quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Ministro de Lula reúne aliados no Maranhão para definir estratégia no 2º turno


O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, participa nesta quinta-feira (8) de uma reunião com o PT e partidos aliados no Maranhão para discutir a estratégia de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

O encontro está marcado para as 18h, no Gree Hotel, em São Luís, e deve reunir lideranças, candidatos eleitos e não eleitos que integram a base de apoio ao presidente. A informação é do Marco D’Eça. 

Entre os nomes previstos estão a senadora Eliziane Gama e o ex-candidato ao governo Felipe Camarão.

Segundo o coordenador estadual da campanha de Lula, Francimar Mello, a reunião terá como foco a mobilização da base aliada e a definição das ações para ampliar a votação do presidente no Maranhão.

Também deverá ser discutida uma data para uma eventual visita de Lula ao estado durante a campanha do segundo turno.

 Candidato a deputado no MA agradece os 27.801 votos obtidos nas urnas e convoca militância para campanha de Lula


O candidato a deputado estadual Zé Inácio (foto) agradeceu os 27.801 votos recebidos nas eleições de 2026 e afirmou que pretende manter a mobilização política após o primeiro turno.

Em publicação nas redes sociais, o petista agradeceu aos eleitores pela votação. “Obrigado Maranhão pelos 27.801 votos de confiança”, escreveu.

Nesta quarta-feira (7), Zé Inácio também publicou um vídeo em que destacou a retomada das atividades políticas após a eleição e convocou a militância para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial.

“Acabo de chegar de Bequimão, após as eleições, com as energias renovadas e muita disposição na bagagem para eleger nosso presidente neste segundo turno!”, afirmou.

Na sequência, Zé Inácio reforçou sua defesa da candidatura de Lula e projetou a continuidade da mobilização do PT no Maranhão. “Lula será tetra e o Brasil seguirá com os melhores índices de sua história! Vamos à luta”, declarou.

 Rompimento entre Brandão e Flávio Dino prejudicou campanha de Lula no Maranhão 

A eleição de 2026 produziu uma mudança importante no cenário político do Maranhão. Um estado que durante anos esteve entre os principais redutos eleitorais do campo liderado por Luiz Inácio Lula da Silva terminou a disputa estadual com uma configuração política diferente: Eduardo Braide foi eleito governador, enquanto Lahesio Bonfim, identificado com o campo bolsonarista, conquistou uma das duas vagas do Maranhão no Senado.

No centro da disputa esteve o rompimento entre o governador Carlos Brandão e o grupo político ligado ao ex-governador Flávio Dino. A crise começou a se aprofundar a partir da sucessão estadual. Felipe Camarão chegou à vice-governadoria em 2022, na chapa de Brandão, em um contexto de continuidade do grupo político que havia governado o Maranhão durante os anos de Dino no Executivo estadual. Camarão passou posteriormente a ser tratado como um dos nomes para a sucessão de Brandão em 2026.

O cenário, porém, mudou quando Brandão decidiu apoiar o sobrinho, Carlos Orleans Brandão, para a disputa pelo governo. A escolha provocou o rompimento político entre os grupos e levou Camarão a disputar o cargo pelo PT, com apoio de Lula e do grupo ligado a Dino.

A partir daí, a antiga base governista chegou dividida à eleição. Brandão apostou em Orleans Brandão, enquanto Camarão recebeu o apoio do PT e de Lula. Eduardo Braide, por sua vez, construiu sua própria candidatura e seguiu um caminho independente da disputa entre os dois grupos.

O resultado foi uma fragmentação que acabou beneficiando Braide. O atual governador eleito venceu o primeiro turno com 54,02% dos votos válidos. Orleans Brandão terminou em segundo, com 34,76%, enquanto Felipe Camarão ficou em terceiro, com 9,60%, encerrando a disputa ainda no primeiro turno.

