quinta-feira, 19 de março de 2026

 MEC abre investigação para apurar baixo rendimento do curso de Medicina da UFMA


O curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão está no alvo de uma investigação do Ministério da Educação (MEC), com base no baixo rendimento no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.

O curso de Medicina da Ufma obteve apenas a nota 2, de 5, no último Enamed. Nesse primeiro momento, vai ser apenas investigado, sem sofrer punição ou sanção.

A portaria, que versa sobre a apuração, foi expedida pela Secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior.

Além do curso de medicina da Ufma, também são alvos do processo de supervisão na fase de procedimento preparatório, as universidades federais do Pará, Sul da Bahia, e da Integração Latino-Americana. 

O curso de medicina da Universidade Federal do Pará foi o único dos quatro que sofreu sanções, e deve reduzir em
em 50% o ingresso das vagas autorizadas. A revogação das medidas cautelares está condicionada ao desempenho do Enamed 2026.


 Brandão tem aprovação de 64% no MA; Lula, de 62%

A pesquisa Quaest de intenções de votos divulgada na quarta-feira, 18, levantou também a avaliação dos governos estadual e federal no Maranhão.

Segundo os dados, Brandão tem sua gestão aprovada por 64% dos maranhenses, enquanto que 25% desaprovam, sendo que 11% não sabe ou não opinou.

Já Lula tem a gestão aprovada por 62% dos maranhenses, enquanto que 36% desaprovam, sendo que 2% não sabe ou não opinou.

A pesquisa Quaest foi realizada entre os dias 12 e 16 de março de 2026, ouvindo 900 eleitores em 49 municípios maranhenses. Com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, o estudo está registrado sob o protocolo MA-07211/2026.

 Segurança na poda de árvores: Equatorial Maranhão reforça cuidados para evitar acidentes com a rede elétrica

Distribuidora destaca a importância de contratar profissionais habilitados e redobrar os cuidados no período chuvoso

Com a intensificação das chuvas em todo o Maranhão, a vegetação cresce de forma mais acelerada, aumentando a necessidade de podas e manutenções preventivas. Diante desse cenário, a Equatorial Maranhão alerta a população para os riscos de realizar podas de árvores próximas à rede elétrica sem os devidos cuidados e sem o apoio de profissionais habilitados, prática que pode resultar em acidentes graves e até fatais.

Para que as árvores cresçam de forma saudável e ordenada, é fundamental a realização de manutenção e podas regulares, para que seus galhos não afetem à rede elétrica. A Distribuidora orienta que nenhum serviço em árvores seja realizado durante a chuva ou quando houver previsão de temporais, período em que aumenta a incidência de descargas atmosféricas. Também reforça que a poda não deve ser feita em árvores próximas ou que estejam tocando a rede elétrica.   

De acordo com Lúcio Santos, Gerente de Obras e Manutenção da Equatorial Maranhão, a empresa realiza manutenções preventivas constantes para reduzir riscos à população e ao sistema elétrico. “Sabemos da importância do serviço de poda para prevenir curtos-circuitos, interrupções no fornecimento e acidentes causados por galhos que cresceram além do limite de segurança. Em períodos de ventos e chuvas mais intensas, esses galhos podem ser arremessados ou encostar na rede, afetando diretamente o fornecimento de energia”, explicou o Gerente.

Responsabilidade pela poda

Em vias e praças públicas, a responsabilidade pela poda é das prefeituras municipais. Já em áreas particulares, a manutenção compete ao proprietário do imóvel. Em ambos os casos, é fundamental que os responsáveis realizem podas periódicas e preventivas, a fim de evitar que os galhos se aproximem ou entrem em contato com a rede elétrica, reduzindo riscos de acidentes e interrupções no fornecimento de energia.

Nesses casos, contratar profissionais especializados é a forma mais segura de executar o serviço, garantindo o uso de técnicas adequadas, equipamentos de proteção e o respeito às distâncias mínimas de segurança da rede elétrica.

Em situações onde os galhos já estejam em contato com a fiação, a Equatorial Maranhão realiza a poda com suas equipes especializas para evitar que haja a interrupção do fornecimento de energia ou até acidentes. Vale destacar que a população nunca deve realizar a poda por conta própria. Ao identificar árvores com galhos próximos ou em contato com a fiação, é fundamental não tentar intervir. Além do risco de choque elétrico, a prática pode provocar interrupções no fornecimento de energia, danos à rede e colocar em perigo tanto quem executa o serviço quanto toda a comunidade ao redor. O recomendado é acionar a Equatorial Maranhão por meio da Central 116 para que sejam adotadas as providências necessárias e com segurança para todos.

Orientações de segurança

Redobre a atenção no período chuvoso, quando o crescimento da vegetação é mais acelerado;

Sempre busque profissional habilitado para realizar a poda em casos de árvores em locais privados;

Não utilize escadas metálicas, ferramentas improvisadas, equipamentos danificados, adaptados ou sem certificação;

Observe a distância mínima de 3 metros da rede elétrica durante a realização da atividade. Tome cuidado também para que os galhos cortados não caiam sobre a rede;

Ao plantar novas árvores de grande porte, escolha locais distantes da rede elétrica.

