quinta-feira, 24 de setembro de 2026

 Estado terá expediente reduzido na sexta e ponto facultativo dia 5


O governador Carlos Brandão (MDB) anunciou modificações no horário de trabalho dos servidores públicos estaduais devido a eleição do dia 4 de outubro.

Na sexta-feira, 2, o expediente nos órgãos será reduzido, começando às 8h e terminando ao meio dia.

Já na segunda-feira, 5, será ponto facultativo.

A medida, segundo o chefe do Palácio dos Leões, visa contribuir na logística de quem precisa se deslocar para votar em cidades mais distantes.

Atenção, servidores estaduais Em razão das eleições, na sexta-feira (02/10) o expediente será das 8h às 12h, e na segunda (5/10) será ponto facultativo. As medidas facilitam a logística de quem precisa votar em seu município. Os serviços essenciais funcionarão normalmente”, disse.

 GEOGRAFIA DA FÉ: RELIGIÃO, TERRITÓRIO E ELEIÇÕES NO BRASIL EM 2026


Por Eduardo Rego

Falar de religião no Brasil é também falar de território, identidade, cultura e poder. Em uma sociedade marcada pela diversidade regional e por profundas desigualdades socioespaciais, a fé ultrapassa o espaço privado e participa da construção das relações sociais e do debate público.

Segundo a pesquisa Global Religion, da Ipsos, 89% dos brasileiros entrevistados afirmam acreditar em Deus ou em uma força superior, enquanto 70% dos que possuem uma religião se identificam com o cristianismo. Esses dados revelam a expressiva presença da religiosidade na sociedade brasileira.

Essa relação possui raízes históricas. Com a República, consolidou-se a separação entre Estado e religião, mas a presença religiosa na vida pública permaneceu. João Café Filho, presbiteriano, assumiu a Presidência em 1954 e é reconhecido como o primeiro presidente protestante do Brasil. Posteriormente, outros representantes de tradição protestante também chegaram à Presidência, demonstrando que a participação religiosa na política brasileira antecede o atual crescimento da presença evangélica.

Sob a perspectiva da Geografia Política, a religião pode ser compreendida como elemento de construção de identidades e territorialidades. Igrejas, comunidades e redes religiosas produzem vínculos sociais e ocupam diferentes espaços, estabelecendo relações que também alcançam a política.

Nas Eleições Gerais de 2026, essa dinâmica ganha visibilidade diante da disputa presidencial e das eleições para governadores, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas. Entre as candidaturas à Presidência estão Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante), entre outras. Flávio Bolsonaro possui identificação pública com o segmento evangélico, mas a dimensão religiosa não explica, isoladamente, as escolhas eleitorais.

A questão central é compreender como religião, território e política se articulam em um país de dimensões continentais. O território não é apenas o espaço onde as eleições acontecem; é também onde se formam identidades, desigualdades, pertencimentos e demandas sociais.

O Brasil é um Estado laico, mas sua sociedade é profundamente plural. Diferentes crenças e visões de mundo participam legitimamente da democracia, assim como cidadãos sem religião. Por isso, analisar a chamada Geografia da Fé não significa reduzir a política à religião, mas compreender como a dimensão religiosa se relaciona com outras forças sociais e territoriais.

Em 2026, compreender o Brasil exige olhar para além das urnas. É necessário observar os territórios, as identidades e as relações sociais que dão significado ao voto. A urna registra a escolha; o território revela a complexidade social que está por trás dela.

Eduardo Rego

Estudante do 8º período de Geografia – UEMA/UEMANet – Polo Caxias-MA – UAB

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Programa oferece 15 mil vagas para cursos de qualificação profissional no MA

O Governo do Maranhão está oferecendo 15 mil vagas gratuitas para cursos de qualificação profissional por meio da plataforma Maranhão Profissionalizado.

As oportunidades fazem parte do processo seletivo 2026.2 e contemplam cursos 100% on-line, em diferentes áreas de formação.

Entre as opções disponíveis estão cursos nas áreas de idiomas, administração, recursos humanos, informática, excel, power BI, inteligência artificial, marketing digital, confeitaria, panificação, hambúrguer artesanal e turismo, entre outras.

