quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

 Avanço de Orleans transforma sua candidatura em caminho natural no Maranhão

A política é feita de movimentos, mas, em determinados momentos, ela passa a obedecer à força dos fatos.

E o crescimento do secretário Orleans Brandão nas pesquisas não é mais um dado isolado: é um processo consolidado que reposicionou definitivamente o cenário eleitoral do Maranhão.

A oito meses das eleições, Orleans deixou de ser apenas uma aposta do grupo governista para se tornar o nome mais competitivo do campo alinhado ao presidente Lula no estado.

O impasse envolvendo o posicionamento do PT persiste, mesmo após o diálogo entre o governador Carlos Brandão e o presidente nacional da legenda, Edinho Silva.

Mas, na política real, decisões estratégicas não resistem por muito tempo aos números.

O avanço contínuo de Orleans alterou o eixo da disputa e obrigou adversários a recalcularem rotas. Setores ligados ao também pré-candidato Felipe Camarão já admitem composições alternativas, inclusive com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, um sinal claro de que o tabuleiro foi virado pela força da viabilidade eleitoral.

Para Brandão, a equação é estratégica: o Maranhão é peça-chave no projeto nacional de Lula. Um palanque sólido, competitivo e alinhado garante estabilidade política e votação expressiva.

Um palanque fragmentado ou neutro enfraquece o projeto presidencial e abre espaço para incertezas.

Nos bastidores de Brasília, a leitura é pragmática. Lula sempre privilegiou viabilidade, coerência política e capacidade de entrega eleitoral.

Quando um nome cresce de forma consistente, une base, amplia alianças e se consolida como o mais competitivo do seu campo, a política tende a seguir seu curso natural.

Ou seja, o crescimento de Orleans não é circunstancial. É cumulativo, estratégico e progressivo.