Maranhão lidera avanço em gestão pública no Brasil e salta da 20ª para a 9ª posição
O principal fator para o crescimento maranhense foi a melhora nos indicadores de solidez fiscal. Nesse quesito, o estado avançou 12 posições em apenas três anos. O estudo também apontou melhora na eficiência da máquina pública, área em que o Maranhão subiu quatro colocações.
O ranking analisa o desempenho das gestões estaduais a partir de indicadores técnicos e dados objetivos ligados à administração pública. Entre os critérios avaliados estão gasto com pessoal, resultado primário, capacidade de investimento, custo dos Três Poderes, oferta de serviços digitais e nível de transparência.
O governador Carlos Brandão aparece à frente da administração estadual durante o período de crescimento apontado pelo levantamento. O avanço do Maranhão ocorre em meio a uma série de medidas voltadas ao equilíbrio das contas públicas, ampliação de investimentos e modernização de serviços administrativos.
Além do Maranhão, o estudo mostra que estados das regiões Sul e Sudeste seguem entre os mais bem colocados do país, mas com menor ritmo de crescimento. São Paulo, Paraná e Santa Catarina permanecem em posições de destaque, porém apresentando estabilidade em níveis mais altos de gestão pública.
Na liderança nacional aparece o Espírito Santo, que assumiu o primeiro lugar no ranking após uma trajetória de crescimento contínuo nos últimos anos. O estado ocupava a terceira posição em 2023, passou para a segunda em 2024 e alcançou o topo em 2025. O desempenho capixaba foi impulsionado principalmente pelo equilíbrio fiscal e pela eficiência administrativa.
Atualmente, o governo do Espírito Santo é comandado por Ricardo Ferraço (MDB), que assumiu o cargo em abril deste ano após a saída de Renato Casagrande (PSB), candidato ao Senado.
Segundo o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, o objetivo do levantamento é contribuir para o debate público com base em dados concretos sobre gestão e eficiência administrativa.
“A proposta é incentivar políticas públicas mais eficientes e orientadas a resultados”, afirmou.
O Ranking de Competitividade dos Estados é considerado uma das principais ferramentas de análise da administração pública no país e reúne indicadores sociais, econômicos e fiscais para medir o desempenho das gestões estaduais brasileiras.