A variedade de cursos permite que os participantes escolham a formação de acordo com seus interesses e objetivos profissionais.

As inscrições são gratuitas e seguem até as 18h do dia 7 de outubro. As vagas serão preenchidas por ordem de realização da inscrição, observadas as prioridades e os demais critérios previstos no edital nº 14.

Os interessados devem acessar o site https://maranhaoprofissionalizado.ma.gov.br/ para consultar o edital e realizar a inscrição.

O resultado final do processo seletivo será divulgado no dia 21 de outubro. Já o início das aulas está previsto para o dia 3 de novembro de 2026.

Criada em 2020 pelo Governo do Maranhão, a Plataforma Maranhão Profissionalizado oferece cursos gratuitos de qualificação profissional na modalidade de Educação a Distância (EAD), ampliando o acesso à formação em diferentes áreas e contribuindo para o desenvolvimento de novas habilidades para o mundo do trabalho.

 Ligações clandestinas podem provocar rompimento de cabos e colocar vidas em risco

Intervenções na rede feitas sem autorização e por pessoas não capacitadas colocam em risco toda a população


Intervenções irregulares na rede elétrica, como ligações clandestinas e furto de cabos, podem comprometer a integridade do sistema elétrico, provocar o rompimento de fios energizados e colocar vidas em risco. Além de ser uma prática ilegal, esse tipo de ação geralmente é realizada por pessoas sem qualificação técnica e sem a adoção dos procedimentos de segurança necessários, aumentando significativamente o potencial de acidentes graves.

Por esse motivo, qualquer intervenção na rede elétrica deve ser realizada exclusivamente por profissionais habilitados e autorizados pela Equatorial Maranhão. Segundo Maxinard Costa, Engenheiro de Segurança do Trabalho da Equatorial Maranhão, além dos prejuízos ao fornecimento de energia, as intervenções irregulares representam uma ameaça direta à segurança da população. "Quando alguém interfere na rede elétrica sem autorização, não está apenas colocando a própria vida em risco e comprometendo o fornecimento de energia, mas também criando uma situação de perigo para toda a comunidade. Essas ações podem provocar rompimento de cabos, curtos-circuitos, interrupções no fornecimento e acidentes graves, inclusive fatais", destaca o especialista.

Cabos rompidos exigem atenção imediata 

Cabos partidos ou caídos ao solo representam uma situação de alto risco e devem ser tratados com extrema cautela. Diversos fatores podem contribuir para esse tipo de ocorrência, como acidentes de trânsito, quedas de árvores, eventos climáticos severos e intervenções irregulares na rede elétrica.

 Ao identificar fios rompidos ou caídos, a orientação é manter distância e considerar que a rede está energizada, mesmo quando não houver sinais aparentes de eletricidade. Somente equipes especializadas estão aptas a avaliar e realizar o atendimento seguro da ocorrência.

O que fazer ao encontrar um cabo partido


Para garantir a segurança da população, a Equatorial Maranhão orienta:

Não se aproxime de fios rompidos ou caídos, pois eles podem permanecer energizados mesmo após a queda;

Nunca tente tocar, puxar, afastar ou remover objetos que estejam em contato com a fiação;

Sempre que possível, mantenha outras pessoas e animais afastados da área de risco;

Acione imediatamente a Equatorial Maranhão por meio da Central 116 ou da Assistente Virtual Clara, pelo WhatsApp (98) 2055-0116, especialmente em situações que apresentem risco à vida.

Maxinard Costa reforça que a ausência de sinais visíveis não significa que a rede esteja desenergizada. "É importante lembrar que um cabo rompido não significa que ele esteja sem energia. Por isso, a população nunca deve se aproximar, tocar ou tentar afastar a fiação. Mesmo sem sinais aparentes, o risco de choque elétrico permanece. A atitude mais segura é manter distância, impedir a aproximação de pessoas e animais e comunicar imediatamente a Equatorial Maranhão para que uma equipe especializada adote as medidas necessárias", orienta o engenheiro.

Em caso de choque elétrico

Ao presenciar uma pessoa vítima de choque elétrico, jamais toque nela antes de garantir que a fonte de energia tenha sido desligada. A orientação é acionar imediatamente os serviços de emergência:

Corpo de Bombeiros: 193;

SAMU: 192.