Na prática, os dois grupos que protagonizaram a disputa pela sucessão do grupo governista ficaram fora do comando do Executivo estadual. A estratégia de manutenção de poder que havia sido construída ao longo dos anos acabou dando lugar a uma nova configuração política no Maranhão.

O impacto também alcançou a disputa presidencial. É importante, porém, separar os números estaduais da eleição presidencial. Lula continuou vencendo no Maranhão no primeiro turno de 2026, com 2.566.301 votos, equivalentes a 63,99% dos votos válidos, contra 1.239.040 votos, ou 30,90%, de Flávio Bolsonaro.

Apesar da vitória de Lula no estado, a eleição mostrou o crescimento do campo de direita na política maranhense. Lahesio Bonfim, do Novo, foi eleito senador com 1.471.859 votos, enquanto o segundo eleito foi André Fufuca, com 1.530.187 votos.

O resultado representa uma mudança significativa na correlação de forças do estado. A antiga coalizão que reunia diferentes setores políticos em torno do lulismo chegou fragmentada às urnas, enquanto Braide conseguiu ocupar o espaço deixado pela divisão entre os grupos de Brandão e Dino.

O próprio Felipe Camarão reconheceu, após a eleição estadual, a necessidade de reconstruir pontes com antigos adversários. Na quarta-feira (7), o petista pediu a união de diferentes grupos políticos em torno de Lula e citou nominalmente Eduardo Braide, Orleans Brandão e Carlos Brandão. Camarão também propôs a realização de um “lulaço” em São Luís.

O movimento chama atenção porque ocorre justamente depois de uma eleição em que a divisão da antiga base governista foi um dos elementos mais evidentes. Agora, setores que estiveram em lados opostos na disputa pelo governo são chamados novamente para compor uma frente em torno da candidatura presidencial de Lula.

Para o grupo ligado a Flávio Dino, o resultado representa uma mudança relevante em relação ao período em que o ex-governador exercia forte influência sobre a política maranhense. Para Carlos Brandão, a aposta em Orleans Brandão não foi suficiente para manter o grupo no comando do estado. Para Lula, por sua vez, o Maranhão continua sendo um território eleitoralmente favorável, mas com uma estrutura política estadual muito mais fragmentada.

O episódio também mostra os efeitos de uma disputa interna que extrapolou a sucessão estadual. O rompimento entre Brandão e Dino dividiu uma base que anteriormente atuava de maneira mais coordenada e abriu espaço para que um terceiro grupo conquistasse o governo.

Hoje, os diferentes setores políticos que anteriormente estavam próximos de Lula encontram-se espalhados em campos distintos. A relação entre Brandão e o grupo ligado a Dino permanece marcada pelo rompimento, enquanto Camarão e Eliziane Gama aparecem entre os principais nomes do campo lulista no estado.

A tentativa de Camarão de reunir antigos adversários em torno de Lula revela, portanto, um dos principais efeitos políticos da eleição de 2026: a necessidade de reconstruir uma aliança que chegou dividida às urnas e que terminou com uma nova configuração de poder no Maranhão.

Blog do Neto Ferreira

 Lula desafia Flávio Bolsonaro a apoiar fim da escala 6×1


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta que prevê o fim da escala 6×1, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial.

Durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema e cobrou também que Flávio oriente sua bancada a votar favoravelmente à medida.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, afirmou.

Flávio, por outro lado, tem defendido uma proposta diferente. Em entrevista na terça-feira (6), disse que os trabalhadores deveriam ter liberdade para definir a própria jornada de acordo com suas necessidades.

“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, declarou.

Lula criticou esse modelo e afirmou que uma eventual negociação individual não garantiria vantagem ao trabalhador. Segundo o presidente, a proposta defendida por seu governo é estabelecer cinco dias de trabalho e dois de descanso.

Durante o mesmo encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, que prevê mudanças na atuação conjunta da União, estados e municípios no combate ao crime organizado.

