domingo, 25 de janeiro de 2026

 Josimar de Maranhãozinho será julgado em março no STF por corrupção; condenação pode levar à prisão

O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para os dias 10 e 11 de março de 2026 o julgamento da ação penal que investiga deputados federais acusados de participação em um esquema de corrupção envolvendo a liberação de emendas parlamentares, entre eles Josimar de Maranhãozinho, o Pastor Gil, entre outros.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou os parlamentares, afirmando que eles integravam uma organização criminosa e teriam solicitado vantagem ilícita (propina) para liberar mais de R$ 6 milhões em emendas destinadas à saúde de municípios maranhenses. A denúncia aponta que parte desses recursos teria sido condicionada ao pagamento de cerca de R$ 1,6 milhão em propina para gestores municipais.

De acordo com as investigações, o esquema teria ocorrido entre janeiro e agosto de 2020, e envolvia a cobrança de percentuais sobre emendas parlamentares em troca da efetivação dos repasses federais a gestores de prefeituras, em especial à então administração de São José de Ribamar (MA).

O julgamento será conduzido pela Primeira Turma do STF, sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin, com participação de ministros como Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

A denúncia da PGR classifica as condutas como corrupção passiva e organização criminosa, crimes graves previstos no Código Penal, e requer a condenação dos acusados, bem como possíveis sanções que podem incluir perda de mandato e pagamento de indenizações por danos morais coletivos.

Durante a fase de instrução, as defesas dos parlamentares negaram as acusações, argumentando sobre a fragilidade ou ilegalidade das provas apresentadas e contestando a conexão entre os recursos repassados e as emendas parlamentares.

O agendamento do julgamento no STF de Josimar de Maranhãozinho marca um momento crucial no processo, que vinha tramitando desde 2020 após a denúncia feita pelo então prefeito de São José de Ribamar ao Ministério Público Federal, e reflete o avanço das investigações sobre irregularidades envolvendo o uso de recursos públicos e a atuação de agentes políticos.

 Líderes do MDB firmam posição a favor da candidatura de Orleans ao Governo 


Uma decisão foi tomada dentro do braço maranhense do MDB: resistir, até onde for possível, à possibilidade de retirar a pré-candidatura do seu presidente estadual, Orleans Brandão (foto acima), ao Governo do Maranhão. Encabeçada pelo ex-presidente Marcus Brandão, essa posição é apoiada pelo ex-presidente José Sarney, pelos deputados federais federal Roseana Sarney e Cleber Verde, prefeito de Bacabal Roberto Costa e pelo ex-senador João Alberto, entre outros líderes do partido.

A avaliação é que com a permanência do governador Carlos Brandão no cargo as chances de eleição do emedebista Orleans Brandão são reais. Há também quem defenda no partido a candidatura da deputada federal Roseana Sarney ao Senado, apostando alto que, recuperada da luta tenaz que ela trava contra o câncer e com uma campanha bem armada, a ex-governadora tem condições de brigar com chances por uma cadeira na Câmara Alta, conforme mostram as pesquisas. Além disso, o MDB poderia sair das urnas com três deputados federais.

O otimismo que reina nas fileiras emedebistas aumenta quando seus líderes calculam que na janela partidária de março o partido deve ganhar parte dos deputados aliados do governador Carlos Brandão que vão deixar o PSB. O MDB pode ganhar, por exemplo, a filiação da presidente da Assembleia Legislativa a exemplo da presidente do Poder Legislativo, deputada Iracema Vale, que inicialmente esteve inclinada a se filiar ao PDT, mas há quem diga que seu caminho deve ser o MDB.

Nos bastidores do MDB há uma torcida para que o governador Carlos Brandão se filie ao partido em março. E a perspectiva é a de que, caso decida concorrer ao Senado, o fará pelo partido. E mais: mesmo que permaneça no cargo, sua filiação ao MDB impulsionará as candidaturas majoritárias e proporcionais do partido.

Coluna Repórter Tempo


 Prefeito Nonatinho é notificado pelo Ministério Público para explicar aumento abusivo na conta de água em Matões

O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) notificou o prefeito de Matões, Raimundo Nonato Medeiros Carvalho (foto acima), para que apresente justificativas sobre o aumento considerado abusivo nas contas de água cobradas à população do município. A medida faz parte de uma Notícia de Fato registrada na Promotoria de Justiça de Matões, sob o nº 000010-073/2026, instaurada no início de janeiro deste ano.

A ação foi provocada por representantes do grupo de oposição no município, tendo como principais articuladores o líder Gabriel Valeriano Sabino Tenório e os vereadores Clemilton Loureiro da Silva, Sara de Abreu Lima, Naldo Filó e Gilmar Pereira de Almeida, que denunciaram possíveis irregularidades relacionadas à elevação das tarifas de abastecimento de água.

A Promotoria de Justiça de Matões, sob responsabilidade do promotor Laécio Ramos do Vale, expediu o Ofício nº 6/2026 – PJMTS, formalizando a notificação ao prefeito para que esclareça os critérios adotados no reajuste das tarifas e apresente documentos que comprovem a legalidade do aumento aplicado.

O prefeito tem prazo de 30 dias para se manifestar junto ao Ministério Público. Caso as explicações não sejam consideradas satisfatórias, o procedimento poderá evoluir para medidas mais rigorosas, incluindo a abertura de ação civil pública ou outras providências legais cabíveis.

Enquanto isso, moradores de Matões seguem relatando dificuldades para arcar com os novos valores cobrados nas contas de água, o que tem ampliado a pressão política e social sobre a administração municipal.

As informações são do Blog do Lucas Moura