domingo, 12 de abril de 2026

 Trabalho que gera boas notícias


Por Carlos Brandão

Recentemente lançamos a revista Boas Notícias, reunindo um pouco do que temos feito – políticas públicas, projetos em andamento e, principalmente, resultados que já começam a mudar realidades no Maranhão.

E tem algo curioso nisso tudo: no nosso governo, ela nunca vai estar totalmente pronta. Sempre aparece uma boa notícia nova, quase todos os dias.

E essas notícias não surgem por acaso, nem de ações isoladas. Elas vêm de um trabalho que é contínuo, que exige planejamento, organização e um certo cuidado no caminho.

Aos poucos, esse tipo de resultado foi deixando de ser exceção e passou a fazer parte da rotina.

Infelizmente, a política ainda é vista, por alguns, apenas como um campo de disputas.

Mas quando a gente olha com mais calma para os números – e eles estão aí – dá para perceber que existe uma outra história sendo construída. E ela tem consistência.

No turismo, por exemplo, isso já começa a ficar mais evidente. Só no primeiro trimestre de 2026, foram mais de 10 mil atendimentos nos Centros de Atendimento ao Turista.

O que significa mais gente circulando, conhecendo o estado, consumindo. Isso movimenta a economia, ainda que nem sempre de forma tão visível no dia a dia. E existe um trabalho por trás disso – divulgação, melhoria no atendimento, organização da oferta – e ele começa a dar retorno.

Esse movimento também aparece nos aeroportos. Em fevereiro, o fluxo de passageiros cresceu quase 11%, com aumento maior nos desembarques. Ou seja: mais gente chegando. E quem chega acaba movimentando do pequeno negócio até investimentos maiores.

Falando em investimento: a ampliação da planta da Ambev, com R$ 300 milhões injetados no estado, segue uma lógica que não é tão simples assim.

Empresas desse porte costumam ser cautelosas. Não é um movimento impulsivo. Existe uma leitura de cenário, de estabilidade, de segurança. De alguma forma, o Maranhão tem conseguido passar esse sinal.

E, quando esse tipo de investimento acontece, o impacto vem em cadeia: emprego, renda, novas oportunidades.

Mas talvez o ponto mais importante nem seja só o crescimento econômico. É como ele chega às pessoas. O Banco de Alimentos, por exemplo, ajuda a mostrar isso de forma bem concreta. São mais de 700 toneladas distribuídas, atendendo a mais de 31 mil pessoas – incluindo muitas crianças. Não é só número para relatório. Tem impacto direto na vida de quem precisa.

Na agricultura familiar, acontece algo parecido. A compra da produção local, junto com a distribuição desses alimentos, cria um ciclo que faz sentido: quem produz, consegue renda; quem precisa, recebe apoio; e o recurso continua girando dentro do estado.

Esse conjunto de ações acaba trazendo reconhecimento nacional. O Maranhão tem aparecido muito bem em premiações que avaliam a gestão pública, o que ajuda a comparar resultados de forma mais objetiva.

Como já destaquei antes, nada disso acontece de forma isolada. Existe um esforço de articulação, de execução, de continuidade.

Diferentes áreas precisam funcionar juntas e, quando isso acontece, os resultados tendem a durar mais. Claro que ainda há muitos desafios a serem vencidos. Isso é inegável. Mas também não dá para ignorar a sequência de avanços que vêm acontecendo.

As boas notícias continuam aparecendo. Não como algo extraordinário, mas como parte de um trabalho que segue em construção, dia após dia

 Datafolha: Lula empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno

O presidente Lula (PT) perdeu vantagem em um segundo turno da eleição deste ano, aponta o Datafolha. Ele foi ultrapassado numericamente pela primeira vez por Flávio Bolsonaro (PL), que atingiu 46% ante 45% do petista. Quando o rival é Ronaldo Caiado (PSD) ou Romeu Zema (Novo), o mandatário marca 45% a 42%.

Zema empata com Caiado, oscilando de 5% para 4%, se iguala na margem com o ex-governador mineiro Renan Santos (Missão), que foi de 3% para 2%, enquanto Aldo Rebelo (DC) oscilou de 2% para 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza), que não tinha sido lançado, estreia com 1%. Declaram votar em branco ou nulo 10%, e 4% dizem não saber quem escolher.

A rejeição também segue estável e os números mostram o lado reverso da polarização: os mais desejados pelo eleitor também são os mais rejeitados pela torcida do candidato adversário, restando poucos e decisivos votos no meio do caminho.

Com efeito, dizem não votar de forma alguma no atual presidente 48%, enquanto 46% rejeitam o filho de Bolsonaro liminarmente. Confirmando a firmeza dessas opiniões, 99% dizem conhecer Lula e 93%, Flávio.

Neste quesito se saem melhor Zema e Caiado. O mineiro é desconhecido para 56% dos eleitores e tem um índice de rejeição de apenas 17%. O goiano quase repete os números: 54% e 16%, respectivamente.

Em relação ao perfil do eleitorado, pouca surpresa. Lula tem intenção de voto acima de sua média entre os 28% menos instruídos (50%), os 47% mais pobres (44%) e os 26% de nordestinos (55%). São todos estratos com margens de erro próxima da geral, por serem volumosos.

O senador tem 49% entre os 2% mais ricos, mas ali a margem é de 13 pontos. Vai melhor, com 41%, no segmento de classe média mais alto, que ganha de 5 a 10 salários mínimos (9% da amostra, com 8 pontos de margem).

Mantendo um padrão que vem desde quando seu pai concorreu em 2018, Flávio vence entre os 29% de evangélicos, com 49% das intenções ante 25% das de Lula. Quando o entrevistado faz parte dos 49% de católicos, o petista marca 43% e o senador, 30%. A margem é, respectivamente, de 4 e 3 pontos.

Em relação ao pelotão seguinte de pré-candidatos, a distribuição de sua votação é no geral homogênea. Caiado se destaca em seu Norte/Centro-Oeste de origem, com 12% de intenções numa área com 16% da população do país e 6 pontos de margem. O goiano marca o mesmo no segmento de 5 a 10 mínimos.

Zema só tem um desempenho diferente, com 9% de intenções, entre os mais ricos, que ganham acima de 10 mínimos, com a alta margem já apontada.