sexta-feira, 17 de julho de 2026

 Brandão diz que sofreu pressão para deixar governo e afirma: "Fiquei esperando ser preso" 

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), afirmou nesta quinta-feira (16) que sofreu pressões para renunciar ao comando do Executivo estadual e disputar uma vaga no Senado, mas decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato.

Durante um evento em São Luís, Brandão revelou que pessoas ligadas ao meio político chegaram a afirmar que ele poderia ser preso caso deixasse o governo para concorrer nas eleições de 2026.

Segundo o governador, as supostas ameaças não influenciaram sua decisão, pois tem a consciência tranquila em relação à sua gestão. “Eu fiquei esperando ser preso. Sabe por quê? Porque eu tenho consciência que eu não fiz nada errado. Eu só fiz o bem pra esse Maranhão”, declarou.

A fala ocorre em meio às movimentações políticas para a sucessão estadual e ao cenário de definição das candidaturas para as eleições de 2026.

 Prefeito de Imperatriz trai Brandão e declara apoio a Braide para o Governo


O que já era especulado nos bastidores se confirmou na manhã desta sexta-feira, 17.

O prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), em um vídeo divulgado nas redes sociais, debandou da base do governador Carlos Brandão, que apoia o emedebista Orleans Brandão para sua sucessão, e declarou apoio ao pré-candidato do PSD, Eduardo Braide.

O anúncio aconteceu um dia após o gestor participar ao lado do governador da programação festiva em homenagem aos 174 anos do município e tecer inúmeros elogios ao chefe do Palácio dos Leões pela parceria institucional e investimentos feitos.

Amaral justificou o posicionamento afirmando que tratou-se de uma das decisões mais difíceis desde que assumiu a Prefeitura.

Disse que quem ama Imperatriz não pode pensar somente no agora e em eleição e deve pensar no futuro.

Destacou que Carlos Brandão tem sido um parceiro da cidade, mas afirmou que sua gestão está terminando.

“Depois de pensar muito sobre o que seria melhor para nossa cidade decidi somar forças com alguém que tem experiência e sabe trabalhar”, pontuou.

Eduardo Braide, a pedido do prefeito, fez um compromisso de ampliar os investimentos no município, caso obtenha êxito nas urnas em outubro.

Rildo Amaral é aliado do deputado federal André Fufuca (PP), que também traiu Brandão e seu grupo para aliar-se a Braide e figurar como pré-candidato ao Senado na chapa que será encabeçada pelo ex-prefeito de São Luís.

Em 20224, vale relembrar, após conseguir reeleger-se, Braide foi até Imperatriz declarar apoio a Mariana Carvalho, que iria disputar o segundo turno com Amaral.

Rildo só conseguiu eleger-se graças ao apoio que detinha do Palácio dos Leões.

No entanto, agora, devolveu a gentileza com um golpe de traição.

 Oposição de Caxias intensifica críticas ao Judiciário antes da conclusão de julgamento envolvendo Gentil Neto

Mesmo sem a conclusão do julgamento envolvendo o prefeito Gentil Neto, lideranças e apoiadores da oposição, entre eles o suplente de deputado Paulo Marinho Júnior e o ex-deputado cassado Paulo Marinho, passaram a fazer críticas públicas ao Poder Judiciário e ao relator do processo, manifestando insatisfação antes mesmo da divulgação do resultado final

Mensagens compartilhadas em grupos de WhatsApp e publicações nas redes sociais mostram questionamentos à condução do julgamento, críticas direcionadas aos magistrados e acusações contra a atuação da Justiça. As manifestações ocorreram após o adiamento da sessão, quando ainda não havia decisão definitiva sobre o caso.

Aliados do prefeito avaliam que a postura da oposição demonstra preocupação com o desfecho do processo. Segundo eles, em vez de aguardar a conclusão do julgamento e respeitar o trâmite legal, adversários políticos optaram por intensificar os ataques ao Judiciário e ao relator antes da decisão final do Tribunal.

Ainda de acordo com os apoiadores de Gentil Neto, o prefeito tem mantido uma postura de confiança na Justiça e no devido processo legal, defendendo que o caso seja analisado com imparcialidade, respeito às instituições e observância da legislação, sem interferências políticas.

O julgamento segue pendente de conclusão, e a decisão caberá aos desembargadores responsáveis pelo processo. Até lá, o debate político continua movimentando os bastidores, marcado pelas manifestações da oposição e pela expectativa em torno do resultado final.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

 IPPI é multada em R$ 53 mil após pesquisa com vitória de Braide no 1º turno

A Justiça Eleitoral condenou o Instituto IPPI Pesquisas e Consultoria ao pagamento de multa de R$ 53.205 por irregularidades no registro de uma pesquisa sobre a disputa pelo Governo do Maranhão. O levantamento chegou a ser divulgado nas redes sociais pelo perfil do próprio pré-candidato do PSD, Eduardo Braide, que aparecia com 56,1% dos votos válidos.

A decisão foi proferida pela juíza Manuella Viana dos Santos Faria Ribeiro, após representação apresentada pela Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade. A ação questiona o registro da pesquisa nº MA-03193/2026 e aponta falhas na documentação apresentada pelo instituto.

Ao analisar o caso, a magistrada rejeitou a alegação de que a metodologia utilizada teria sido descrita de forma genérica. Segundo a decisão, o registro informava que o levantamento era quantitativo, realizado por meio de entrevistas pessoais e domiciliares, atendendo aos requisitos mínimos previstos na legislação.

