domingo, 28 de dezembro de 2025

Destaques de 2025: Orleans Brandão e Camarão fecham a agenda de 2025 decididos e prontos para disputar os Leões 



A corrida ao Palácio dos Leões, cujo desfecho ocorrerá daqui a pouco mais de 300 dias, chega ao final de 2025 num cenário de muita indefinição, mas com três candidatos assumidos e em condições de disputar, um aspirante sem partido e com posições ainda imprecisas, e pelo menos duas expectativas. Os três candidatos postos e em movimento são o secretário estadual de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), o vice-governador Felipe Camarão (PT) e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo). Eles estão na cena desde o primeiro momento corrida e atravessaram 2025 em intensa movimentação na guerra para conquistar o eleitorado.

Orleans Brandão, 31 anos recém completados, administrador de empresas por formação e quadro de proa do 1º escalão do Governo Carlos Brandão, cuidando das relações do Palácio dos Leões com as Prefeituras, numa política definida como municipalista, começou 2025 com o nome ventilado para ser candidato a deputado federal. Por volta de março, com os sinais de afastamento do governador Carlos Brandão do grupo ligado aos ex-senador Flávio Dino, que em fevereiro deixara o Senado se tornar ministro do STF, Orleans Brandão, embalado pelo braço político governista, subiu de patamar, para se tornar candidato a governador, primeiro como uma opção do grupo brandonistas sussurrada nos bastidores, em seguida como nome provável, segundo o seu pai, Marcus Brandão, presidente estadual do MDB, e finalmente como o escolhido pelo governador Carlos Brandão, que admitiu a decisão num discurso em Cajapió, em meados de maio. Inicialmente comendo poeira nas pesquisas, logo galgou o patamar dos dois dígitos e foi crescendo, semana a semana, até alcançar o segundo lugar, perdendo apenas para o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que não é candidato, mas apenas uma expectativa. Em resumo, com o aval do governador Carlos Brandão, a força do Governo – do qual é o “homem forte” -, o apoio do MDB e em pré-campanha intensa por meio da agenda municipalista, Orleans Brandão está fechando 2025 como favorito numa disputa sem Eduardo Braide, e forte candidato para um segundo turno se o prefeito de São Luís entrar na corrida. Além do governador, tem como suporte, por exemplo, o poder de articulação da presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (PSB) e do presidente da Famem e prefeito de Bacabal Roberto Costa (MDB). Nas contas do MDB, onde tem a bênção do ex-presidente José Sarney e o apoio da deputada Roseana Sarney, Orleans Brandão conta hoje com o apoio declarado de 160 dos 217 prefeito, incluindo os dos maiores municípios depois de São Luís, começar por Imperatriz. Sua caminhada se dá em curva de crescimento, alimentada por um discurso neutro, sem tocar em adversário. Na corrida presidencial, o emedebista tem pregado a reeleição do presidente Lula da Silva.

Lahesio Bonfim, 41 anos, termina 2025 basicamente como começou: entre o terceiro e o segundo lugar nas mais de três dezenas de pesquisas feitas ao longo do ano. Médico por formação, ele tem no currículo dois mandatos de prefeito de São padro dos Crentes. Candidato ao Governo do Estado abraçado pelo Novo, que lançou o esse projeto com a presença do presidenciável do partido, o governador mineiro Romeu Zema, Lahesio Bonfim vem mantendo a mesma linha de discurso, ora agressivo, com ataque duro a adversários e com tintura de provocação, e ora conciliador em busca de parcerias, que até agora não conseguiu. Desde que se assumiu como candidato do Novo, Lahesio Bonfim vem se posicionando como o nome da direita na disputa, tentando atrair para sua base de apoio o eleitorado de extrema-direita identificado como bolsonarista – embora o deputado Yglésio Moyses (PRTB), bolsonarista de proa, tenha dito que o ex-presidente Jair Bolsonaro não gosta do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. O seu primeiro passo foi o lançamento da sua candidatura em Marajá do Sena, um pequeno município no centro do estado, onde as pesquisas o mostram com densidade eleitoral. Político solitário, que não atua com grupo e tem muito poucos aliados, Lahesio Bonfim dispara sua metralhadora verbal em todas as direções, alfinetando adversários como Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), mas não encontrou interlocutor, porque os outros candidatos decidiram não lhes dar ouvidos. Chega ao final de 2025 como como uma espécie de coringa, aparentemente sem chance de vencer, mas com poder de influenciar na escolha. No plano da eleição presidencial, Lahesio Bonfim seguirá Romeu Zema, se ele for candidato.  