VC+ Seguro

A Equatorial Maranhão reforça que essas orientações integram o Movimento “Vc+ Seguro”, iniciativa que atua de forma preventiva, orientando seus clientes e reforçando a importância da segurança com energia elétrica para evitar acidentes. A campanha tem como objetivo ampliar o acesso à informação e conscientizar a população sobre os riscos e perigos relacionados ao uso da energia elétrica, reafirmando o compromisso da Distribuidora com a segurança, a prevenção de acidentes e o bem-estar da comunidade.

Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão

 Brandão escolhe mulher para a Segurança Pública do Maranhão

O governador Carlos Brandão anunciou nessa terça-feira, 17, a nova titular da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão.

A escolhida foi a coronel da Polícia Militar Augusta Andrade, que passa a assumir uma das pastas mais estratégicas da administração estadual.

“Informo que a coronel Augusta Andrade assume a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão. Sua missão é seguir fortalecendo o sistema de segurança e o combate à criminalidade, garantindo proteção a todos os maranhenses”, anunciou o governador nas redes sociais.

A decisão está alinhada a uma pauta tratada como prioridade pelo governador: o enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente diante do avanço dos casos de feminicídio no país.

Vale ressaltar que, no estado, os registros já apontam uma redução de 27% em 2025, com 51 ocorrências, frente a 69 em 2024. Ao escolher uma coronel para o cargo, o governador reforça essa preocupação e destaca a importância de fortalecer ações voltadas à proteção das maranhenses.

Durante sua gestão, o governador Carlos Brandão ampliou o número de Patrulhas Maria da Penha, de oito para 23, e expandiu a rede de atendimento da Casa da Mulher Maranhense, saindo de uma para seis unidades, além da própria Casa da Mulher Brasileira, consolidando estruturas voltadas ao acolhimento, à escuta qualificada e ao suporte às vítimas de violência.

Outra medida de destaque implementada foi a criação de um auxílio financeiro destinado a crianças e adolescentes que perderam a mãe em casos de feminicídio, garantindo o pagamento de meio salário mínimo até a maioridade.

A iniciativa, que também garante apoio psicológico, tem como objetivo assegurar amparo social e reduzir os impactos causados por esse tipo de violência.

O governador também mantém em pleno funcionamento 23 Delegacias Especializadas da Mulher e um Departamento Estadual de Combate ao Feminicídio dentro da Polícia Civil.

Para aproximar ainda mais o serviço especializado, estão sendo implantados núcleos de apoio às vítimas de violência nas demais delegacias.

A gestão Brandão se destaca, ainda, pela inclusão inédita de mulheres em altos cargos de comando. A primeira conselheira do TCE-MA (Flávia Gonzalez), a primeira presidente da Assembleia Legislativa (Iracema Vale), que teve o apoio do governador para sua eleição, e a primeira mulher a se tornar togada no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) via Quinto Constitucional (Maria da Graça Peres Soares Amorim) são alguns exemplos.

Sobre a coronel Augusta:

Maria Augusta de Andrade Ribeiro, bacharel em Segurança Pública, estava à frente da chefia de Gabinete de Segurança e Inteligência Institucional da Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA).

Ela ingressou na PMMA em 1987, no município de Caxias. Em 1995, começou a atuar em São Luís, passando por diversas unidades e ocupando diferentes funções.

Foi assistente do subcomandante geral e chefe da Seção Operacional do Gabinete Militar do Governo, além de secretária-adjunta do Gabinete Militar do Governador e subchefe de Estado Maior do Comando Geral.

Em 2016, foi promovida à patente de coronel, tornando-se a segunda mulher a alcançar o mais alto posto da PMMA. Nesse período, recebeu a missão de implantar a Patrulha Maria da Penha no estado para reforçar a proteção às mulheres vítimas de violência.

quarta-feira, 18 de março de 2026

 Instituto Quaest mostra eleição em dois turnos para Governo do Maranhão

O Instituto Quaest divulgou nesta quarta-feira, 18, pesquisa de intenção de voto que mostra que o pleito para o Governo do Estado, este ano, será decidido em dois turnos.

Polarizam a disputa o secretário estadual de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), e o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).

No cenário espontâneo do levantamento, contratado pela TV Mirante, afiliada da Rede Globo, os dois políticos aparecem empatados, com 15% das intenções de voto para cada uma.

No comparativo feito com outra pesquisa do Instituto divulgada em outubro do ano passado, Orleans foi o que mais cresceu – subiu 10%, enquanto Braide apenas 2%.

Os cenários estimulados mostram vantagem do prefeito da capital. No primeiro, Braide aparece com 35%, Orleans com 24%, Lahesio Bonfim com 11% e Camarão com 7%. Mas se a disputa não tiver Felipe Camarão os números são esses: Eduardo Braide com 37%, Orleans Brandão com 26% e Lahesio Bonfim com 13%.

Já no cenário sem Lahesio Bonfim, Braide alcança 39%, Orleans Brandão, 26% e Felipe Camarão, 9%. Se a disputa não tiver o prefeito de São Luís, o cenário fica com Orleans liderando com 31%, Lahesio com 19% e Camarão com 16%.