A Equatorial Maranhão reforça que a prevenção é a melhor forma de evitar acidentes envolvendo a rede elétrica. Respeitar as normas de segurança, não realizar intervenções irregulares e comunicar imediatamente situações de risco são atitudes fundamentais para proteger vidas e preservar a segurança de toda a comunidade.

Movimento VC+ Seguro

A Equatorial Maranhão reforça que essas orientações integram o Movimento "VC+ Seguro", iniciativa que atua de forma preventiva, orientando seus clientes e reforçando a importância da segurança com a energia elétrica para evitar acidentes. A campanha tem como objetivo ampliar o acesso à informação e conscientizar a população sobre os riscos relacionados ao uso da energia elétrica, reafirmando o compromisso da Distribuidora com a segurança, a prevenção de acidentes e o bem-estar da comunidade.

Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão

 Brandão promove 596 policiais e bombeiros e ultrapassa 10 mil promoções na segurança do MA

O governador Carlos Brandão (MDB) comandou, nesta terça-feira (22), em São Luís, uma cerimônia de promoção de 596 policiais militares e bombeiros. Segundo o governo estadual, a nova rodada fez o número de ascensões nas duas corporações ultrapassar a marca de 10 mil desde 2022.

Na Polícia Militar, foram 462 promoções. Entre os beneficiados estão 12 oficiais que chegaram ao posto de coronel e 63 militares promovidos a segundo-tenente.

No Corpo de Bombeiros Militar, 134 profissionais também foram promovidos durante a solenidade.

De acordo com os números divulgados pelo governo, a Polícia Militar soma 8.555 promoções nos últimos quatro anos. Desse total, 1.328 foram de oficiais e 7.227 de praças. Já o Corpo de Bombeiros contabiliza outras 1.410 ascensões no período.

Confira: 

 A Trajetória de Vida e Pensamento Político de Dr. Chico Sousa

Francisco Pereira de Sousa (Chico Sousa)
Francisco Pereira de Sousa (Dr. Chico Sousa), nascido às 09h da manhã do dia 9 de setembro de 1966, no povoado Nova Alegria, municipio de Timon (MA), região do Morro das Onças, filho de Maria José de Sousa (D. Maria), quebradeira de coco, e Leônidas Pereira de Sousa (Seu Leônidas), trabalhador rural, conheceu, desde os primeiros anos de vida, a realidade do trabalho e as dificuldades enfrentadas pelas famílias do meio rural maranhense.

Aos seis anos de idade, já participava do trabalho na roça: encoivarava, capinava, plantava e ajudava na colheita. As roças cultivadas por seu pai localizavam-se, inicialmente, no povoado São Benedito, zona rural de Timon, próximo ao Riacho do Roncador. Mais tarde, aos sete anos, ao mudar-se com a família para Parnarama (MA), o trabalho rural passou a ser exercido nos povoados Guerreiro e Sítio Escuro, zona rural daquele município, espaços que fizeram parte de sua infância e de suas primeiras experiências laborais.

Ainda criança, participou de outras atividades destinadas a contribuir para a sobrevivência familiar. Fez e vendeu carvão; vendeu alumínio, ferro-velho, cobre, osso, dindin, bolos, pães e pastéis; e acompanhou a mãe em festas, onde ela montava bancas para a venda de frituras e outros alimentos. Foi uma infância na qual o trabalho, as dificuldades econômicas e a luta cotidiana pela sobrevivência estavam presentes muito antes de qualquer compreensão teórica sobre desigualdade social.

A fome também fez parte dessa realidade, experimentada em diferentes momentos de sua infância. Aquilo que, posteriormente, seria objeto de reflexão histórica, jurídica, social e política foi, antes de tudo, experiência concreta de vida.

Aos 12 anos de idade iniciou sua trajetória escolar, na Escola Rural de Parnarama. O ingresso tardio na educação formal, entretanto, não impediu que a escola se transformasse progressivamente em instrumento fundamental de mudança de sua trajetória. Aquele menino que havia conhecido a roça e o trabalho antes da sala de aula encontraria na educação um caminho para ampliar seus horizontes e construir novas possibilidades.

