Xeque-mate dos Leões: PSB se esvazia e base governista migra em massa para o MDB na Alema
Diante do impasse interno, a direção nacional do PSB foi levada a intervir e encaminhou cartas de anuência autorizando a saída de nove deputados estaduais alinhados ao governador Carlos Brandão, permitindo a desfiliação sem risco de perda de mandato por infidelidade partidária.
O conflito havia se agravado após a senadora Ana Paula Lobato, presidente estadual do PSB, tentar uma manobra para retomar o controle da legenda: a expulsão de seis deputados ligados ao governo. A iniciativa tinha como objetivo abrir espaço para novas filiações, como as de Othelino Neto e Fernando Braide, viabilizando a formação de um bloco de oposição com o PSB integrado à federação PT/PCdoB/PV.
A estratégia, no entanto, fracassou em duas frentes. No campo judicial, uma decisão liminar da 12ª Vara Cível de São Luís anulou as expulsões e restabeleceu a maioria partidária favorável à base governista. No plano político, a intervenção da direção nacional do PSB esvaziou a tentativa de controle interno ao autorizar a saída coletiva dos parlamentares.
O desdobramento prático foi o enfraquecimento do PSB e o fortalecimento do MDB. Sob a presidência de Orleans Brandão, o partido recebeu oito dos nove deputados que deixaram o socialismo. O deputado Ariston, que se filiou ao Mobiliza, manteve-se alinhado ao Palácio dos Leões.
Com a nova configuração, o governo consolidou o chamado “Blocão” na Assembleia Legislativa, assegurando maioria nas Comissões Permanentes e maior estabilidade para a tramitação das matérias de interesse do Executivo.
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