domingo, 16 de agosto de 2026

Quem planta o Maranhão também planta igualdade


Carlos Brandão

Governador

O Maranhão nos encanta todos os dias. É só olharmos para um nascer do sol, para a beleza de seus rios, para a magia de sua cultura tão diversa ou para sua natureza exuberante.

Mas, de uma forma muito sincera, o que mais me impressiona são as pessoas. Em cada canto, em cada cidade, encontramos maranhenses dispostos a buscar sempre um dia melhor.

A nos receber, nos abraçar com um sorriso largo e verdadeiro. E não estou falando isso por ser um governante. Minha impressão é como cidadão. Até porque é o que ouvimos – também – de quem chega por aqui.

Esta semana, tivemos mais uma boa prova disso, durante a 4ª Feira Maranhense da Agricultura Familiar, realizada em São Luís. Bastou caminharmos entre as bancas, observar os produtos e conversar com quem veio de diferentes regiões do Maranhão para perceber que, por trás de um saco de farinha, de uma fruta, de uma hortaliça, de um queijo, de um pescado ou de uma peça de artesanato, existe muito trabalho, muita dedicação.

A Femaf é, antes de tudo, um espaço para valorizar esse trabalho. Mas também é lugar de negócios, conhecimento, tecnologia e oportunidades. Em suas três primeiras edições, recebeu mais de 75 mil visitantes, reuniu produtores de 140 municípios e movimentou mais de R$ 4 milhões em negócios diretos.

Mas os números dizem ainda mais quando olhamos para o que acontece depois que o produto sai da banca e o dinheiro chega à mão de quem produziu. Afinal, o pequeno produtor não trabalha apenas para garantir o sustento da sua família.

Quando consegue produzir mais e encontrar mercado para sua produção, ele movimenta o comércio local, compra insumos, contrata serviços e ajuda a gerar renda na própria comunidade. É uma atividade que começa na propriedade rural, mas seus efeitos chegam a toda a economia do município.

Para transformar essa disposição para trabalhar em melhores condições de produção e de renda, nosso governo tem atuado com ações de crédito, assistência técnica, capacitação, equipamentos e apoio à comercialização.

O Tempo de Semear, por exemplo, oferece R$ 2 mil por beneficiário para a compra de sementes, insumos e equipamentos. O Procaf fortalece a compra direta da produção local. Só este ano, já entregamos para pequenos produtores 5.120 kits e equipamentos – entre roçadeiras, motores de rabeta, caixas de feira, kits de irrigação e forrageiras.

A Femaf aproxima produtor e consumidor, apresenta novas tecnologias, oferece capacitação e permite que agricultores conheçam políticas públicas e oportunidades que podem fazer diferença no dia a dia.

Pensando nisso, aproveitamos a feira para lançar, no Maranhão, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que amplia esse cenário. São R$ 85,2 bilhões previstos para operações de crédito do Pronaf, com condições diferenciadas para a produção de alimentos, a agroecologia e a sociobiodiversidade.

De uma coisa podemos ter certeza: fortalecer a agricultura familiar não é apenas uma política para o campo. É uma forma de também fortalecer os municípios e criar novas oportunidades em todo o Maranhão.

Afinal, cada agricultor que melhora sua produção, encontra novos mercados e consegue aumentar sua renda contribui para a própria família, mas também para a economia da comunidade onde vive.

A todos que organizaram, aos que trouxeram o que produzem e também aos visitantes, deixamos nossa gratidão e a certeza de que continuaremos fortalecendo e ampliando a Femaf.

Afinal de contas, a feira não é apenas sobre aquilo que o Maranhão produz. É, essencialmente, sobre as pessoas que fazem essa produção acontecer.