O presidente afirmou que pretende ampliar a participação federal na área por meio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal.

Lula também citou a transformação de 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima como uma das medidas previstas pelo governo para enfrentar a atuação de facções criminosas.

Na campanha, resumiu a proposta para a área com o lema: “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

 A ARQUITETURA INVISÍVEL DO VOTO

Antes de um voto, existe uma trajetória. Antes de uma decisão, existe uma construção.


Toda escolha é atravessada por experiências, valores, relações sociais e circunstâncias que participam, muitas vezes silenciosamente, da formação das percepções.

O lugar onde vivemos, as condições que experimentamos e as relações que estabelecemos influenciam a maneira como interpretamos a realidade. Não se trata de determinar escolhas, mas de reconhecer que nenhuma percepção se forma completamente distante do contexto em que a vida acontece.

É nesse ponto que Geografia e Filosofia se aproximam. O espaço revela diferentes condições de existência, enquanto a reflexão filosófica conduz ao exame da liberdade, da consciência e da responsabilidade.

Na política, essa relação ganha especial significado. Um país não é percebido da mesma maneira por todos. Diferenças sociais, econômicas e espaciais produzem experiências distintas e, consequentemente, diferentes formas de compreender os problemas e as possibilidades do Brasil.

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 coloca essa diversidade de percepções diante de uma decisão nacional. Mais do que a disputa entre duas candidaturas, está em discussão a direção que poderá ser dada ao país diante de seus desafios sociais, econômicos e institucionais.

Nesse contexto, pensar criticamente exige mais do que acompanhar discursos. Exige tempo para analisar, comparar perspectivas e reconhecer que uma convicção também possui uma história.

A Filosofia nos ensina a questionar aquilo que parece evidente. Não para transformar toda certeza em dúvida, mas para compreender seus fundamentos e evitar que a convicção substitua a reflexão.

Talvez seja essa a dimensão menos visível do voto: ele acontece em poucos segundos, mas é precedido por uma longa trajetória de experiências, percepções e ideias.

E quando a decisão chega à urna, o instante é individual, mas o resultado pertence à coletividade.

Em uma democracia, pensar antes de decidir também é uma forma de responsabilidade.

*Eduardo Rego

Geografia - UEMA- uemanet 

8° período

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

 PF arquiva apuração sobre suposta interferência dos EUA nas eleições


A Polícia Federal decidiu arquivar o pedido de apuração sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo a CNN, a AGU confirmou que já havia sido informada sobre o arquivamento.

A apuração preliminar havia sido anunciada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no domingo (4), durante a votação do primeiro turno. Na ocasião, ele informou que a representação havia sido encaminhada à Diretoria de Inteligência e que ainda não havia sido publicada uma portaria de abertura de inquérito.

“Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, declarou Rodrigues.

O pedido da AGU foi apresentado após o jornal britânico The Guardian divulgar informações sobre um projeto norte-americano intitulado “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”. Segundo a publicação, a iniciativa previa cerca de R$ 5 milhões para organizações contrárias ao que consideram abusos do poder judicial e censura por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os recursos integrariam um pacote de US$ 175 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 918 milhões, de um fundo de direitos humanos do Departamento de Estado dos Estados Unidos. O pacote também contemplaria projetos em outros países.

 Orleans agradece 1,35 milhão de votos e confirma que seguirá na política


Orleans Brandão (MDB) não pretende deixar a política após a eleição para o Governo do Maranhão. Em pronunciamento nesta quarta-feira (7), o emedebista agradeceu os mais de 1,35 milhão de votos recebidos e confirmou que pretende voltar às disputas eleitorais.

Segundo a totalização oficial, Orleans encerrou a eleição com 1.354.044 votos e foi o candidato mais votado em 87 dos 217 municípios maranhenses.

Ao comentar o resultado, Orleans reconheceu que esperava uma votação diferente, mas adotou um tom de tranquilidade e sinalizou que a trajetória política está apenas começando.