O vice-governador Felipe Camarão (PT), 43 anos, procurador federal, professor universitário e ex-secretário estadual de Educação, fecha 2025 numa situação ao mesmo tempo complexa e delicada, como candidato a governador por um partido que está mais inclinado a apoiar o adversário. Lançado pelo grupo identificado como dinista, Felipe Camarão atravessou o ano como pré-candidato a governador, protagonizando uma pré-campanha que foi perdendo gás à medida que a saída da corrente dinista com a base governista liderada pelo governador Carlos Brandão (sem partido) foi se consumando. Cada vez mais distante de assumir o Governo e concorrer à reeleição, como havia programado, o vice-governador, porém, não alterou o seu projeto de candidatura, reforçando o seu propósito com uma agenda nos municípios, reafirmando, por onde passou, que é candidato a governador e que não há força capaz de fazê-lo voltar atrás. Ele conta com o aval da direção nacional do PT, que o tem como prioridade no âmbito estadual, e do presidente Lula da Silva (PT), o que o estimula a manter sua posição, rejeitando qualquer proposta, principalmente se esta tiver como base a sua renúncia ao cargo de vice-governador, como quer o governador Carlos Brandão, para quem essa é a única condição para ele próprio também deixar o cargo para ser candidato ao Senado. Ao longo dos últimos doze meses, por conta da posição furta-cor do PT, intensas especulações lhe derem diversos destinos nesse tabuleiro. Porém, mesmo no último lugar nas pesquisas, Felipe Camarão fecha o ano como um político decidido e coerente. Apoiado incondicionalmente pela bancada dinista na Assembleia Legislativa, e que ganhou um alento na semana passada ao receber o apoio do PSOL, que além de abrir mão de lançar candidato, os dirigentes defenderam a união das esquerdas em torno do candidato do PT. No plano da corrida presidencial, Felipe Camarão já vem pregando a reeleição do presidente Lula da Silva. Repórter Tempo

sábado, 27 de dezembro de 2025

 Brandão exalta resultados do governo em 2025 e projeta melhorias para 2026

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, publicou nas redes sociais uma mensagem de balanço das ações do governo ao longo de 2025.

No vídeo, o gestor apresenta os resultados de obras e ações executadas pelo governo, além de projeções para o próximo ano.

Na publicação, Brandão classificou 2025 como um período marcado por “muitas conquistas e desafios”, destacando que a gestão estadual atuou com seriedade, respeito e compromisso com a população maranhense. O vídeo ressalta investimentos em áreas como infraestrutura, políticas sociais, desenvolvimento econômico e serviços públicos, reforçando a narrativa de continuidade administrativa.

O governador também projetou avanços para 2026, afirmando que o governo seguirá focado no cuidado com as pessoas e na construção de um estado “cada vez melhor”. A mensagem enfatiza a perspectiva de novos investimentos e a ampliação de ações voltadas ao crescimento e à melhoria da qualidade de vida da população.

A publicação foi encerrada com uma mensagem de otimismo e votos de Ano Novo, reforçando o tom institucional e de prestação de contas adotado pelo governador ao fazer um balanço do ano e apontar expectativas para o próximo ciclo da gestão estadual.

