Trabalho que gera boas notícias
Por Carlos Brandão
Recentemente lançamos a revista Boas Notícias, reunindo um pouco do que temos feito – políticas públicas, projetos em andamento e, principalmente, resultados que já começam a mudar realidades no Maranhão. E tem algo curioso nisso tudo: no nosso governo, a boa notícia nunca está finalizada, pois sempre aparece uma nova, quase todos os dias.
E essas notícias não surgem por acaso nem de ações isoladas. Elas vêm de um trabalho que é contínuo, que exige planejamento, organização e um certo cuidado no caminho. Aos poucos, esse tipo de resultado foi deixando de ser exceção e passou a fazer parte da rotina.
Infelizmente, a política ainda é vista, por alguns, apenas como um campo de disputas. Mas quando a gente olha com mais calma para os números – e eles estão aí –, dá para perceber que existe uma outra história sendo construída. E ela tem consistência.
No turismo, por exemplo, isso já começa a ficar mais evidente. Só no primeiro trimestre de 2026, foram mais de 10 mil atendimentos nos Centros de Atendimento ao Turista. O que significa mais gente circulando, conhecendo o estado, consumindo. Isso movimenta a economia, ainda que nem sempre de forma tão visível no dia a dia. E existe um trabalho por trás disso – divulgação, melhoria no atendimento, organização da oferta – e ele começa a dar retorno.
Esse movimento também aparece nos aeroportos. Em fevereiro, o fluxo de passageiros cresceu quase 11%, com aumento maior nos desembarques. Ou seja: mais gente chegando. E quem chega acaba movimentando do pequeno negócio até investimentos maiores.
Falando em investimento, a ampliação da planta da Ambev, com R$ 300 milhões injetados no estado, segue uma lógica que não é tão simples assim. Empresas desse porte costumam ser cautelosas. Não é um movimento impulsivo. Existe uma leitura de cenário, de estabilidade, de segurança. De alguma forma, o Maranhão tem conseguido passar esse sinal. E, quando esse tipo de investimento acontece, o impacto vem em cadeia: emprego, renda, novas oportunidades.
Mas talvez o ponto mais importante nem seja só o crescimento econômico, e sim como ele chega às pessoas. O Banco de Alimentos, por exemplo, ajuda a mostrar isso de forma bem concreta. São mais de 700 toneladas distribuídas, atendendo a mais de 31 mil pessoas – incluindo muitas crianças. Não é só número para relatório. Tem impacto direto na vida de quem precisa.
Na agricultura familiar, acontece algo parecido. A compra da produção local, junto com a distribuição desses alimentos, cria um ciclo que faz sentido: quem produz consegue renda; quem precisa recebe apoio; e o recurso continua girando dentro do estado.
Esse conjunto de ações acaba trazendo reconhecimento nacional. O Maranhão tem aparecido muito bem em premiações que avaliam a gestão pública, o que ajuda a comparar resultados de forma mais objetiva. Como já destaquei, nada disso acontece de forma isolada: existe um esforço de articulação, de execução, de continuidade. Diferentes áreas precisam funcionar juntas e, quando isso acontece, os resultados tendem a durar mais.
Claro que ainda há muitos desafios a serem vencidos. Isso é inegável. Mas também não dá para ignorar a sequência de avanços que vêm acontecendo.
As boas notícias continuam aparecendo. Não como algo extraordinário, mas como parte de um trabalho que segue em construção, dia após dia.
