domingo, 27 de setembro de 2026

 Brandão volta a apontar possibilidade de vitória de Orleans no primeiro turno

Blog do Gláucio Ericeira

Em agenda política na cidade de Codó, na noite deste último sábado, 26, o governador Carlos Brandão (MDB) mostrou confiança e disse acreditar na possibilidade do seu candidato, o também emedebista Orleans Brandão, vencer a disputa pelo Governo ainda no primeiro turno.

Para o chefe do Palácio dos Leões, seu grupo é muito grande e detém forças para “ira atrás” do que ele apontou de 15% de eleitores que ainda estão indecisos.

Brandão lembrou que em 2022, quando ele conseguiu renovar o mandato no primeiro turno, ele estava atrás do seu principal concorrente justamente 15%.

“Nós temos um grupo muito grande. Basta a gente ir atrás do voto. 15% de indeciso. Com certeza, na hora que nosso grupo, nossos amigos, forem para o campo, a gente vai trazer pelo menos 10% e vamos ganhar no primeiro turno. A minha eleição foi assim. Eu estava 15% atrás. E aí começamos a trabalhar nos últimos 15 dias e foi uma virada total. Nós estamos aí numa situação um pouco a frente do candidato [Braide], mas se a gente for para cima eu não tenho dúvida de nós vamos ganhar no primeiro turno”, cravou.

  

 Rejeição ao STF atinge recorde de 47%, aponta Datafolha

A desaprovação ao trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou 47% em setembro.deste ano, o maior índice registrado desde o início da série histórica do Datafolha, em 2019. O resultado representa uma alta de sete pontos percentuais em relação a maio, quando 40% dos entrevistados avaliavam a atuação da Corte como ruim ou péssima.

Segundo a pesquisa, 18% consideram o trabalho do Supremo ótimo ou bom, enquanto 31% o classificam como regular. Outros 4% não souberam responder.

O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026, também mostra diferenças na avaliação conforme a preferência dos eleitores na disputa presidencial.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 69% classificam o trabalho do STF como ruim ou péssimo e apenas 6% o consideram ótimo ou bom. No grupo que declara voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 24% desaprovam a Corte, enquanto 32% avaliam sua atuação positivamente.

O Datafolha também questionou os entrevistados sobre práticas envolvendo ministros do Supremo. Para 88%, é inaceitável que um magistrado participe do julgamento de processos nos quais um parente direto atue como advogado de uma das partes.

Outros 85% rejeitam a participação de ministros em palestras, congressos ou eventos patrocinados por empresas com ações pendentes de julgamento no tribunal.

A pesquisa aponta ainda que 82% dos entrevistados reprovam decisões do STF que possam beneficiar ou prejudicar candidatos durante o período eleitoral.

 Juiz nega suspensão de 132 perfis ligados à campanha de Orleans e manda Instagram fornecer dados


O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) negou, neste sábado (26), um pedido para suspender 132 perfis do Instagram apontados como integrantes de uma rede de comunicação em apoio às candidaturas de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Maranhão e de Edivaldo Holanda Júnior (sem partido) a vice-governador.

A decisão foi proferida pelo juiz Rubem Lima de Paula Filho, que deferiu apenas parcialmente uma tutela de urgência solicitada pela coligação Brasil Justo, Maranhão Grande.

A coligação sustentou que os perfis atuariam de maneira coordenada, com nomes e elementos visuais semelhantes, compartilhamento de vídeos, legendas e artes e publicação de materiais em horários próximos aos das contas oficiais da campanha. A ação também relacionou 991 publicações divulgadas durante o período eleitoral.

Apesar de reconhecer a existência de indícios relevantes de atuação coordenada, o magistrado considerou que ainda não há elementos suficientes para atribuir a administração das contas aos candidatos ou à coligação adversária. Segundo a decisão, alguns dos perfis podem ser mantidos por pessoas que manifestam apoio por iniciativa própria.

Com esse entendimento, o juiz rejeitou, por enquanto, a suspensão coletiva dos 132 perfis, a proibição genérica de novas publicações e a retirada conjunta das 991 postagens. O magistrado ressaltou que a adoção dessas medidas depende da comprovação individualizada das irregularidades e do vínculo dos administradores com a campanha.

Por outro lado, o TRE-MA determinou que a Meta, responsável pelo Instagram, preserve os conteúdos publicados nas 132 contas desde 16 de agosto de 2026, assim como os metadados das publicações e os registros referentes à criação dos perfis. A empresa terá 48 horas, após ser intimada, para confirmar o cumprimento da ordem.

