quarta-feira, 21 de agosto de 2019

O fim das coligações partidárias


Vereador Mário Assunção 
Com as proximidades das eleições, se amiúdam as reuniões para formação das chapas proporcionais que irão disputar o pleito de 2020. Desta vez teremos um diferencial muito importante: o fim das coligações proporcionais para vereadores. 

Então, aquelas terminologias ora utilizadas como “chapão” e “chapinha” não existem mais. Isso acontece porque na mudança da legislação eleitoral as coligações só podem ser feitas para as disputas majoritárias (prefeito); as proporcionais (vereadores) serão apenas partidárias. 

Isso quer dizer que cada partido pode lançar a candidatura de até 150% do número de vagas na câmara do município, respeitando a cota das mulheres de 30%. Por conseguinte, o partido para poder eleger vereadores terá que ultrapassar a barreira do coeficiente eleitoral. Assim, o partido que conseguir aglutinar o maior número de candidatos com bom desempenho eleitoral poderá eleger a maior bancada na futura legislatura.

Presidente Sarney no auge dos seus 90 anos escreveu na sua coluna semanal um artigo versando sobre essa mudança eleitoral. No artigo, de forma brilhante, o presidente chegou à conclusão que maus dirigentes partidários tentam controlar o partido para escolher os candidatos que irão se eleger. Não obstante a isso, existem partidos que não aceitam nos seus quadros pré-candidatos que possuem cargo eletivo ou boa aceitação eleitoral com medo de não conseguir eleger as pessoas que lhe interessam. Dessa forma, a vontade popular fica de lado em favor dos interesses de poucos. Para acabar com isso, deveria ser aprovada a proposta do voto distrital. 

Voto distrital é aquele em que os eleitos são os mais votados e dessa forma prevalece a vontade do eleitor. Mas, vamos continuar lutando por uma política mais justa com pessoas preparadas e que querem o desenvolvimento do nosso amado Brasil, nosso lindo estado do Maranhão e nossa querida Caxias.

Da Coluna do Mário Assunção (Portal Noca)