quarta-feira, 9 de setembro de 2026

 “Confiante de que meus filhos estão vivos”, diz mãe dos irmãos de Bacabal


Em conversa com a imprensa nesta quarta-feira, 9, após reunião na superintendência da Polícia Federal, em São Luís, a dona de casa Clarice Cardoso (foto) disse estar confiante de que seus dois filhos, Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estejam vivos.

Eles sumiram do povoado São Sebastião dos Pretos, no município de Bacabal, no dia 4 de janeiro.

Clarice confirmou que uma das crianças achadas na Flórida, nos Estados Unidos, durante uma operação policial de combate ao tráfico humano, tem semelhança com Allan e que serão colhidos material para realização do exame de DNA.

Durante a reunião na PF, com integrantes do Núcleo de Cooperação Internacional da instituição, a dona de casa foi informada que a Interpol irá incluir os irmãos desaparecidos na Difusão Amarela da Organização Internacional de Polícia Criminal.

Trata-se de alerta utilizado pela Interpol para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, incluindo casos em que pode haver necessidade de cooperação entre diferentes países.

A inclusão no sistema, caso seja aprovada, permitirá o compartilhamento de informações com países membros da Organização e poderá contribuir para a investigação caso apareçam elementos que indiquem uma possível saída das crianças do Brasil.

A Polícia Federal confirmou o recebimento da solicitação e explicou que a decisão final sobre a publicação da Difusão Amarela cabe à própria Interpol.

Abaixo, a nota na íntegra da PF:

“A Polícia Federal recebeu, nesta quarta-feira (9/9), solicitação para inclusão de duas crianças desaparecidas em Bacabal/MA, em janeiro de 2026, na Difusão Amarela da Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL). A solicitação foi apresentada pela mãe das crianças, acompanhada de sua advogada, e será analisada pela Polícia Federal, que adotará os procedimentos necessários para eventual encaminhamento à INTERPOL. A Difusão Amarela é um mecanismo da INTERPOL destinado a auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, inclusive em outros países. Após o encaminhamento pela autoridade policial competente, cabe à própria INTERPOL analisar as informações e decidir sobre a publicação e o compartilhamento do alerta com os países membros da organização”.

Blog do Glaucio Ericeira