terça-feira, 7 de julho de 2026

 Maranhão tem a pior cobertura de internet móvel do país

Apesar da baixa cobertura, o número de domicílios com acesso à internet cresceu 139,3% entre 2016 e 2025.

O Maranhão tem a pior cobertura de rede móvel do Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD TIC), divulgada pelo IBGE. O levantamento aponta que o sinal está disponível em apenas 81,3% dos domicílios maranhenses, o menor índice entre os 27 estados, apesar do avanço no acesso à internet.

A pesquisa também mostra que 50,1% dos maranhenses usam exclusivamente o celular para navegar na internet, estudar, trabalhar e acessar serviços. O percentual coloca o Maranhão na liderança nacional da dependência do smartphone, enquanto o acesso por computadores e tablets permanece limitado para metade da população.

Apesar da baixa cobertura, o número de domicílios com acesso à internet cresceu 139,3% entre 2016 e 2025. O total passou de 932 mil para 2,137 milhões de residências conectadas. Além disso, o uso da internet entre idosos aumentou de 7,9% para 61,1% no mesmo período, crescimento superior a 1.000%.

Os dados indicam que a inclusão digital avançou no estado, mas a infraestrutura de telecomunicações não acompanhou esse ritmo. Por isso, muitos usuários ainda enfrentam dificuldades causadas por conexões instáveis e falhas no sinal da rede móvel, especialmente aqueles que dependem exclusivamente do celular para acessar a internet

 Maranhão tem o melhor segundo salário para professores da rede estadual do Brasil 

O Maranhão alcançou a segunda colocação no ranking nacional de remuneração inicial dos professores da rede estadual de ensino, conforme levantamento divulgado pelo Movimento Profissão Docente, em parceria com o Centro de Liderança Pública (CLP);

O estudo revela que os profissionais que ingressam na carreira com jornada de 40 horas semanais recebem salário inicial de R$ 8.452. No cenário nacional, apenas Mato Grosso do Sul apresenta remuneração superior, com vencimento inicial de R$ 13.007,12.

Entre os estados nordestinos, o Maranhão ocupa a liderança, seguido pela Paraíba, onde o salário inicial é de R$ 6.944. A pesquisa ressalta que os valores analisados consideram apenas o vencimento inicial e não incluem gratificações ou adicionais por tempo de serviço adotados por algumas unidades da federação.

Os dados também mostram que a remuneração média inicial dos professores das redes estaduais brasileiras em 2025 foi de R$ 6.212,36, valor correspondente a 128% do piso nacional do magistério. Com isso, o salário oferecido pelo Maranhão supera a média nacional em mais de R$ 2,2 mil.

Para a secretária de Estado da Educação, Jandira Dias, o resultado demonstra os avanços obtidos pelas políticas voltadas à valorização dos profissionais da educação implementadas pelo governo estadual.

Segundo ela, a gestão do governador Carlos Brandão tem investido na melhoria das condições de trabalho, na remuneração e em ações voltadas ao fortalecimento da educação pública. A secretária afirmou que o reconhecimento salarial representa um incentivo aos profissionais responsáveis pela formação dos estudantes e reforça o compromisso do Estado com a qualidade do ensino.

O levantamento destaca que as diferenças salariais entre os estados estão relacionadas a fatores como capacidade financeira, estrutura dos planos de carreira e políticas específicas de valorização do magistério. De acordo com os pesquisadores, oferecer salários competitivos contribui para atrair novos profissionais, reduzir a evasão da carreira docente e fortalecer a qualidade da educação pública.

Além da remuneração, o estudo aponta que outros fatores são fundamentais para a valorização dos professores, como investimentos em formação continuada, melhoria das condições de trabalho e desenvolvimento de planos de carreira que possibilitem crescimento profissional.

Atualmente, a rede estadual de ensino do Maranhão conta com 28.812 professores na folha de pagamento. Desse total, 15.272 são servidores efetivos e 13.540 atuam por meio de contratos temporários.

Benefícios e incentivos

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), os profissionais da rede estadual têm acesso a diversos benefícios e gratificações, conforme a função exercida e o local de atuação.

Entre os incentivos estão a Gratificação por Condição Especial de Trabalho (CET/MAG), com percentuais de 130% e 150%; gratificações específicas para gestores escolares; adicionais para atuação em áreas consideradas de alto índice de violência; benefícios para profissionais que trabalham em regiões de difícil acesso; gratificação de 25% para docentes de escolas de tempo integral; adicional de 30% para atuação na educação especial; além do pagamento de horas extras do magistério.