Chegou em Caxias (MA) no dia 12 de agosto de 1984, aos 17 anos, iniciou sua trajetória de trabalho urbano como ajudante de eletricista do Seu Dada, na prática abrindo paredes para a passagem de eletrodutos e condutores de fios elétricos. Iniciou um curso de eletricista, já em andamento, no Serviço Social do Comércio (SESC), com o professor e eletricista Idelbrando. Quinze dias depois, veio a prova: fazer um “triuê” com os fios energizados. Dr. Chico Sousa realizou a prova com êxito, figurando em primeiro lugar.

Tomou gosto pela profissão de eletricista, a qual exerceu por dez anos. Exerceu também a profissão de gerente de posto de gasolina no povoado Buriti Corrente.

Ao mesmo tempo, iniciou uma trajetória de participação comunitária vinculada, inicialmente, à juventude católica. No Conjunto Cohab, bairro Nova Caxias, fundou o grupo de jovens católicos UNIEC — Unidos Iremos ao Encontro de Cristo. Posteriormente, contribuiu para a fundação do JOVAC — Jovens de Volta Amando Cristo, no bairro Volta Redonda, nomes sugeridos por ele e aprovados pela juventude da época. Integrou, ainda, a Pastoral da Juventude Católica.

Essas experiências constituíram seus primeiros espaços de organização comunitária, convivência coletiva e participação social em Caxias. Sua atuação social alcançou também a defesa dos direitos humanos e das comunidades envolvidas na luta pelo acesso à terra. Assessorou o Centro de Defesa dos Direitos Humanos Antônio Genésio (CDDHAG), participando de ações relacionadas às reivindicações fundiárias e contribuindo para processos de desapropriação envolvendo as comunidades de Central, Caxirimbu e Engenho D’Água. Essa experiência aproximou-o concretamente das relações entre direitos, propriedade, organização popular, instituições públicas e demandas sociais.

Sua trajetória político-partidária ganhou dimensão mais definida com a filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), em julho de 1988. A partir daí, participou da organização partidária em Caxias, exercendo funções de direção e envolvendo-se diretamente nos debates sobre os caminhos da esquerda brasileira, a construção de maiorias políticas e as possibilidades de transformação social pela via democrática.

No ano de 1993, coordenou a Caravana das Águas de Lula na região leste do Maranhão, com início em Caxias no dia 16 de abril. Na ocasião, foram realizados quatro atos públicos na cidade. O primeiro ato foi a recepção de Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara Municipal de Vereadores, onde ele recebeu a Cidadão Caxiense honorário. O segundo foi um comício no Largo de São Sebastião, às 20 horas, que reuniu mais de 20 mil pessoas.

O terceiro ato consistiu em um jantar para 300 pessoas e, por fim, o quarto foi um encontro com os estudantes da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Campus Caxias, realizado na sacada do Excelsior Hotel.

Entre 1997 e 2000, participou da liderança da Central dos Movimentos Populares em Caxias, integrando mobilizações de fiscalização da Administração Pública e de combate à corrupção municipal. Aquele período foi marcado por intensa participação dos movimentos sociais na vida política local e por processos político-institucionais que resultaram na cassação do prefeito eleito em 1996 e, posteriormente, de seu substituto. A experiência proporcionou contato direto com a participação popular, o controle social, a responsabilidade dos agentes públicos e o funcionamento das instituições democráticas.

Em 1996, participou das prévias internas do PT para a escolha da candidatura à Prefeitura de Caxias. Em uma disputa inicialmente composta por cinco pré-candidaturas, venceu o primeiro turno e chegou ao segundo, no qual houve empate. Não foi escolhido candidato em razão do critério de desempate que favorecia o concorrente de maior idade, sendo Dr. Chico Sousa o mais jovem entre os dois finalistas.

No dia 05 de setembro de 1999, depois de mais de uma década de militância partidária, foi eleito presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Caxias. Naquele período, defendia uma compreensão estratégica que encontrou forte resistência em setores internos do partido: considerava que a ampliação nacional do PT e a construção das condições políticas necessárias para uma futura vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela Presidência da República exigiriam superar determinados limites de isolamento político e construir alianças mais amplas, particularmente no Nordeste.

Entre as possibilidades que sustentava no debate estavam uma aproximação com Tasso Jereissati, no Ceará, ou com o grupo político liderado por José Sarney, no Maranhão.

