segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Clodomir Rocha agradece aos sotenses e destaca apoio a Braide: “Uma luta feita com coragem e ao lado do povo”


O resultado das urnas no Maranhão marcou a eleição do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, para o Governo do Estado no primeiro turno, com 54,03% dos votos válidos, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. 

Em São João do Sóter, o resultado também representa, para o ex-prefeito e liderança política Clodomir Rocha, o reconhecimento de uma caminhada que, segundo ele, foi construída sem o apoio da estrutura da atual administração municipal.

Clodomir decidiu abraçar a candidatura de Braide e levar sua mensagem aos sotenses, assumindo publicamente uma posição política em favor da candidatura ao Palácio dos Leões do ex-prefeito de São Luís.

Para o lider político sotense, enfrentar uma disputa sem o respaldo da estrutura política que hoje administra o município não significava desistir. Ao contrário: significava defender aquilo em que acreditava.

“Eu escolhi estar ao lado do povo”

Na avaliação de Clodomir, os 3.074 votos destinados a Braide em São João do Sóter, número destacado na peça de agradecimento, representam mais do que uma quantidade de votos: simbolizam, em sua leitura, a manifestação de uma parcela da população que deseja mudanças e novas perspectivas para o município.

Para ele, os sotenses enfrentam dificuldades que precisam ser enfrentadas com políticas públicas, investimentos e maior atenção do Governo do Estado. A expectativa, agora, é que a nova administração estadual possa estabelecer um diálogo mais próximo com o município e contribuir para enfrentar os problemas que afetam a população.

Um agradecimento ao povo sotense

Ao agradecer os 3.074 votos destinados a Braide, Clodomir reconhece aqueles que caminharam ao seu lado durante a campanha.

“Agradeço a cada sotense que acreditou, que ouviu nossa mensagem e que caminhou conosco. Fizemos essa luta com coragem, mesmo sem a estrutura da máquina pública. Tivemos aquilo que considero mais importante: a confiança e a participação do povo.”

A eleição de Braide abre agora uma nova etapa na política maranhense. Para Clodomir, fica a expectativa de que o novo governador tenha um olhar especial para os municípios e que São João do Sóter possa ser incluído nessa agenda de desenvolvimento.

A mensagem que fica, segundo Clodomir, é de esperança: a esperança de um Maranhão que avance e de um São João do Sóter que seja visto, ouvido e respeitado.

Obrigado, povo sotense.

3.074 votos. Uma demonstração de participação, confiança e esperança.

 Camarão diz que vai liderar segundo turno da campanha de Lula no MA

Candidato do PT ao Governo do Maranhão, Felipe Camarão, que ficou em terceiro lugar na disputa local neste domingo (4), anunciou que vai liderar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado durante o segundo turno da eleição presidencial.

Segundo Camarão, Lula já o convocou para uma reunião na tarde desta segunda-feira (5), em Brasília.

“O presidente Lula já me convocou e amanhã estarei em reunião com ele pela tarde em Brasília. Terei a alegria de liderar sua campanha neste segundo turno no Maranhão. E VENCEREMOS!”, declarou.

Na manifestação após o resultado das urnas, o petista também fez uma referência à lealdade em momentos de dificuldade, sem citar nomes.

“Na hora da dificuldade que conhecemos as verdadeiras pessoas leais”, afirmou.

domingo, 4 de outubro de 2026

 Veja quem são os 42 deputados estaduais eleitos no Maranhão

Daniella reeleita para um 3° mandato de deputada estadual 

O Maranhão elegeu seus novos 42 deputados com uma grande renovação na Assembleia Legislativa. A primeira-dama de Paço do Lumiar, Maedja Campos, foi a deputada mais votada do estado.

O MDB fez uma gigantesca bancada de 17 parlamentares. O PL foi o segundo que mais elegeu parlamentares com 7 representantes.