Considerando cenários de segundo turno, o prefeito da capital ganharia na disputa em que aparece com o emedebista e com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. No cenário com Orleans, Braide alcança 46% contra 33%. Já na disputa com Bonfim, o prefeito de São Luís chega a 52% e Lahesio, 23%.

Outra pergunta entre os questionários da Quaest é sobre a sucessão comandada pelo governador Carlos Brandão (sem partido). Neste cenário, com a pergunta se o governador merece eleger o seu sucesso, 57% dos eleitores disseram que sim, que merece eleger o sucessor. Outros 33% afirmaram que não.

Foram ouvidos 900 eleitores em 49 municípios maranhenses no período compreendido entre os dias 12 a 16 deste mês.

O registro da pesquisa tem protocolo MA – 07211/2026

Saiba quais as penas de Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil

Blog do Gilberto Leda

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por corrupção passiva, sete dos oito réus da Ação Penal (AP) 2670, acusados de solicitar propina em troca da destinação de recursos de emendas parlamentares ao Município de São José de Ribamar (MA). As penas fixadas variam de 6 anos e 5 meses a 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto.

Denúncia

Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República pedia a condenação, por corrupção passiva e organização criminosa, dos deputados federais Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil, do ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE), conhecido como Bosco Costa, e do assessor parlamentar João Batista Magalhães. Também foram denunciados Antônio José Silva Rocha, Abraão Nunes Martins Neto e Adones Gomes Martins, por corrupção passiva, e Thalles Andrade Costa, por organização criminosa. 

De acordo com a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os deputados solicitaram ao então prefeito do município o pagamento de R$ 1,6 milhão em contrapartida ao encaminhamento de cerca de R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares para a cidade. Segundo a denúncia, os réus se dividiam em dois núcleos: o dos parlamentares, encarregados de destinar as emendas, e o de execução, responsável por cobrar a propina.  

Tráfico de função pública 

Prevaleceu o entendimento do relator, ministro Cristiano Zanin, de que a PGR comprovou a correlação entre a conduta dos parlamentares (destinar as verbas) e a solicitação da vantagem, caracterizando o “tráfico da função pública” ou a venda do ato de ofício.  

Por falta de provas, Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil, Bosco Costa, João Batista Magalhães e ‘Thalles Andrade Costa foram absolvidos da acusação de participação em organização criminosa. De acordo com o colegiado, não ficou provado que os réus pertencessem a uma organização estruturada para cometer outros crimes contra a administração pública.

Penas 

Josimar Maranhãozinho (considerado líder do grupo) – 6 anos e 5 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 300 dias-multa, cada um no valor de 3 salários mínimos vigentes na época dos fatos. 

Pastor Gil – 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 100 dias-multa, cada um no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos. 

Bosco Costa – 5 anos de reclusão (por ter mais de 70 anos), em regime inicial semiaberto, e 100 dias-multa, cada um no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos. 

João Batista Magalhães – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos, e perda do cargo público, efetivo ou comissionado, eventualmente ocupado. 

Antônio José Silva Rocha – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos. 

Abraão Nunes Martins Neto – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos. 

Adones Gomes Martins – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos. 

Outras sanções

Foi fixada ainda indenização por danos morais coletivos de R$ 1,667 milhão, a ser paga de forma solidária entre os sete sentenciados. Como o regime inicial é o semiaberto, o colegiado decidiu que cabe à Câmara dos Deputados decidir sobre a compatibilidade do cumprimento da pena com o exercício do mandato em relação aos dois parlamentares condenados. 

Por se tratar de crime contra a administração pública, foi decretada a inelegibilidade de todos os condenados, da data da condenação até oito anos após o cumprimento da pena, e a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação. 

 Promotoria apura indícios de fraude em registros imobiliários no cartório de Afonso Cunha

A 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Coelho Neto instaurou inquérito civil para investigar suposta fraude em registros imobiliários da Serventia Extrajudicial do Ofício Único de Afonso Cunha.

De acordo com o Ministério Público, o procedimento visa apurar a responsabilidade por supostos atos de improbidade administrativa e crimes contra a fé pública, e inserção de dados falsos nos livros do cartório de Afonso Cunha relativos aos imóveis Fazenda Regalo e Fazenda Santo Antônio.

Conforme a portaria ministerial, Certidões de Inteiro Teor apresentam rasuras manuscritas, uso de corretivo em datas críticas e uma sequência de averbações na matrícula 507 que não constavam em registros anteriores e teriam sido inseridas sem o devido lastro documental.

A promotora Paula Gama Cortez Ramos,titular da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Coelho Neto, destacou que a decisão da Corregedoria-Geral da Justiça do Maranhão reconheceu a gravidade dos fatos e a necessidade de apuração por este órgão ministerial, dada a independência das instâncias.

O inquérito civil vai investigar a prática de fraudes cartorárias, falsidade ideológica e atos de improbidade administrativa envolvendo a ex-tabeliã Osmarina Gomes Duarte e os beneficiários das transações suspeitas, visando a proteção da fé pública e a moralidade administrativa.