A plataforma também deverá fornecer, sob sigilo, informações cadastrais referentes a 107 dos perfis. Entre os dados solicitados estão nome cadastrado, e-mails, telefones, data e horário de criação das contas e endereço de IP utilizado na abertura dos perfis.

Em relação às outras 25 contas, o fornecimento das informações será analisado posteriormente, após a apresentação de provas mais específicas sobre a atividade de cada uma delas.

Orleans Brandão e Edivaldo Holanda Júnior foram citados para apresentar defesa no prazo de dois dias. Depois da resposta do Instagram e da identificação dos administradores, a Justiça Eleitoral poderá reavaliar o pedido de suspensão dos perfis e de remoção das publicações.

Blog do Gilberto Leda 

 ENTRE A URNA E A ESCOLHA: O ELEITOR ESTÁ TENDO VOZ PARA DECIDIR?

Por: Eduardo Rego


As eleições gerais de 2026 colocam diante da sociedade brasileira uma questão que vai além da própria urna: quais condições estão sendo oferecidas ao cidadão para conhecer as diferentes propostas e compreender o que está em disputa? Em um processo que envolve a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados, a participação democrática exige mais do que a presença no dia da votação. Exige acesso a informações, pluralidade de posições e espaço para o debate público.

O confronto de ideias possui importância porque permite observar argumentos, prioridades e diferentes formas de interpretar os problemas nacionais. Quando esses espaços são reduzidos, o eleitor passa a depender ainda mais de entrevistas, programas de governo, sabatinas, veículos de comunicação e redes sociais para construir sua própria compreensão. A questão central, portanto, não é apenas quanto conteúdo circula, mas qual é a qualidade das condições disponíveis para compreendê-lo.

Pela perspectiva da Geografia Política, as eleições também representam disputas sobre a organização do território e sobre as prioridades do Estado. Educação, saúde, infraestrutura, emprego, mobilidade e desenvolvimento regional não produzem os mesmos efeitos em todas as partes do país. As decisões políticas alcançam territórios diferentes e afetam populações que vivem realidades sociais, econômicas e espaciais distintas.

Nesse ponto, as desigualdades socioespaciais tornam-se fundamentais. O acesso à internet, aos meios de comunicação, à educação e a diferentes fontes de conhecimento não ocorre de maneira homogênea. Existem diferenças concretas nas possibilidades de participação no debate público. Assim, a democracia eleitoral também precisa ser observada a partir das condições territoriais que permitem — ou dificultam — a participação cidadã.

As redes sociais ampliaram o alcance da comunicação política, mas também tornaram a circulação de conteúdos mais veloz e fragmentada. Notícias, opiniões, propaganda e conteúdos sem comprovação podem ocupar o mesmo espaço. Nesse ambiente, torna-se fundamental verificar fontes, compreender contextos e distinguir fatos de interpretações. Ter acesso a uma tela não significa, automaticamente, ter acesso qualificado ao conhecimento.

Essa realidade pode repercutir na formação da decisão eleitoral. O cidadão precisa ir além das mensagens de campanha e procurar compreender propostas, prioridades e possíveis impactos das decisões políticas. Não se trata de escolher a partir de slogans ou personagens, mas de reconhecer que cada projeto apresentado nas eleições possui implicações que podem alcançar diferentes grupos sociais e diferentes partes do território brasileiro.

A Geografia nos lembra que a política não termina na urna. As decisões tomadas nas instituições se materializam nas cidades, nos municípios, nas regiões e no cotidiano das comunidades. Uma decisão nacional pode produzir efeitos distintos conforme as características de cada território. Por isso, compreender uma eleição também significa compreender quais caminhos estão sendo apresentados para o país e como eles podem repercutir sobre a sociedade e o espaço geográfico.

E aqui fica a provocação: antes de apertar os botões da urna, estamos realmente conhecendo aquilo que estamos escolhendo? Essa pergunta não pertence a um partido, a um candidato ou a uma ideologia. Pertence ao cidadão. Leia, questione, procure diferentes fontes, observe as propostas e pense nas consequências para além da campanha. O voto é individual, mas seus efeitos alcançam toda a sociedade. Antes de escolher um nome, compreenda o que está em jogo.

Eduardo Rego

Geografia - UEMA - uemanet- Polo Caxias Ma/ UAB