sexta-feira, 12 de junho de 2026

 Maranhense é encontrada morta na Itália e família busca ajuda para trazer corpo ao Brasil

A morte da maranhense Maria da Conceição Serra Santos, de 51 anos, está sendo investigada pelas autoridades italianas como homicídio.

A vítima foi encontrada sem vida dentro de sua residência, na cidade de Brezzo di Bedero, no norte da Itália, no último dia 6 de junho.

Natural do Maranhão, Maria da Conceição vivia no país europeu há mais de duas décadas, onde trabalhava como cuidadora de idosos.

Segundo familiares, ela foi encontrada pelo próprio filho, de 22 anos, que morava com a mãe.

Enquanto a polícia italiana realiza perícias e analisa imagens de câmeras de segurança para esclarecer o crime, a família enfrenta outra dificuldade: reunir recursos para o translado do corpo ao Brasil.

O irmão da vítima, Nilson Santos, fez um apelo por apoio financeiro e ajuda das autoridades para viabilizar a repatriação.

O caso também está sendo acompanhado pelo Consulado-Geral do Brasil na Itália, enquanto parentes aguardam os resultados dos exames periciais e novas informações sobre a investigação.

 Guarda Municipal conduz à Delegacia acusado de ameaçar ex-companheira no bairro Dinir Silva

A Guarda Municipal, atendendo chamado de uma mulher que procurou a sede da cooperação relatando ameaças do ex-companheiro, conduziu o autor das ameaças até o Plantão Central da Polícia Civil.

A mulher também possui medida protetiva de urgência em vigor, e chegou a ser coagida pelo homem nas proximidades do Terminal Rodoviário Nachor Carvalho. As equipes da Guarda Municipal realizaram buscas na região, porém o suspeito não foi localizado naquele momento. A vítima informou ainda que temia retornar para sua residência, pois suspeitava que o ex-companheiro pudesse estar no local, uma vez que ele já teria acessado o imóvel no dia anterior.

Após procurar a Guarda Municipal, a mulher foi acompanhada por guardas até a residência onde mora no bairro Dinir Silva, onde o acusado teria arrobado o imóvel e estava dentro da casa dela. Diante do flagrante descumprimento da medida protetiva, os guardas municipais deram voz de prisão ao homem, que foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para a adoção das medidas cabíveis.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

 Queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas atinge fortemente as vozes da direita no Maranhão

Flávio Bolsonaro em queda livre nas pesquisas

A mais nova pesquisa Quaest, uma das mais importantes empresas de investigação estatística do pais, mergulhou ainda mais o bolsonarismo na crise que poderá tirar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) da corrida à presidência da República. O levantamento aponta a aplicação expressiva da vantagem do presidente Lula da Silva (PT) sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro num eventual 2º turno. Lula da Silva aparece 39% das intenções de voto contra 29% de Flávio Bolsonaro. A queda foi de mais de seis pontos percentuais em relação à última pesquisa Quaest, que validou outros levantamentos.

Os números revelam que o nítido caso de corrupção política protagonizado pelo senador Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, então chefão do Banco Master, tendo como pano de fundo o filme “Dark Horse”, sobre a vide do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de cadeia por tentativa de golpe de Estado. Só para lembrar: Flávio Bolsonaro pediu R$ 123 milhões para bancar o filme, tendo recebido R$ 71 milhões, sendo que a película custou pouco mais de R$ 13 milhões, sem que ninguém saiba para onde foram os outros mais de os outros quase R$ 50 milhões.

O resultado da pesquisa Quaest foi um disparo pesado na extrema direita maranhense, que tem o Lahesio Bonfim (Novo) como pré-candidato a governador e o ex-senador Roberto Rocha (Novo) como candidato a senador. Ambos são bolsonaristas de carteirinha, sendo Roberto Rocha amigo próximo de Flávio Bolsonaro. Atinge também o grupo do PL controlado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que superou as diferenças com o ex-presidente Jair Bolsonaro – que o chamou de corrupto – e decidiu apoiar o filho dele para presidente. E, finalmente, a queda alcança o deputado estadual Yglésio Moises (PRD), que se converteu ao bolsonarismo e o expressa em pautas como agressivos discurso contra o Supremo Tribunal Federal.

Em Tempo: Contratada pela Genial Investimentos, a pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 5 e 8 de junho, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-07661/2026.

Repórter Tempo

Crescimento de Orleans faz oposição se unir para tentar evitar vitória governista no 1º turno

A corrida pelo Palácio dos Leões começa a entrar em uma nova fase. Se até poucos meses atrás a oposição maranhense aparecia fragmentada entre diferentes projetos políticos, o avanço consistente da pré-candidatura de Orleans Brandão passou a produzir um movimento de convergência entre adversários que, até então, disputavam o mesmo eleitorado. Nos bastidores, a avaliação é de que o crescimento do nome apoiado pelo governador Carlos Brandão transformou a possibilidade de uma vitória governista já no primeiro turno em uma hipótese real, obrigando a oposição a rever estratégias.

