quinta-feira, 30 de julho de 2026

 Inadimplência no Maranhão cresce 4%, diz SPC Brasil

O número de consumidores inadimplentes no Maranhão cresceu 4,0% em junho de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo levantamento do SPC Brasil.

O índice ficou ligeiramente acima da média do Nordeste (3,96%) e abaixo da média nacional (7,55%). Já na comparação entre maio e junho deste ano, o estado registrou redução de 0,24% no número de devedores.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de São Luís, Fábio Ribeiro, os números reforçam a necessidade de fortalecer a educação financeira e incentivar o planejamento do orçamento familiar.

Os dados mostram que cada consumidor negativado no Maranhão devia, em média, R$ 4.336,72, considerando a soma de todas as dívidas. Entre os inadimplentes, 30,61% possuíam débitos de até R$ 500, percentual que chega a 44,22% quando consideradas dívidas de até R$ 1 mil.

Outro dado que chama atenção é o tempo médio de atraso das dívidas no estado, que alcançou 30,4 meses. Além disso, 36,67% dos consumidores permanecem inadimplentes entre um e três anos, evidenciando dificuldades prolongadas para regularizar sua situação financeira.

O levantamento também aponta que o número de dívidas em atraso no Maranhão cresceu 9,75% nos últimos 12 meses, índice superior ao registrado no Nordeste (9,10%) e inferior à média nacional (13,32%). Em relação ao mês anterior, houve redução de 0,59% no volume de dívidas.

Outro indicador relevante mostra que 85,99% dos consumidores negativados no Maranhão são reincidentes, ou seja, já haviam aparecido nos cadastros de inadimplentes nos últimos 12 meses. Em média, esses consumidores voltam a contrair uma nova dívida 73,3 dias após o vencimento da anterior, demonstrando que muitos ainda enfrentam dificuldades para reorganizar a vida financeira.

O perfil dos inadimplentes revela predominância de consumidores entre 30 e 39 anos, faixa que representa 24,8% do total. Na sequência aparecem pessoas de 40 a 49 anos (23,72%) e de 50 a 64 anos (20,44%). As mulheres representam 53,77% dos consumidores negativados, enquanto os homens correspondem a 46,23%. A idade média dos inadimplentes no estado é de 46,4 anos.

Apesar do avanço da inadimplência, o levantamento também traz um sinal positivo.

Nos 12 meses encerrados em junho de 2026, o número de consumidores maranhenses que conseguiram recuperar o crédito cresceu 7,17%, resultado superior ao registrado no Brasil (3,78%), enquanto o Nordeste apresentou retração de 5,45%. O desempenho demonstra que, mesmo diante de um cenário desafiador, muitos consumidores têm buscado renegociar suas dívidas e retomar o acesso ao crédito.