 Escândalo do INSS provoca queda de popularidade de Weverton Rocha e acende alerta no cenário político do Maranhão 

Até poucas semanas atrás, o senador Weverton Rocha (PDT) aparecia como um dos nomes mais consolidados do tabuleiro político maranhense. Líder em praticamente todas as pesquisas divulgadas e tratado como “imbatível” nos bastidores, o pedetista vivia um momento de estabilidade rara na política estadual.

Esse cenário, no entanto, começou a mudar de forma significativa após a deflagração da operação “SEM DESCONTO” da Polícia Federal que trouxe o parlamentar para o centro do noticiário nacional, ao associá-lo politicamente ao escândalo envolvendo fraudes no INSS.

Embora o senador negue irregularidades e ainda não haja condenação ou decisão judicial definitiva, o impacto político foi imediato. Pesquisas de consumo interno, realizadas por diferentes grupos e partidos, apontam uma oscilação acentuada em seus índices de popularidade, algo incomum até então. O desgaste de imagem, ainda que preliminar, rompeu a narrativa de favoritismo absoluto que acompanhava Weverton desde o início do ciclo pré-eleitoral.

No campo da opinião pública, a associação do nome do senador a um escândalo de grandes proporções — especialmente em um tema sensível como a Previdência Social, que afeta diretamente milhões de brasileiros — tem peso simbólico elevado. Mesmo sem julgamento concluído, a simples exposição negativa costuma ser suficiente para gerar desconfiança, sobretudo em um ambiente político marcado pela rejeição crescente a práticas de corrupção e mau uso de recursos públicos.

O sinal de alerta não se restringe ao núcleo do PDT. Informações de bastidores indicam que o Palácio dos Leões já monitora atentamente a movimentação do eleitorado e a repercussão do caso, avaliando cenários e possíveis reacomodações políticas. A queda de um nome antes considerado sólido reabre o jogo e pode alterar estratégias tanto do governo quanto da oposição.

Do ponto de vista analítico, o episódio revela uma lição recorrente na política brasileira: favoritismo antecipado não é garantia de vitória, e crises reputacionais, mesmo em fase inicial, têm potencial para desmontar projetos eleitorais rapidamente. Weverton Rocha ainda dispõe de capital político, tempo e estrutura para reagir, mas o desgaste imposto pelo escândalo do INSS quebra a aura de invencibilidade que o acompanhava.

A partir de agora, mais do que números de pesquisas, o senador terá de enfrentar o julgamento mais imediato e implacável: o da opinião pública. E, como a história política recente mostra, recuperar confiança costuma ser mais difícil do que perdê-la.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Lula lidera 1° turno, mas empata com Flávio Bolsonaro no 2°, diz Paraná Pesquisas 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera em todos os cenários de primeiro e segundo turno, conforme levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (26/12).

O nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), no entanto, aparece em empate técnico com Lula em uma simulação de segundo turno.

Flávio é o nome que tem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para disputar as eleições de 2026.

A “bênção” do pai ao filho foi reforçada, nessa quinta-feira (25/12), por meio de uma carta escrita e assinada pelo ex-mandatário.

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de dezembro.

Ao todo, foram ouvidos 2.038 eleitores em 163 municípios de 26 estados e no Distrito Federal.

O grau de confiança divulgado é de 95%, e a margem estimada de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

No cenário 1 de primeiro turno, o Instituto Paraná Pesquisas considera como possível candidato o ex-presidente Jair Bolsonaro – que está inelegível e cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

Neste caso, Lula teria 36,9% contra 31,3% de Bolsonaro.

Em seguida, aparecem o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PSB), com 6,9%; o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 6,5%; o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), com 4%; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 1,6%; a senadora Tereza Cristina (PP), com 1,4%; e o presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, com 0,6%.

No segundo cenário de primeiro turno, Lula também lidera, mas desta vez com 37,6% contra 27,8% de Flávio Bolsonaro.

Nesta simulação, Ratinho Junior tem 9%; Ciro, 7,9%; Zema, 3,1%; Tereza Cristina, 1,9%; e Renan Santos, 0,8%.

O nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece na terceira simulação de primeiro turno.

Neste caso, Lula soma 37,8% das intenções de voto, e Tarcísio, 26,2%. Ciro Gomes aparece em terceiro, com 8,7%.

Na sequência, Caiado (5%), Zema (3,9%), Tereza Cristina (2,5%) e Renan Santos (0,8%).

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 Bolsonaro já está no quarto e cirurgia não teve intercorrências

A equipe médica que fez a cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou à CNN que o “tudo ocorreu dentro do previsto” e sem intercorrências.

O procedimento para corrigir hérnia inguinal bilateral começou por volta de 9h30 desta quinta-feira (25) de Natal e durou aproximadamente 4 horas — exatamente o tempo previsto pela equipe.

“Agora fase de cuidados pós-operatórios, analgesia, fisioterapia, profilaxia de trombose etc”, afirmou o cirurgião Cláudio Birolini.

Os médicos optaram pelo procedimento convencional, com correção das hérnias e reforço da região com tela de polipropileno.

O Hospital DF Star deve divulgar ainda na tarde desta quinta um boletim médico com a atualização o quadro de saúde do ex-presidente.

A equipe ainda discute se vai fazer um novo procedimento nos próximos dias focado na crise de soluços do ex-presidente.

A cirurgia realizada hoje não tem efeito para reduzir esse quadro em específico.

“São problemas e abordagens distintas”, explicou Birolini.

O procedimento indicado é um bloqueio anestésico do nervo frênico. Não se trata de uma nova cirurgia, mas de uma anestesia na região próxima ao nervo, que fica localizado na região da cervical e se estende até o diafragma.

Em abril deste ano, Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia considerada bem mais invasiva. O objetivo era liberar aderências intestinais e reconstruir o abdome.

O procedimento durou aproximadamente 12 horas e foi o mais longo desde o episódio da facada, em 2018.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

 Feliz Natal!


Neste Natal, o Blog do Irmão Inaldo deseja a todos os leitores um tempo de paz, amor e esperança. Que o verdadeiro significado do Natal renasça em cada coração, trazendo luz para os dias difíceis, força para recomeçar e gratidão por cada conquista ao longo do ano.

Que o Menino Jesus abençoe cada lar, cada leitor que confia em nosso trabalho diariamente. Que não falte fé, saúde, união e solidariedade, e que o ano novo venha carregado de boas notícias, sonhos realizados e muita esperança.

Agradecemos imensamente por estarem conosco, compartilhando e fazendo parte dessa história.

Feliz Natal e um Ano Novo repleto de bênçãos!

Blog do Irmão Inaldo

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

 Governo oficializa salário mínimo de R$ 1,621 em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta quarta-feira (24) o novo valor do salário mínimo, que passará a ser de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O reajuste foi formalizado por decreto publicado no Diário Oficial da União.

O aumento representa uma alta de 6,79%, o equivalente a R$ 103 em relação ao valor atual, fixado em R$ 1.518. Com o novo piso, a diária mínima sobe para R$ 54,04, enquanto o valor da hora trabalhada passa a ser de R$ 7,37. O pagamento com o valor reajustado será feito a partir de fevereiro.

O cálculo do novo salário mínimo segue a política de valorização adotada pelo governo federal. A correção leva em conta a inflação medida pelo INPC, que acumulou 4,18% em 12 meses até novembro, além do ganho real vinculado ao crescimento da economia de dois anos antes — em 2024, o PIB avançou 3,4%.

O reajuste impacta diretamente benefícios atrelados ao piso nacional, como aposentadorias e pensões do INSS, seguro-desemprego, abono salarial e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Com isso, também há reflexo nas contas públicas.

Segundo estimativas oficiais, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera impacto de R$ 422,5 milhões nas despesas obrigatórias. Assim, o reajuste de R$ 103 pode elevar os gastos do governo federal em cerca de R$ 43,5 bilhões em 2026.