Julgamento e responsabilidade institucional
| Eduardo Rego |
*Por Eduardo Rego
O julgamento de hoje no STF , nesta data 15 de setembro de 2026, envolvendo a possibilidade de abertura de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, possui relevante dimensão institucional.
Mais do que personalizar o debate, é necessário analisar se existem elementos concretos que justifiquem uma apuraçãop formal.
Investigar não significa condenar, assim como ocupar uma posição de autoridade não pode significar estar acima dos mecanismos de controle.
Em um Estado Democrático de Direito, nenhum agente público deve ser imune à fiscalização, independentemente de sua posição ou influência.
A sociedade espera do Judiciário não apenas decisões juridicamente fundamentadas, mas também transparência, imparcialidade e responsabilidade institucional.
O debate deve superar paixões políticas e concentrar-se nos fatos, nas provas e nas garantias constitucionais.
Ao final, a preservação da democracia depende de instituições fortes, porém igualmente submetidas aos limites estabelecidos pela própria Constituição.
*Eduardo Rego é estudante do curso de Geografia — UEMA/UEMANet | Polo Caxias–MA e diácono da Igreja Assembleia de Deus