Flávio e família receberam autorização para permanecer nos EUA por um ano
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A permissão é concedida em casos específicos, incluindo casos de urgência humanitária.
De acordo com os registros disponíveis no site da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA), a agência americana responsável pelo controle de fronteiras, Flávio, sua esposa e ao menos uma de suas filhas receberam uma autorização na categoria “DT” ao passar pelos trâmites burocráticos na chegada a Miami.
Eles estão autorizados a permanecer nos Estados Unidos por pelo menos um ano, com vencimento previsto para outubro de 2027.
A categoria “DT” indica que a autorização concedida pelo governo Trump é a sigla para “Discretionary Parole”, uma autorização temporária condicional concedida pelo DHS (Departamento de Segurança Interna dos EUA) com base em uma avaliação caso a caso.
A parole é uma permissão oficial para entrar e permanecer temporariamente no país, mas não configura visto ou uma admissão formal pelo sistema de imigração dos Estados Unidos.
Segundo a legislação americana, o governo tem autoridade discricionária para autorizar a entrada de pessoas por razões humanitárias urgentes ou por benefício público relevante para o país.
O estrangeiro que tiver a autorização temporária concedida só poderá permanecer em território americano pelo período determinado pelo DHS.
Entre os critérios avaliados pela pasta para conceder ou negar a autorização temporária, estão: avaliação do caráter do solicitante, incluindo histórico criminal e de violação de imigração ou participação em fraudes; impacto da permanência sobre a comunidade americana; possível impacto na segurança nacional dos EUA e a existência de suporte financeiro para o beneficiário.
O DHS não define claramente o que configura uma “razão humanitária urgente”, mas avalia se as condições apresentadas pelo solicitante são iminentes, se afetam o bem-estar do indivíduo e o grau de sofrimento causado se o pedido de autorização for negado.
