segunda-feira, 12 de outubro de 2026

 “Miscelâneas de Antônio Gonçalves Dias” destaca a memória literária maranhense

Obra organizada por Eulálio Leandro integra a Coleção Memórias Caxienses e valoriza o legado de um dos maiores nomes da literatura brasileira 


A literatura e a memória cultural do Maranhão ganham destaque com a obra Miscelâneas de Antônio Gonçalves Dias organizada por Eulálio Leandro e integrante do volume III da Coleção Memórias Caxienses.

O livro faz referência a Antônio Gonçalves Dias, poeta, dramaturgo e escritor maranhense nascido em Caxias, em 1823, cuja produção literária ocupa lugar de destaque na história da literatura brasileira. Considerado um dos principais representantes da primeira geração do Romantismo no Brasil, Gonçalves Dias tornou-se conhecido por seus poemas que exaltam a natureza, abordam a identidade nacional e expressam aspectos da cultura e da história brasileiras.

A publicação integra uma coleção dedicada à preservação e à valorização da memória de Caxias, município maranhense reconhecido por sua contribuição à cultura e à literatura nacional. Iniciativas editoriais dessa natureza são importantes para preservar registros históricos, valorizar personalidades marcantes e ampliar o conhecimento sobre a formação cultural do estado.

Eulálio Leandro e a preservação da história

Eulálio Leandro de Oliveira é escritor e pesquisador com trabalhos relacionados à história e à memória cultural maranhense. Sua atuação inclui iniciativas de recuperação e divulgação de registros históricos e narrativas culturais, contribuindo para manter vivas referências importantes da história do Maranhão.

A Coleção Memórias Caxienses representa uma iniciativa de valorização da identidade histórica e cultural de Caxias, cidade que ocupa um lugar significativo na trajetória intelectual do país. Publicações voltadas a essa temática contribuem para aproximar leitores e pesquisadores de personagens, documentos e acontecimentos que integram a memória regional.

Gonçalves Dias: um legado que atravessa gerações

A trajetória de Antônio Gonçalves Dias permanece presente na educação, na pesquisa acadêmica e na cultura brasileira. Sua produção literária, marcada pela valorização da natureza, pela expressão dos sentimentos e pela construção de uma identidade nacional, continua despertando o interesse de leitores e estudiosos.

Nesse contexto, Miscelâneas de Antônio Gonçalves Dias  merece atenção por integrar uma coleção voltada à memória caxiense e por destacar a importância de preservar referências ligadas à história intelectual do Maranhão.

A valorização de obras como essa fortalece o reconhecimento do patrimônio histórico e literário maranhense e contribui para que a trajetória de seus grandes escritores continue sendo conhecida pelas novas gerações.

 Prefeitos e auditores do TCE viram alvo de investigação criminal por supostas vantagens indevidas


O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou um Procedimento Investigatório Criminal para apurar suspeitas de pagamento de vantagens indevidas por ex-prefeitos de Barra do Corda, São João dos Patos e Viana a auditores do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). A investigação busca esclarecer possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos e fatos que, em tese, podem se enquadrar nos crimes de corrupção passiva e corrupção ativa, previstos nos artigos 317 e 333 do Código Penal.

Conforme apurou O INFORMANTE, a medida foi protocolada por meio de portaria da Assessoria de Investigação de Ilícitos Praticados por Agentes Políticos com Foro por Prerrogativa de Função, vinculada à Procuradoria-Geral de Justiça. O documento determina a conversão de uma denúncia em procedimento investigatório criminal, diante da necessidade de aprofundar a apuração e do encerramento do prazo da fase preliminar.

Entre as providências estabelecidas está a comunicação oficial ao Tribunal de Justiça do Maranhão sobre a abertura da investigação. O MPMA também determinou o cumprimento de deliberações constantes em despacho anterior e estabeleceu prazo inicial de 30 dias para a conclusão dos trabalhos, contado da instauração do procedimento. Esse período poderá ser prorrogado mediante solicitação fundamentada ao órgão jurisdicional competente.

