TRE adia julgamento de caso de corrupção eleitoral em Nova Olinda
O julgamento do caso deveria ocorrer nesta quinta-feira, 26.
A decisão foi do desembargador Paulo Velten, presidente da Corte, que justificou a medida alegando estar atendendo a um pedido do relator da matéria, o juiz Marcelo Oka – que apontou a existência de “fato novo”.
O parecer do Ministério Público Eleitoral nesse caso pelo não provimento do recurso.
Ary e seu companheiro de chapa, Ronildo de Carvalho, foram cassados pela juíza Patrícia Bastos de Carvalho Correia, da 80ª Zona Eleitoral de Santa Luzia do Paruá, em ação ajuizada pela ex-candidata Thaymara Muniz, segunda colocada na disputa. Ela perdeu a eleição por dois votos.
Na sentença, a magistrada apontou que a chapa eleita em 2024 cometeu diversas irregularidades, incluindo compra de votos, distribuição de materiais de construção, promessas de cargos, repasses em dinheiro e via Pix, além da doação de telhas. Testemunhas confirmaram ainda que eleitores foram ameaçados ao se recusarem a apoiar os investigados.
A juíza destacou que a vitória de Ary Menezes se deu por apenas dois votos de diferença em relação a Thaymara Muniz, o que evidenciaria a influência direta das práticas ilegais no resultado da eleição. Segundo ela, ficou configurado abuso de poder econômico e violação da liberdade do voto.
A defesa dos cassados contestou as provas e alegou tumulto processual, mas os argumentos foram rejeitados. Para a magistrada, os indícios eram consistentes e foram corroborados por depoimentos de testemunhas e até por reportagens de alcance nacional.
Blog do Gilberto Leda