As divergências internas em torno dessa concepção estiveram entre os fatores que levaram à sua expulsão do partido. Dr. Chico Sousa recorreu da decisão ao Diretório Estadual do PT e obteve seu retorno às fileiras partidárias, embora sem a restituição à Presidência do Diretório Municipal. Recorreu, posteriormente, ao Diretório Nacional e, diante da demora na apreciação do recurso, decidiu desligar-se voluntariamente do PT, encerrando, naquele momento, uma trajetória partidária iniciada em 1988.

Após sua saída do PT, filiou-se ao Partido Verde (PV) e, posteriormente, ao Partido Popular Socialista (PPS), no qual chegou à Presidência do Diretório Municipal. A passagem por diferentes organizações partidárias ampliou sua experiência sobre a estrutura e o funcionamento dos partidos, suas correntes internas, processos decisórios, divergências programáticas, alianças e relações com a sociedade e as instituições públicas.

Em 2012, retornou ao Partido dos Trabalhadores. Esse retorno foi acompanhado de uma decisão pessoal que, posteriormente, adquiriria significado particular em sua trajetória: se algum dia voltasse a se desfiliar do PT, procuraria participar da construção de um novo partido político no Brasil. A ideia permaneceu como um compromisso pessoal durante os anos seguintes.

Em novembro de 2024, Dr. Chico Sousa desligou-se novamente do Partido dos Trabalhadores. Dessa vez, a decisão foi acompanhada pela concretização daquele propósito. Em 23 de novembro de 2024, no auditório do Serviço Social do Comércio (SESC), na cidade de Caxias, Maranhão, realizou a Assembleia de Fundação do Partido Neossocialista (PN), dando início à organização formal de uma nova agremiação política no Brasil.

O processo de institucionalização prosseguiu e, em 17 de outubro de 2025, o Partido Neossocialista (PN) foi registrado no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas. A agremiação segue em processo de formação perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cumprindo as etapas legalmente exigidas para sua constituição como partido político em âmbito nacional.

Essa trajetória partidária, iniciada em 1988 e atravessada por militância, direção partidária, divergências internas, afastamentos, retornos e pela posterior fundação de uma nova organização política, integra a experiência a partir da qual Dr. Chico Sousa desenvolveu sua compreensão sobre democracia, partidos, poder, organização do Estado e construção de projetos políticos.

A fundação do Partido Neossocialista não aparece, assim, isoladamente em sua biografia, mas como resultado de um percurso de décadas de participação na vida política e de elaboração progressiva das ideias que, posteriormente, seriam sistematizadas no Neossocialismo Brasileiro.

A experiência política contribuiu também para consolidar uma compreensão que, posteriormente, assumiria dimensão mais ampla em sua reflexão intelectual: estabelecer objetivos estratégicos não significa tornar imutáveis os caminhos para alcançá-los. A política democrática exige capacidade de interpretar circunstâncias históricas, construir convergências e distinguir os objetivos permanentes dos meios políticos utilizados em cada momento.

Sua trajetória educacional conduziu-o, posteriormente, à formação universitária. Como estudante do curso de História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Campus Caxias, participou ativamente do movimento estudantil. Fundou no Campus Univercitário de Caxias – Maranhão o MUDI — Movimento Universitário Independente, movimento que posteriormente o levaria a presidir o CAEH — Centro Acadêmico dos Estudantes de História e, posteriormente, o DCE — Diretório Central dos Estudantes do Campus Caxias.

Nos anos 2000, participou da liderança de mobilizações e de uma greve estudantil por melhores condições de infraestrutura, ensino e estudo na Universidade. Contribuiu também, como sujeito ativo, para a fundação da União dos Estudantes de História do Maranhão, ampliando sua experiência de organização e representação para além dos limites do próprio campus.

Paralelamente à formação universitária e à militância política e estudantil, desenvolveu uma sólida carreira na Administração Pública municipal. Entre 2001 e 2004, exerceu a função de Assessor Especial do Fundo de Previdência do Município de Caxias. Nesse mesmo período da gestão municipal, atuou também como Assessor Especial de Articulação e foi o responsável pela criação da Ouvidora-geral do Município, nesse interim aplicou e consolidou o Orçamento Participativo no município, iniciativas que ampliou sua experiência em gestão pública, articulação institucional e fortalecimento dos mecanismos de interlocução entre o governo e a sociedade.