Confira a lista dos eleitos:

MDB – Gleydson Rezende, Vanessa Marreca, Bruna Pessoa, Daniella, Tiago Fernandes, Abigail Cunha, Antônio Pereira, Davi Brandão, Ivo Rezende, Florêncio Neto, Rui Jorge, Túlio Rezende, Neto Evangelista, Nagib, Ariston, Claudia Coutinho e Júnior Viana

PL – Detinha, Josimar, Aluísio Santos, Ulisses Gonçalves, Segundo, Solange Almeida e Claudio Cunha

Republicanos – André Campos, Eric Costa, Catulé Júnior e Júnior Cascaria

PSD – Douglas Pinto, Paula Prata, Dino do Aldenora Bello e Júnior Vieira

PDT – Maedja Campos, João Igor e Cid Costa

Federação PT/PCdoB/PV – Cricielle e Luanna Rezende

Federação União/PP – Paulo Casé e Natália do Júnior Garimpeiro

PSB – Marcos Miranda Júnior e Leandro Bello

Federação PRD/SDD – Leonardo Sá

 Confira os deputados federais eleitos no Maranhão

Amanda Gentil foi reeleita deputada federal

Com 99,20% das urnas apuradas, a eleição do Maranhão não muda mais para deputado federal. Os poderosos MDB e PL elegeram a maioria dos deputados federais do estado.

Nomes muito cotados como Fernando Braide (PSB), Othelino Neto (PSB) e Duarte Júnior (Avante) ficaram fora.

Confira a lista dos eleitos:

MDB – Vinicius Ferro, Iracema Vale, Larissa DP, Hildo Rocha e Júnior Lourenço

PL – Fabiana, Aldir Jr, Mariana Carvalho e Dr Orlando

União/PP – Pedro Lucas, Amanda Gentil e Josivaldo JP

PT/PCdoB/PV – Rubens Júnior e Marcio Jerry

PDT – Erlânio Xavier Republicanos – Aluísio Mendes

PSDB/Cidadania – Juscelino Filho

PRD/Solidariedade – Marreca Filho

 Braide é eleito governador do Maranhão no 1° turno; Fufuca e Lahesio para o Senado


Eduardo Braide (PSD) foi eleito governador do Maranhão no primeiro turno neste domingo (4), enquanto André (PP) e Lahesio Bonfim (Novo) conquistaram as duas vagas do estado no Senado. Com 97,51% das seções apuradas, os três já apareciam como eleitos no painel de resultados.

Na disputa pelo governo, Braide somava 2.057.997 votos, equivalentes a 54,20% dos votos válidos às 21h. Orleans Brandão (MDB) ocupava a segunda posição, com 1.313.399 votos, ou 34,59%. A diferença entre os dois era de 744.598 votos.

Felipe Camarão (PT) aparecia em terceiro lugar, com 363.806 votos, correspondentes a 9,58%. Roberto Rocha (PRTB) registrava 48.322 votos, ou 1,27%, seguido por André Luís (Missão), com 7.769 votos, equivalentes a 0,20%.

Para o Senado, Fufuca liderava a apuração com 1.493.887 votos, ou 21,46%. Lahesio Bonfim vinha na sequência, com 1.442.679 votos, correspondentes a 20,72%, garantindo a segunda vaga.

Roseana Sarney (MDB) estava em terceiro lugar, com 1.135.116 votos, ou 16,30%. Os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT) ficaram fora das duas vagas em disputa: Weverton registrava 1.052.847 votos, equivalentes a 15,12%, enquanto Eliziane tinha 677.495 votos, ou 9,73%.

 O VOTO QUE REDESENHA O PODER

Uma leitura geográfica sobre território, representação e poder político


Por Eduardo Rego

Chegou o momento em que o eleitor deixa de apenas acompanhar a política e passa a definir, pela urna, quem receberá o poder para governar o Brasil. A eleição presidencial ocupa o centro das atenções porque está em jogo a escolha de quem conduzirá o Executivo nacional pelos próximos quatro anos. Mas essa decisão não acontece isoladamente: no mesmo processo eleitoral, o eleitor também escolherá governadores, senadores e deputados federais e estaduais.

