orgulho de ser brasileiro. As bandeiras reaparecem nas ruas, a camisa da Seleção volta a circular com frequência e até quem normalmente não acompanha futebol acaba entrando no clima.

E isso vimos muitas vezes. Normal nos depararmos com quem só acompanha uma partida de futebol nessa época. O assunto surge no trabalho, na fila do supermercado, nas rodas de conversa e nos grupos de família. Durante algumas semanas, o país compartilha uma expectativa rara.

Talvez por isso a Copa represente muito mais do que um simples torneio: ela recria um sentimento de pertencimento difícil de encontrar em outros momentos. Em um país tão grande e diverso, nem sempre é fácil encontrar algo capaz de mobilizar tanta gente ao mesmo tempo.

Claro que as diferenças continuam existindo. E isso é natural. Mas, quando a bola rola, elas perdem espaço para algo maior: a sensação de fazer parte de uma mesma torcida.

Esse clima nos faz lembrar que nenhuma conquista importante acontece por acaso. O talento é fundamental, mas dificilmente é suficiente sozinho. Os resultados aparecem quando existe organização, confiança e disposição para trabalhar em conjunto. E, como sempre falamos, quando existe união e parceria.

E há algo dessa lógica no que vem acontecendo no Maranhão. Nos últimos anos, temos buscado construir um ambiente mais favorável ao crescimento, combinando investimentos, obras estruturantes e políticas públicas voltadas para quem mais precisa. Evidentemente que nem tudo está resolvido. Nenhum lugar consegue avançar sem enfrentar desafios. Ainda assim, é difícil ignorar mudanças que vêm ocorrendo em várias áreas.

Os números relacionados ao emprego, aos investimentos e à educação ajudam a contar parte dessa história. E o maranhense percebe isso quando uma nova estrada melhora o deslocamento dos moradores em uma região; quando uma oportunidade de trabalho surge mais perto de casa ou quando uma família consegue acessar serviços que antes estavam distantes da sua realidade.

Como toda democracia, claro que também convivemos com as divergências, críticas e disputas de opinião. Isso faz parte da vida pública. O debate é legítimo e necessário. Ao mesmo tempo, reconhecer avanços significa observar a realidade por inteiro.

A história do futebol brasileiro oferece bons exemplos disso. A seleção de 1970 tinha alguns dos maiores talentos que o esporte já produziu. Ainda hoje, muitos a consideram a melhor equipe de todos os tempos. Mas aquele time não ficou marcado apenas pela genialidade de Pelé, Gérson, Tostão, Jairzinho, Rivellino e tantos outros craques. Ficou marcado porque funcionava como um conjunto.

A partir deste sábado, milhões de brasileiros alimentam o sonho de conquistar a sexta Copa do Mundo. É uma expectativa que atravessa regiões e gerações.

 Homenagem da filha Francisca (Chiquinha) para sua mãe Maria Graça dos Reis (in memorian)

Olá mamãe, não sei se é dor ou raiva, acho que é um pouco de tudo, tenho tantas lembranças bonitas suas. Diziam pra mim que eu era filha de uma doutora, e eu respondia: "minha mãe não usa jaleco", mas depois crescendo, entendi que você era uma professora e formada em línguas.

Mamãe, ou Lilá, eu te chamava assim e você sorria quando eu te chamava de Lilá, parecia que você gostava mais. Então Lilá, como a cor espiritual, e que estranho, também é a minha cor favorita, como o nosso coração e a nossa bondade.

Boa viagem, Lilá. Você gostava de viajar, mas esta viagem é sem volta. Eu te amo, Lilá.

Sua filha, Chiquinha.
Professora Maria Graça dos Reis