Brandão descarta Senado e oficializa Orleans como sucessor para 2026
A decisão impacta diretamente a linha sucessória e o xadrez eleitoral do estado. Ao permanecer no cargo, o governador impede que seu vice, Felipe Camarão (PT), assuma o governo em abril de 2026 — prazo para desincompatibilização — e dispute a reeleição com a máquina pública nas mãos. Brandão justificou a escolha como um “sacrifício” necessário para garantir a continuidade dos projetos municipais e o apoio aos prefeitos aliados.
Além da permanência, o governador oficializou o nome de seu sobrinho, Orleans Brandão (MDB), atual secretário de Assuntos Municipalistas, como o pré-candidato do grupo ao Governo do Estado. No palanque, o governador afirmou que Orleans está “pronto para fazer melhor” do que ele próprio e que a ideia é “passar o bastão” para um nome que represente a sequência direta de sua gestão.
“Resolvi ficar até o fim do governo. Vou ficar sem mandato, mas por uma causa: continuar o trabalho que estou fazendo pelo Maranhão com o Orleans Brandão. Prefiro ficar sem mandato, mas com os prefeitos e municípios amparados”, declarou o governador durante o discurso.