O movimento mais simbólico dessa nova conjuntura foi o recuo de Lahesio Bonfim da disputa pelo Governo do Maranhão. Depois de sustentar publicamente que era pré-candidato ao Palácio dos Leões e de afirmar, em tom duro, que “não se venderia”, Lahesio anunciou que deixará a corrida estadual para disputar uma vaga no Senado.

Na prática, a decisão retira do caminho de Eduardo Braide um adversário direto dentro do campo bolsonarista e fortalece a tentativa de concentrar votos contra Orleans.

A mudança de posição de Lahesio expõe o grau de preocupação da oposição com o avanço governista. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, que em 2022 surpreendeu ao chegar ao segundo lugar na disputa estadual, vinha sendo visto como ameaça real à consolidação de Braide como principal nome oposicionista. Sua saída da eleição para o Governo reduz a pulverização do voto anti-governo, mas também abre uma contradição política difícil de esconder: o mesmo Lahesio que dizia não aceitar acordos para sair do jogo agora recua justamente no momento em que a oposição busca se reorganizar em torno de Braide.

O fenômeno é explicado por uma combinação de fatores. Enquanto Orleans tem ampliado sua presença no interior, acumulando apoios de prefeitos, vereadores e lideranças regionais, seus principais adversários enfrentam dificuldades para expandir suas bases além dos nichos eleitorais já consolidados. O resultado é que a pré-campanha governista passou a reunir dois ativos valiosos em eleições estaduais: capilaridade política e capacidade de mobilização popular. A cada novo evento, cresce a percepção de que Orleans conseguiu transformar a estrutura do governo em uma plataforma política eficiente, sem perder o discurso de continuidade de uma gestão bem avaliada.

Diante desse cenário, setores da oposição começaram a intensificar conversas e articulações que antes pareciam improváveis. O objetivo é claro: evitar a dispersão de votos e construir um ambiente político capaz de impedir uma definição da disputa já na primeira etapa da eleição. A movimentação inclui desde aproximações entre lideranças historicamente distantes até mudanças bruscas de posicionamento, como a de Lahesio, que passou de crítico de Braide a peça importante no redesenho oposicionista.

A recente desistência de candidaturas majoritárias e a intensificação dos ataques ao grupo governista também são interpretadas como reflexo desse novo momento.

Por enquanto, a principal vitória de Orleans talvez não esteja apenas nos números das pesquisas, mas na mudança de comportamento dos adversários. Quando diferentes correntes da oposição começam a caminhar na mesma direção, o sinal emitido ao eleitorado é claro: a preocupação deixou de ser quem lidera a oposição e passou a ser como impedir que o candidato governista chegue forte o suficiente para liquidar a disputa ainda no primeiro turno.

 Esfacelado por Braide, Lahesio desiste do Governo e anuncia pré-candidatura ao Senado

Blog do Gláucio Ericeira

O médico Lahesio Bonfim divulgou vídeo, nesta quinta-feira, 11, no qual confirmou sua desistência de concorrer ao Governo do Maranhão.

Ele anunciou, ainda, que a partir de agora encabeça pré-candidatura ao Senado.

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes é filiado ao Novo, partido que tem oficialmente, pelo menos até o momento, o ex-senador Roberto Rocha como pré-candidato à Câmara Alta.

A sigla ainda não se posicionou oficialmente sobre as declarações de Lahesio, assim como o próprio RR.

O médico não citou, mas, de acordo com informações de bastidores, ele busca uma aliança com Eduardo Braide, pré-candidato pelo PSD.

Foi Braide que, ao mirar na região Sul do Maranhão, principal reduto eleitoral de Lahesio, fez com que o segundo colocado no pleito de 2022 definhasse eleitoralmente.

 Com 48 seleções e 3 países-sede, Copa do Mundo 2026 começa hoje

Começa hoje (11), às 14h30, o evento esportivo mais apaixonante, detentor das maiores audiências do planeta: a Copa do Mundo, que, em 2026, terá três países-sede: México, Estados Unidos e Canadá.

Segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa), cerca de 5 bilhões de pessoas acompanharam a Copa do Mundo do Catar, em 2022.

Só a partida final, disputada entre as seleções da Argentina e da França, contabilizou mais de 1,5 bilhão de espectadores. Foi a maior audiência esportiva da história, de acordo com o relatório oficial da Fifa.

No ambiente digital, também segundo dados oficiais, o alcance acumulado ficou em aproximadamente 262 bilhões de visualizações em diferentes plataformas e quase 6 bilhões de interações.

Unir o mundo – O presidente da Fifa, Gianni Infantino, diz que os recordes de audiência obtidos pelo futebol durante a Copa do Mundo se devem ao fato de esse esporte carregar consigo “a magia de unir o mundo”.