A Justiça, no entanto, constatou que o IPPI não apresentou a declaração exigida do estatístico responsável, com informações sobre o vínculo mantido com a empresa, o compromisso de preservar a documentação auditável e a ciência das sanções aplicáveis em caso de dados falsos ou pesquisa fraudulenta.

De acordo com a sentença, o instituto também deixou transcorrer o prazo adicional de três dias para complementar as informações. Por isso, a pesquisa foi considerada como não registrada, situação que atrai a aplicação da multa prevista na Lei das Eleições.

A magistrada ressaltou que a divulgação de pesquisa em desconformidade com a legislação pode induzir o eleitor a erro e comprometer o equilíbrio da disputa. O valor aplicado corresponde ao mínimo legal. A decisão ainda pode ser objeto de recurso no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão

 TRE-MA anula busca e apreensão contra secretário de Caxias e manda devolver equipamentos

 Corte eleitoral concluiu que a medida foi executada além dos limites estabelecidos pela decisão judicial que atingiu Othon Maranhão

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) anulou uma operação de busca e apreensão realizada contra o secretário municipal de Administração, Finanças, Planejamento e Gestão Fazendária de Caxias, Othon Luiz Machado Maranhão, investigado em procedimento relacionado às eleições municipais de 2024. Com a decisão, a Justiça, finalmente, foi feita para o caso.

A diligência foi realizada em março de 2026, no Aeroporto de Teresina, ocasião em que novos dispositivos eletrônicos foram apreendidos. No entanto, ao analisar o caso, o colegiado do TRE-MA concluiu que a medida foi executada além dos limites estabelecidos pela decisão judicial que autorizava a busca.

O relator do processo, juiz Marcelo Elias Matos e Oka, destacou que a forma como a diligência foi conduzida transformou uma medida excepcional em uma autorização ampla de monitoramento, sem fundamentação concreta que justificasse a ampliação da ação.

Outro ponto considerado pelo tribunal foi o fato de o investigado já ter tido aparelhos eletrônicos apreendidos em outras oportunidades, em outubro de 2024 e agosto de 2025. Para os magistrados, como não foram apresentados elementos novos que justificassem outra apreensão, a medida perdeu sua finalidade específica de obtenção de prova e passou a ter caráter meramente exploratório.

No acórdão, o TRE-MA ressaltou que a produção de provas em investigações criminais deve estar baseada em fatos atuais e devidamente fundamentados. Sem esse requisito, a apreensão de bens é considerada arbitrária.

Com a decisão, o Tribunal determinou a nulidade da busca e apreensão, proibiu a utilização das informações extraídas dos equipamentos recolhidos e ordenou a devolução dos dispositivos ao secretário.

Na avaliação de especialistas em Direito, o julgamento pode servir de referência para futuras investigações eleitorais ao estabelecer limites para buscas sucessivas e sem fatos novos. Segundo essa interpretação, medidas dessa natureza podem caracterizar o chamado fishing expedition – expressão utilizada no meio jurídico para definir uma investigação baseada na busca indiscriminada por provas, sem indícios concretos que a justifiquem.

 Único maranhense pré-candidato a presidente, Hertz Dias ainda não pontuou em pesquisas

Mais uma pesquisa nacional, desta vez a da Quaest, divulgada ontem (15) no plano nacional, trouxe uma notícia nada estimulando para o braço maranhense do PSTU: a exemplo das demais pesquisas, Hertz Dias, pré-candidato do partido a presidente da República, não pontuou.

Traduzindo, para que não reste dúvida: nenhum dos mais de mil eleitores ouvidos em 80 cidades brasileiras manifestou a intenção de votar no pré-candidato do PSTU.

Professor da rede estadual de ensino e ativista cultural, com forte atuação no movimento hip hop, Hertz Dias não é um neófito em desafios eleitorais, uma vez que já participou de duas experiências eleitorais, uma para governador e outra para prefeito de São Luís.

O mesmo está acontecendo com o servidor público e professor Saulo Arcangeli, pré-candidato a governador do Maranhão pelo PSTU. Também veterano de outras eleições, ele repete o colega no plano nacional. Sua maior pontuação em pesquisas até agora foi de 1%.

Militantes da chamada extrema-esquerda, Hertz Dias e Saulo Arcangeli fazem parte de uma hoje reduzida legião de sonhadores que ainda pregam que a propriedade é um roubo e acreditam piamente numa revolução que resultará na ditadura do proletariado.  

Repórter Tempo

 “Se teve traição foi do lado de lá”, diz Orleans sobre lealdade de aliados políticos

O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), partiu para cima de ex-aliados políticos que decidiram mudar de lado durante a pré-campanha eleitoral de 2026.

Durante encontro com prefeitos, lideranças políticas e autoridades da Região Tocantina, realizado em Imperatriz, o pré-candidato ao Governo do Maranhão pela base governista, afirmou o grupo político liderado por Carlos Brandão (MDB) manteve uma relação de parceria com os municípios ao longo dos últimos anos, ressaltando o trabalho conjunto desenvolvido em diversas regiões do estado. Segundo ele, a atuação do governo foi pautada pelo compromisso com as cidades e pela valorização das lideranças locais.

Ao abordar o cenário político, o emedebista também fez referência à lealdade dentro do grupo governista. “Passamos quatro anos trabalhando, ajudando todos, porque acreditamos nas pessoas. E se teve traição, não foi do lado aqui”, declarou, em recado direcionado ao contexto das articulações políticas para as eleições de 2026.

A fala foi interpretada como um recado ao prefeito Rildo Amaral (PP), cujas movimentações sugerem um rompimento com o grupo governista.