A política de valorização também inclui progressões funcionais e reconhecimento por titulação. Em 2024, o Governo do Estado concedeu 9.500 progressões funcionais. No ano anterior, foram registradas 133 progressões e 1.649 concessões de titulação.

Novas medidas previstas

A Seduc informou ainda que novas ações devem ser implementadas na folha de pagamento dos servidores. Entre elas estão o reajuste de 20% nas gratificações destinadas aos gestores escolares, aumento de 100% nas gratificações dos secretários escolares e a criação de novas funções gratificadas para fortalecer a gestão das unidades de ensino.

Também estão previstas a criação de 21 funções de Gestor Geral, 281 de Gestor Auxiliar, 213 de Diretor Geral, seis de Diretor Adjunto e 255 funções gratificadas destinadas aos secretários escolares.

Com esses investimentos, o governo estadual busca ampliar as políticas de valorização do magistério, fortalecer a carreira docente e contribuir para a melhoria dos indicadores da educação pública maranhense.

 PF desmonta esquema de fraude no Seguro Defeso no Maranhão e mira escritórios de advocacia

A Força-Tarefa Previdenciária no Estado do Maranhão deflagrou, nesta terça-feira (7/7), a Operação Fake Fisher, com a finalidade de reprimir crimes contra o sistema previdenciário praticados por associação criminosa. A ação foi conduzida pela Polícia Federal, com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP) do Ministério da Previdência Social (MPS).

Trata-se de desdobramento da Operação Fake ID, deflagrada em 2023, de acordo com os indícios de fraude no requerimento de Seguro Defeso, benefício destinado a pescadores artesanais profissionais durante o período de piracema.

A investigação identificou a atuação de um esquema criminoso integrado por um escritório de advocacia e por agenciadores/intermediários que seriam os responsáveis pela prospecção de beneficiários em massa com o objetivo de simular vínculos com a atividade pesqueira.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão por 18 policiais federais, nas residências e nos escritórios profissionais dos investigados, com a presença de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na cidade de São Luís/MA.

De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), o prejuízo estimado com a concessão de 552 benefícios já identificados alcança aproximadamente R$ 3,7 milhões.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa e falsificação de documento público.

 Disputa de 2026 vai renovar bancadas e reconfigurar forças políticas no MA

A corrida eleitoral de 2026 já movimenta os bastidores da política maranhense. Além da disputa pelo Governo do Estado e pelas duas vagas ao Senado, o pleito deve promover uma ampla renovação nas bancadas federal e estadual, redesenhando o equilíbrio de forças entre os principais grupos políticos.

Na Câmara dos Deputados, pelo menos seis dos 18 parlamentares maranhenses não devem disputar a reeleição. André Fufuca (PP) e Duarte Júnior (Avante) vão concorrer ao Senado. Detinha (PL) deve disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, enquanto Josimar Maranhãozinho (PL) e Pastor Gil ficam fora da disputa. Roseana Sarney (MDB), por sua vez, ainda avalia uma candidatura ao Senado na chapa governista.

Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) e Aluísio Mendes (Republicanos) também são cotados para disputar o Senado, abrindo novas vagas na bancada federal. Já Juscelino Filho, Marreca Filho, Amanda Gentil, Márcio Jerry, Fábio Macedo, Júnior Lourenço, Rubens Pereira Júnior, Josivaldo JP, Cleber Verde e Márcio Honaiser trabalham pela reeleição.

Assembleia também entra no jogo

A reconfiguração política deve atingir também a Assembleia Legislativa. Lideranças como Erlanio Xavier, Fernando Braide, Othelino Neto, Iracema Vale, Fabiana Vilar e Larissa DP aparecem entre os nomes cotados para disputar vagas na Câmara Federal, enquanto outros parlamentares podem migrar para a ALEMA, alterando a composição da Casa.

Chapas em formação

Enquanto as disputas proporcionais ganham força, os grupos aceleram a montagem das chapas majoritárias. Orleans Brandão (MDB) já confirmou Edivaldo Holanda Júnior (Republicanos) como vice e tem Weverton Rocha (PDT) como primeiro nome ao Senado. Na oposição, Eduardo Braide (PSD) definiu Elaine dos Pneus para a vice e apoia André Fufuca ao Senado.

Já PT, PSOL e Novo ainda trabalham para concluir suas composições. No Novo, Lahesio Bonfim concentrou seu projeto na disputa pelo Senado, onde também se apresenta o ex-senador Roberto Rocha.

Com as convenções partidárias se aproximando, a tendência é de que as eleições de 2026 promovam uma ampla renovação política, redefinindo as bancadas federal e estadual e reconfigurando o cenário de poder no Maranhão.

Blog do Minard