A portaria estabelece ainda que os autos tramitem sob sigilo. Segundo o documento, a medida busca preservar o andamento das diligências, contribuir para o esclarecimento dos fatos e resguardar a intimidade dos investigados.

A apuração está em fase investigativa e tem como objetivo reunir elementos que permitam ao Ministério Público avaliar a existência de infrações penais e decidir sobre eventuais medidas cabíveis.

Portal O INFORMANTE 

 Relator no TSE reverte decisão de Kassio e libera canal de Janones pró-Lula


O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou neste domingo (11) a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que suspendeu o canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para postagens de apoios ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Neste sábado (10), Vilas Bôas Cuêva, relator do processo, pediu que o presidenciável apresente informações complementares, mas não determinou a suspensão do canal.

Antes da decisão de Kassio, a legalidade do canal “Exército do Lula” já estava judicializada no TSE. A campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ajuizou uma ação para cassar o mandato de Janones, além de solicitar a suspensão do canal.

A decisão final será discutida pelo plenário do TSE.

Suspensão

Mais cedo, Kassio Nunes Marques determinou a suspensão do canal, que conta com mais de 3,4 milhões de pessoas. O ministro atendeu ao pedido de suspensão protocolado pela campanha de Bolsonaro, que alegou que o canal foi criado para disseminar desinformação sobre o cancelamento do Programa Bolsa Família, redução do valor de aposentadorias, entre outros casos.

No entendimento de Kassio, o canal é responsável pela replicação de conteúdos que já foram considerados “inverídicos” pelo tribunal, como a afirmação de que Flávio seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida de padroeira do Brasil, além de afirmar que o candidato reduzirá aposentadorias se for eleito.

O criador do canal, deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), criticou a decisão do TSE. “A censura já começou”, declarou Janones nesta tarde, em um vídeo nas redes sociais.

Segundo Janones, o canal “Exército do Lula” foi criado para mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado no dia 25, último domingo do mês, entre Flávio e o Lula.

Ao participar de ato na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), Lula questionou a imparcialidade de decisões contrárias à sua candidatura e disse que o PT vai acionar a Justiça contra a suspensão do canal.

“Vamos hoje entrar na Justiça com um pedido do nosso partido para que a gente equilibre esse jogo. Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”, afirmou Lula à imprensa, antes de um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo.

41 minutos

Na decisão, Vilas Bôas Cuêva disse que o pedido de Flávio para derrubar o canal foi protocolado na presidência do TSE 41 minutos após sua decisão que determinou a complementação das informações sobre a suposta atividade ilegal do canal.

O corregedor também afirmou que a campanha de Flávio apresentou a Kassio documentos que não foram anexados no processo que está sob sua relatoria.

“Ocorre que, apenas 41 minutos após a decisão desta corregedoria, o investigante apresentou à presidência deste tribunal pedido de providências administrativas acompanhado de documentação que não integrava a presente investigação, incluindo dossiê de publicações, levantamento sobre a circulação de vídeos e plano de conformidade da plataforma”, completou.

Por fim, o corregedor disse que a atuação da presidência da Corte deve ocorrer em harmonia com a competência jurisdicional do tribunal.

“Em regra, uma vez submetida determinada controvérsia à apreciação jurisdicional do órgão competente, a prudência institucional recomenda que a atuação administrativa não antecipe a solução da mesma pretensão, sob pena de comprometer a coerência das decisões e a segurança jurídica”, completou.

Para justificar a suspensão do canal, Kassio invocou a competência administrativa do cargo de presidente para decidir sobre o cumprimento da resolução de obriga as redes sociais a combaterem o impulsionamento ilegal de conteúdo.

Para tentar resolver a controvérsia, Villas Bôas Cueva decidiu enviar o caso para decisão definitiva do plenário. A data do julgamento ainda será marcada pelo presidente do TSE.