terça-feira, 7 de abril de 2026

 11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciaram de olho nas eleições

O prazo de desincompatibilização terminou no sábado (4), exatamente seis meses antes do primeiro turno, com o objetivo de evitar o uso da máquina pública em favor de candidaturas.

Entre os governadores que renunciaram, dois são pré-candidatos à Presidência da República – Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). A maior parte, porém, deve concorrer ao Senado, que terá 54 das 81 cadeiras em disputa neste pleito.

Com a saída dos titulares, os vice-governadores assumem os cargos e, em muitos casos, podem disputar a reeleição.No Rio de Janeiro há uma exceção: como não havia vice no momento da renúncia de Cláudio Castro, será realizada uma eleição para um mandato-tampão até o fim do ano. O modelo, se direto ou indireto, ainda será definido pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O mesmo ocorre com o Amazonas, em que governador e vice renunciaram porque devem disputar outro cargo.

A renúncia é obrigatória para quem pretende concorrer a outro cargo, mas não assegura a candidatura.

A oficialização ocorrerá apenas em agosto, após as convenções partidárias e o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Já governadores que pretendem a reeleição podem permanecer no cargo, regra que também vale para o presidente da República.

Confira os governadores que deixaram o cargo:

Acre: Gladson Cameli (PP), deve concorrer ao Senado

Amazonas: Wilson Lima (União), não decidiu qual cargo vai disputar

Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB), deve concorrer ao Senado

Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB), deve concorrer ao Senado

Goiás: Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República

Mato Grosso: Mauro Mendes (União), deve concorrer ao Senado

Minas Gerais: Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República

Pará: Helder Barbalho (MDB), deve concorrer ao Senado

Paraíba: João Azevêdo (PSB), deve concorrer ao Senado

Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL), deve concorrer ao Senado

Roraima: Antonio Denarium (Republicanos), deve concorrer ao Senado

No caso dos prefeitos, a maioria dos que deixaram seus cargos deve disputar o governo de seus estados. Entre eles estão Eduardo Paes, que tentará o comando do estado do Rio de Janeiro e João Campos, o governo de Pernambuco.

Veja a lista:

Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro, pré-candidato a governador do RJ

Lorenzo Pazzolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória, deve concorrer ao governo do ES

João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife, pré-candidato a governador de PE

Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, pré-candidato a governador do MA

Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa, deve concorrer ao governo da PB

David Almeida (Avante), ex-prefeito de Manaus, deve concorrer ao governo do AM

Dr. Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá, deve concorrer ao governo do AP

Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco, deve concorrer ao governo do AC

Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista, não decidiu qual cargo vai disputar

João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió, não decidiu qual cargo vai disputar