quinta-feira, 8 de outubro de 2026

 Lula desafia Flávio Bolsonaro a apoiar fim da escala 6×1


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta que prevê o fim da escala 6×1, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial.

Durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema e cobrou também que Flávio oriente sua bancada a votar favoravelmente à medida.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, afirmou.

Flávio, por outro lado, tem defendido uma proposta diferente. Em entrevista na terça-feira (6), disse que os trabalhadores deveriam ter liberdade para definir a própria jornada de acordo com suas necessidades.

“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, declarou.

Lula criticou esse modelo e afirmou que uma eventual negociação individual não garantiria vantagem ao trabalhador. Segundo o presidente, a proposta defendida por seu governo é estabelecer cinco dias de trabalho e dois de descanso.

Durante o mesmo encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, que prevê mudanças na atuação conjunta da União, estados e municípios no combate ao crime organizado.

O presidente afirmou que pretende ampliar a participação federal na área por meio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal.

Lula também citou a transformação de 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima como uma das medidas previstas pelo governo para enfrentar a atuação de facções criminosas.

Na campanha, resumiu a proposta para a área com o lema: “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

 A ARQUITETURA INVISÍVEL DO VOTO

Antes de um voto, existe uma trajetória. Antes de uma decisão, existe uma construção.


Toda escolha é atravessada por experiências, valores, relações sociais e circunstâncias que participam, muitas vezes silenciosamente, da formação das percepções.

O lugar onde vivemos, as condições que experimentamos e as relações que estabelecemos influenciam a maneira como interpretamos a realidade. Não se trata de determinar escolhas, mas de reconhecer que nenhuma percepção se forma completamente distante do contexto em que a vida acontece.

É nesse ponto que Geografia e Filosofia se aproximam. O espaço revela diferentes condições de existência, enquanto a reflexão filosófica conduz ao exame da liberdade, da consciência e da responsabilidade.

Na política, essa relação ganha especial significado. Um país não é percebido da mesma maneira por todos. Diferenças sociais, econômicas e espaciais produzem experiências distintas e, consequentemente, diferentes formas de compreender os problemas e as possibilidades do Brasil.

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 coloca essa diversidade de percepções diante de uma decisão nacional. Mais do que a disputa entre duas candidaturas, está em discussão a direção que poderá ser dada ao país diante de seus desafios sociais, econômicos e institucionais.

Nesse contexto, pensar criticamente exige mais do que acompanhar discursos. Exige tempo para analisar, comparar perspectivas e reconhecer que uma convicção também possui uma história.

A Filosofia nos ensina a questionar aquilo que parece evidente. Não para transformar toda certeza em dúvida, mas para compreender seus fundamentos e evitar que a convicção substitua a reflexão.

Talvez seja essa a dimensão menos visível do voto: ele acontece em poucos segundos, mas é precedido por uma longa trajetória de experiências, percepções e ideias.

E quando a decisão chega à urna, o instante é individual, mas o resultado pertence à coletividade.

Em uma democracia, pensar antes de decidir também é uma forma de responsabilidade.

*Eduardo Rego

Geografia - UEMA- uemanet 

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