Posteriormente, de 2009 a 2016, atuou como assessor jurídico da Procuradoria-Geral do Município de Caxias. Desde 2023, ocupa o cargo de Assessor Jurídico Sênior na representação do Município de Caxias para Brasília.

Exerceu o magistério e ingressou na advocacia, somando à experiência de vida os instrumentos do conhecimento histórico, da educação e do Direito. Sua formação em História acrescentou a essa trajetória uma perspectiva fundamental: a compreensão de que instituições, sistemas econômicos, formas de organização política e relações sociais são construções históricas e, exatamente por isso, podem ser transformadas pela ação humana.

Compreender o presente exige conhecer os processos que o produziram; pensar o futuro exige reconhecer as possibilidades existentes em cada momento histórico. O magistério, por sua vez, aproximou o conhecimento de sua transmissão, reforçando a importância que a educação, posteriormente, assumiria em sua concepção do desenvolvimento nacional.

A formação em Direito e o exercício da advocacia acrescentaram outra dimensão à sua compreensão do Estado. O contato com o ordenamento jurídico e com as instituições do sistema de Justiça permitiu-lhe observar o Estado não apenas como objeto de reflexão política ou histórica, mas como uma estrutura concreta formada por instituições, competências, servidores, procedimentos, direitos, garantias, deveres e responsabilidades.

A experiência jurídica aproximou, assim, a reflexão teórica do funcionamento cotidiano das instituições republicanas.

Sua trajetória foi igualmente marcada pela participação sindical, comunitária, estudantil e política. Essas diferentes experiências permitiram-lhe acompanhar diretamente conflitos, reivindicações e possibilidades presentes nas relações entre trabalho, sociedade, economia, movimentos sociais, partidos políticos e instituições públicas. O debate político deixou de ser apenas matéria de estudo para constituir também uma experiência prática de participação na vida pública.

É justamente do encontro entre a experiência do trabalho desde a infância, a vivência das desigualdades sociais, a educação, a História, o movimento estudantil, o magistério, o Direito, a advocacia, a participação comunitária e sindical, a atividade política e a experiência na Administração Pública que emerge parte importante da perspectiva intelectual desenvolvida nesta obra.

A pobreza e a fome foram conhecidas antes de serem estudadas; o trabalho foi experimentado antes de se transformar em categoria de reflexão; a educação foi conquistada após um ingresso escolar tardio; e o Estado foi posteriormente observado pela História, pelo Direito, pela política, pela Administração Pública e pela experiência concreta de suas instituições.

Esse percurso ajuda a compreender por que temas como dignidade humana, trabalho, educação, justiça social, participação democrática, instituições, planejamento, soberania, desenvolvimento e responsabilidade entre gerações ocupam posição central em sua reflexão. Não se trata apenas de categorias abstratas. São questões que, em diferentes momentos e sob diferentes formas, atravessaram sua própria experiência de vida e, posteriormente, encontraram elaboração intelectual.

Ao longo dos anos, Dr. Chico Sousa passou a considerar que os problemas brasileiros não poderiam ser compreendidos exclusivamente pelas tradicionais oposições entre Estado e mercado, capitalismo e socialismo, ou crescimento econômico e proteção social. As profundas transformações científicas, tecnológicas, ambientais, produtivas e geopolíticas do século XXI exigiam, em sua compreensão, uma formulação capaz de articular democracia, soberania, planejamento, conhecimento, desenvolvimento econômico, justiça social e proteção da vida.

É desse processo de experiência e reflexão que surge o Neossocialismo Brasileiro, concebido a partir da realidade histórica nacional como uma proposta própria de organização do Estado e do desenvolvimento.

Para Dr. Chico Sousa, pensar o Brasil significa compreender simultaneamente aquilo que o país recebeu de sua história, aquilo que possui no presente e aquilo que precisa construir para o futuro. Território, população, recursos naturais, biodiversidade, cultura, instituições, universidades, ciência, infraestrutura, capacidade produtiva e conhecimento constituem patrimônios que somente alcançam plenamente sua dimensão estratégica quando transformados em capacidades permanentes da Nação e transmitidos às gerações seguintes.