Essa união descrita por Infantino possibilita conexões culturais que foram bastante percebidas pelos brasileiros durante a Copa de 2014, tanto nos estádios do país como nos arredores das arenas e pontos turísticos das cidades que sediaram as partidas.

As expectativas da atual edição, com três países-sede e número recorde de seleções participantes (48 em vez de 32), é fazer da Copa de 2026 a maior e mais inclusiva da história.

Caldeirão cultural – Além de ampliar a dimensão territorial do torneio, a edição de 2026 reforçará uma característica tradicional das Copas do Mundo: a diversidade, uma vez que se trata de um torneio que reúne culturas, estilos e histórias diferentes.

Isso porque possibilitará conexões culturais entre as torcidas em três diferentes países. Cada um com suas características e identidades próprias.

Novidades – Em 2026, além de novidades que darão o tom das próximas Copas, como o número maior de países participantes, há algumas curiosidades a serem observadas durante a atual edição.

Por exemplo, o jogo de abertura repetirá o confronto entre México e África do Sul – o mesmo que iniciou a Copa de 2010. É a primeira vez que isso acontece desde que a competição passou a ter formato com uma partida inaugural, em vez de vários jogos simultâneos.

Outra curiosidade é que o Estádio Azteca será o primeiro da história a sediar três aberturas de Copa do Mundo (1970, 1986 e 2026).

Cerimônia de abertura – Com relação à cerimônia de abertura, a Fifa organizou um evento inédito de contagem regressiva com shows simultâneos em três cidades: Cidade do México, Toronto e Los Angeles.

Os chamados Countdown Concerts foram concebidos como uma experiência integrada entre os três países, com apresentações musicais em tempo sincronizado e transmissões cruzadas, reunindo artistas locais e internacionais no dia anterior ao início do torneio.

No México, que recebe o jogo inaugural, a apresentação destacará elementos tradicionais, com música, dança e referências à cultura local, incluindo manifestações artísticas como o papel picado, símbolo festivo do país, além de participação de talentos indígenas e expressões do folclore contemporâneo.

Artistas – Entre os artistas confirmados pela Fifa para a cerimônia no Estádio Azteca estão Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla.

Nos Estados Unidos, a cerimônia em Los Angeles terá apresentação de artistas como Katy Perry, Future, Lisa, Rema e Tyla, além da brasileira Anitta.

No Canadá, os artistas destacados são Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince.

Polêmicas – Antes mesmo de começar, a Copa de 2026 já tem servido de ambiente fértil para polêmicas, principalmente por conta das políticas interna e externa estadunidenses.

Em meio à guerra contra o Irã, os EUA têm adotado políticas migratórias consideradas abusivas, dificultando vistos, de forma a restringir a entrada de jogadores, árbitros e torcedores em seu território.

Um dos casos envolve o jogador iraquiano Aymen Hussein, retido por várias horas na imigração dos EUA, onde passou por um interrogatório rigoroso. Considerado destaque da equipe, ele teve o celular inspecionado antes de ser liberado para entrar no país. Outros integrantes da delegação não tiveram a entrada autorizada.

Os EUA barraram também a entrada do premiado árbitro Omar Artan, da Somália, quando chegava ao aeroporto Internacional de Miami, vindo de Istambul. Ele foi considerado inadmissível devido a “preocupações com a verificação de antecedentes”, segundo a alfândega, em comunicado que não especificou quais seriam tais preocupações. Esta seria a primeira vez que um árbitro da Somália participaria de uma Copa do Mundo.

Já a delegação iraniana teve de mudar seus planos, após ter sido proibida de pernoitar em território estadunidense, após os jogos. A princípio, estava programado que eles ficariam hospedados no estado norte-americano do Arizona.

Diante da negativa por parte do governo estadunidense, a solução foi hospedar a delegação na cidade de Tijuana, no México, para onde terão de retornar após cada partida disputada nos EUA.

Há também relatos de torcedores iranianos que tiveram seus ingressos cancelados há poucos dias do início do mundial.

Agência Brasil

 Maioridade penal avança na Câmara com apoio de deputados do MA

A proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos avançou na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (10). A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a admissibilidade da PEC por 44 votos a 18.

Os deputados maranhenses Aluísio Mendes (Republicanos), Cléber Verde (MDB) e Marreca Filho (PRD) votaram a favor da proposta.

A aprovação na CCJ é apenas o primeiro passo da tramitação. O texto ainda será analisado por uma comissão especial e, posteriormente, pelo plenário da Câmara em dois turnos.

O relator da matéria, deputado Coronel Assis (União-MT), retirou do texto as mudanças relacionadas à maioridade civil e manteve apenas a responsabilização criminal a partir dos 16 anos.

Além da PEC principal, outras duas propostas sobre o tema foram consideradas admissíveis, incluindo uma que prevê a redução da maioridade penal apenas para crimes hediondos e outra que amplia a responsabilização de adolescentes em casos de crimes violentos.