A eleição presidencial ocorre em um cenário particularmente significativo, marcado por diferentes projetos políticos, estratégias de campanha e pela ausência do debate presidencial que estava previsto para 1º de outubro. O cancelamento ocorreu após desistências de candidatos e decisões judiciais que alteraram as condições inicialmente estabelecidas para o programa.

Mais do que uma disputa entre nomes, a eleição presidencial representa uma escolha sobre diferentes projetos de governo e perspectivas para o país. Por isso, compreender o processo exige olhar para além da propaganda, das declarações de campanha e da polarização que frequentemente domina o debate público.

Também é possível compreender a eleição por uma perspectiva geográfica: o poder político se organiza no território e produz efeitos diferentes sobre as regiões, estados, cidades e populações. As escolhas realizadas nas urnas ajudam a definir quem terá capacidade de formular políticas públicas e administrar recursos que alcançam diferentes partes do território brasileiro.

Ao mesmo tempo, o jogo político brasileiro não termina na Presidência. Senado, Câmara dos Deputados, governos estaduais e Assembleias Legislativas formam uma estrutura de poder na qual diferentes forças políticas dialogam, divergem e negociam. A composição dessas instituições será parte fundamental da dinâmica política dos próximos anos.

É nesse ponto que o eleitor assume papel central. Votar é transformar opinião em representação política. Para isso, conhecer propostas, trajetórias e posições dos candidatos permite que a escolha seja feita com maior consciência e coerência, sem reduzir a eleição a uma disputa meramente emocional.

O voto é secreto, livre e individual, mas seus efeitos alcançam toda a sociedade. Por isso, participar do processo eleitoral significa também compreender o peso da decisão tomada diante da urna.

Hoje, o Brasil não escolhe apenas nomes. Escolhe representantes e define parte da configuração do poder que conduzirá o país. A urna registra a escolha de cada cidadão; o território revela onde essas escolhas se distribuem; e a democracia transforma o conjunto delas em poder público.

Eduardo Rego

Acadêmico de Geografia 

UEMA- uemanet- Polo Caxias Ma 

UAB

sábado, 3 de outubro de 2026

Pesquisa IPPI aponta Braide com 47,1% e Orleans com 27,3%


O IPPI Pesquisas e Consultoria/Café Quente Podcast divulgou os últimos números antes da eleição para o Governo do Maranhão.

Segundo os dados, Eduardo Braide (PSD) aparece na liderança da disputa, com 47,1% das intenções de voto no cenário estimulado. Na sequência aparecem Orleans Brandão (MDB), com 27,3%; Felipe Camarão (PT), com 7,3%; e Roberto Rocha (PRTB), com 2,4%.

Entre os demais candidatos, André Luís (Missão) registra 0,4%; Reginaldo Lima (PCB), 0,3%; Saulo Arcangeli (PSTU), 0,2%; e Dimas Cassimiro (PCO), 0,1%.

O levantamento aponta ainda 5,4% de votos em branco, nulos ou nenhum dos candidatos, enquanto 9,5% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Considerando apenas os votos válidos, cálculo que exclui brancos, nulos e indecisos, Eduardo Braide aparece com 55,4%.

Orleans Brandão registra 32,1%, seguido por Felipe Camarão, com 8,6%, e Roberto Rocha, com 2,8%.

Os demais candidatos aparecem com percentuais inferiores a 1%: André Luís tem 0,5%; Reginaldo Lima, 0,3%; Saulo Arcangeli, 0,2%; e Dimas Cassimiro, 0,1%.

A base utilizada para o cálculo dos votos válidos foi de 1.277 entrevistados.

Pela metodologia eleitoral, os votos válidos são a referência utilizada na apuração dos resultados. No levantamento, Braide aparece acima da marca de 50% nesse recorte.

Braide amplia vantagem na 7ª onda

A série histórica apresentada pelo IPPI mostra crescimento de Eduardo Braide entre a sexta e a sétima onda da pesquisa.