Essa compreensão orienta O Neossocialismo no Brasil — Livro Branco: Ensaio de Ciência Política, Teoria do Estado e Políticas Públicas. A obra representa o resultado de uma reflexão construída a partir da experiência brasileira e do diálogo com diferentes tradições do pensamento histórico, político, econômico, jurídico e social.

Não pretende apresentar uma verdade definitiva nem um sistema político fechado, mas oferecer uma contribuição autoral ao debate sobre o Estado brasileiro e sobre as possibilidades históricas do país no século XXI.

Sua vinculação com o Maranhão integra profundamente essa trajetória. Nascido na zona rural de Timon, Maranhão, tendo vivido parte da infância em Parnarama, Maranhão, e construído posteriormente sua trajetória social, política, intelectual e profissional em Caxias, Dr. Chico Sousa desenvolveu sua reflexão a partir de uma realidade regional concreta, sem, contudo, restringi-la aos limites regionais.

Caxias, terra de importante tradição cultural e intelectual associada a nomes como Gonçalves Dias, Coelho Neto, Teixeira Mendes e Vespasiano Ramos e outros quão importantes, constitui o espaço a partir do qual o autor observa o Brasil e procura participar de uma discussão de dimensão nacional: a construção de uma República soberana, democrática, socialmente desenvolvida e capaz de preparar seu futuro.

Ao publicar esta obra, Dr. Chico Sousa reúne uma trajetória que começou no trabalho rural ainda na infância, atravessou as dificuldades materiais e a experiência da fome, chegou tardiamente à escola e encontrou na educação um caminho para a formação universitária, o magistério e a advocacia.

A essa jornada somaram-se a experiência comunitária, a defesa dos direitos humanos, a atuação em movimentos populares, décadas de atividade político-partidária, o movimento estudantil, a participação sindical e mais de duas décadas de experiência na Administração Pública municipal. Da militância iniciada no final da década de 1980 à participação na fundação do Partido Neossocialista, essa experiência política acompanhou a progressiva elaboração de uma concepção própria sobre Estado, democracia, desenvolvimento e organização da sociedade.

Reúne, assim, experiência de vida, formação em História e em Direito, atuação profissional, participação pública e reflexão intelectual em torno de uma questão fundamental que atravessa todo o Livro Branco: que Estado, que economia, que sociedade e que projeto de desenvolvimento o Brasil precisa construir para realizar plenamente suas potencialidades no século XXI?

A resposta apresentada pelo autor não é concebida como um ponto final, mas como uma contribuição para um processo histórico necessariamente coletivo. O Neossocialismo Brasileiro apresenta-se, dessa maneira, como uma proposta aberta à crítica, ao conhecimento, à experiência, ao aperfeiçoamento democrático e às transformações produzidas pelas gerações que participarão da construção do futuro da República.

Texto: Francisco Pereira de Sousa (Dr. Chico Sousa)

Edição: Blog do Irmão Inaldo 

 LÍCIO DOIS IRMÃOS DECLARA APOIO A LAHESIO BONFIM PARA O SENADO

Lahésio Bonfim com o empresário Licio
Dois Irmãos 

O empresário caxiense e suplente de vereador Lício Dois Irmãos, manifesta por meio de nota publicamente seu apoio à candidatura de Lahesio Bonfim 300 ao Senado Federal.

Leia abaixo a nota na íntegra: 

"Acredito que o Maranhão precisa de representantes comprometidos com o desenvolvimento, com a geração de oportunidades e, principalmente, com as necessidades da nossa população. É por isso que escolho caminhar ao lado de Lahesio Bonfim, acreditando em sua capacidade de representar nosso Estado com responsabilidade, trabalho e determinação.

Nosso apoio nasce da confiança em um projeto que busca fortalecer os municípios, valorizar as pessoas e construir um Maranhão com mais investimentos, desenvolvimento e perspectivas para todos.

Política se faz com compromisso, diálogo e trabalho. E é com esse propósito que seguimos juntos, construindo uma caminhada de união e esperança por um Maranhão cada vez melhor".

Lício Dois Irmãos