quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Não sabe o que diz


Quem leu a entrevista do comunista Flávio Dino publicada na edição de domingo (19) do jornal O Imparcial ficou com a impressão de que ele está desconectado da realidade do Maranhão atual, pois demonstra que sabe muito pouco do que é o estado e como fazer para desenvolve-lo. Ex-juiz e ex-deputado federal de um só mandato, tendo como unica experiência executiva três anos na presidência da Embratur - um instituto cuja única função é promover o potencial turístico do Brasil no exterior -, o comunista fala como se já tivesse cacifado para cuidar de um estado como o Maranhão. 

Todos os itens que pretende desenvolver estão sendo desenvolvidos pelo governo comandado por Roseana Sarney (PMDB). Fala de turismo, quando o governo já implantou o Plano Maior e conta com a parceria do Ministério do Turismo. Fala que vai melhorar a educação, quando o atual governo já implantou o Estatuto do Professor, que poucos estados adotaram. Promete valorizar seus colegas servidores, que hoje já recebem tratamento correto do atual governo. Diz que formará mais médicos, mas se vier a fazê-lo utilizará as escolas de Medicina conseguidas pela UFMA para Caxias, Pinheiro, Bacabal e Imperatriz, com o apoio total da governadora Roseana Sarney. 

No item economia, o comunista se enrola todo, falando em consolidar o que já existe e chega ao fim da resposta sem que ninguém entenda claramente o que pretende, pois parece desprezar grandes investimentos, como o da Suzano, por exemplo, que está mudando a Região Tocantina. Fala de uma nova politica industrial, baseada no adensamento das cadeias produtivas de grãos, pecuária, alumínio, ferro, cimento,etc, itens já consolidados na economia maranhense. Mas não tem nenhuma palavra sobre, por exemplo, celulose, ouro, energia e gás natural. Ou seja, o Maranhão econômico de Flavio Dino é o de hoje, sem os seus mais novos e importantes itens. 

Finalmente, diz que vai captar mais recursos federais via transferências voluntárias. Se sabe mesmo onde estão esses recursos, por que não busca-los para os prefeitos e para o Governo do Estado? O que o impede de deixar a arrogância de lado e canalizar esses recursos para a Prefeitura de São Luis? Se não o faz, assume um egoismo nada saudável para um politico. Mas tudo indica tratar-se de um blefe.  

do Estado Maior