No voto estimulado, Braide passou de 44,5% na sexta rodada para 47,1% na sétima, uma variação de 2,6 pontos percentuais.

Orleans Brandão oscilou de 27,8% para 27,3%. Felipe Camarão passou de 7,7% para 7,3%, enquanto Roberto Rocha caiu de 3,8% para 2,4%.

A evolução apresentada pelo instituto considera sete rodadas realizadas entre maio e outubro de 2026.

Nos votos válidos, Braide também apresentou crescimento: saiu de 51,7% na sexta onda para 55,4% na sétima. Orleans passou de 32,3% para 32,1%; Camarão, de 9% para 8,6%; e Roberto Rocha, de 4,4% para 2,8%.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Braide também aparece na primeira posição, com 37,4%.

Orleans Brandão registra 16,7%, Felipe Camarão, 2,8%, e Roberto Rocha, 0,5%.

Outros nomes somam 2,3%, enquanto 5,1% responderam nenhum, branco ou nulo e 35,1% não souberam ou não responderam

Rejeição

No quesito rejeição, quando o entrevistado indica em quem não votaria, Orleans Brandão aparece com 22,7%, seguido por Felipe Camarão, com 8,5%, Roberto Rocha e Eduardo Braide, ambos com 7,1%.

André Luís registra 3,7% e Dimas Cassimiro, 2,5%. O levantamento aponta ainda que 23,5% disseram não rejeitar nenhum candidato, enquanto 21,3% não souberam ou não responderam.

Expectativa de vitória

A pesquisa também perguntou aos entrevistados, independentemente do candidato escolhido, quem eles acreditam que vencerá a eleição.

Eduardo Braide foi citado por 50,8%, enquanto Orleans Brandão aparece com 20,9%. Felipe Camarão registra 2,5%; Roberto Rocha, 0,8%; e André Luís, 0,3%. Outros 24,3% não souberam ou não responderam.

Na disputa pelas duas vagas do Maranhão no Senado Federal, a pesquisa IPPI/Café Quente mostra Roseana Sarney (MDB) na liderança, com 34,2%, considerando a soma do primeiro e do segundo voto.

Na sequência aparece Fufuca (PP), com 31,9%. Lahesio Bonfim (Novo) registra 21,1%, seguido por Weverton Rocha (PDT), com 20,6%, e Eliziane Gama (PT), com 16,7%.

Também aparecem no levantamento Cidônio Gonçalves (PL), com 6,1%; Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza), com 4,3%; Raimundo Moreira (PCB), com 2%; Wilson Leite (PSTU), com 1,8%; Simplício Araújo (DC), com 1,3%; e Enilton Rodrigues (PSOL), com 1,2%.

A pesquisa registra ainda 32,5% de não souberam ou não responderam e 26% de nenhum, branco ou nulo.

Os percentuais correspondem à soma do primeiro e do segundo voto, já que cada eleitor maranhense escolherá dois candidatos ao Senado. Por isso, a soma dos percentuais do levantamento chega a 200%.

No detalhamento por voto, Roseana aparece com 22,3% no primeiro voto e 11,9% no segundo, totalizando 34,2%. Fufuca tem 20,5% no primeiro e 11,4% no segundo, chegando a 31,9%. Lahesio soma 13% no primeiro voto e 8,1% no segundo, enquanto Weverton registra 9,1% e 11,5%, respectivamente.

Metodologia

A 7ª onda da pesquisa IPPI foi realizada em parceria com o Café Quente Podcast, com 1.500 entrevistas distribuídas por 80 municípios maranhenses.

A coleta ocorreu entre 27 de setembro e 1º de outubro de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MA-08460/2026.

A distribuição da amostra contemplou as cinco mesorregiões do Maranhão, com entrevistas no Norte, Oeste, Leste, Centro e Sul do Estado.

Com os números da 7ª onda, o levantamento coloca Braide na liderança tanto no cenário estimulado quanto no recorte de votos válidos, enquanto Orleans Brandão aparece em segundo lugar.