PT aponta Maranhão como estado problema para eleição de outubro
Nas três unidades da federação, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontram obstáculos para estruturar candidaturas competitivas ao governo e consolidar palanques robustos.
Em Minas Gerais, a indefinição em torno do senador Rodrigo Pacheco (PSB) segue travando as articulações petistas.
A legenda ainda aguarda uma posição definitiva do parlamentar sobre a disputa ao Palácio Tiradentes.
Nos bastidores, dirigentes admitem dificuldade para construir um plano alternativo.
A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), embora tenha densidade eleitoral, é tratada como nome praticamente reservado para a corrida ao Senado Federal.
Outras possibilidades começam a ser ventiladas, entre elas o empresário Josué Alencar (PSB) e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior, aliado próximo de Pacheco.
O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, também aparece no radar das articulações. Entretanto, interlocutores apontam que eventual composição com o PDT dependeria de um movimento direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No Maranhão, o cenário também é considerado delicado pelo PT. O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), lidera as movimentações e mantém discurso de independência, evitando alinhamentos nacionais mais claros.
Já o governador Carlos Brandão decidiu permanecer no comando do Executivo estadual e trabalhar a viabilidade do nome do sobrinho, Orleans Brandão (MDB).
O grupo governista, no entanto, sofreu fissuras após o rompimento político com o campo ligado ao ministro do STF, Flávio Dino.
Antigo aliado de Brandão, o PT deverá apostar no vice-governador Felipe Camarão, que, segundo avaliações internas, ainda não conseguiu apresentar desempenho eleitoral competitivo.
Em Goiás, a deputada federal Adriana Accorsi (PT) é tratada como alternativa para a disputa estadual, embora sua candidatura ainda não tenha sido oficializada.
No entanto, o campo da esquerda avalia que enfrentará dificuldades diante da força política do vice-governador Daniel Vilela (MDB), apontado como herdeiro político do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), além da presença do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) no cenário sucessório.
