segunda-feira, 26 de outubro de 2026

 Apoio de Lahésio não converte voto para Flávio no Maranhão

Senador garantiu a vitória nas urnas com o apoio de uma parcela significativa do eleitorado de Lula, e o 2º turno no estado comprovou isso mais uma vez.

Lahésio prometeu a Flávio apoio de mais de 50
prefeitos no MA, mas presidenciável saiu com
votação menor

Em um colégio eleitoral do porte do Maranhão, com mais de 5,1 milhões de votantes, o senador eleito Lahésio Bonfim (Novo), seria capaz de, em 2026, presentear seu candidato preferido com mais de 400 mil votos. Contudo, há um problema: Bonfim mostrou–se incapaz de influenciar o voto do eleitorado maranhense. A explicação é óbvia. Entenda:

No dia 6 deste mês, o jornalista Isaías Rocha mostrou no seu blog que o senador eleito pelo Novo só conquistou a vaga graças ao apoio de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com os quais não consegue dialogar. Mas, afinal, como ele conseguiu o voto lulista sendo bolsonarista? A explicação está na neutralidade do governador eleito Eduardo Braide (PSD), que abriu espaço para essa aproximação e permitiu que a postura ideológica ficasse em segundo plano.

O voto ‘Lahésio’

No primeiro turno das eleições de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 1.239.040 votos no Maranhão, número menor do que o obtido por Lahésio, que conquistou 1.471.859 votos. Isso representou uma diferença de 232.819 votos a mais em comparação ao presidenciável do PL.

Por sua vez, Lula recebeu 2.566.301 votos, que correspondem a 63,99%, enquanto o filho de Bolsonaro obteve 1.239.040 votos, ou 30,90%. O comportamento dos eleitores nos municípios maranhenses confirmou a tendência do voto ‘Luhésio’, identificada nas pesquisas eleitorais deste ano e também no pleito de 2022, quando o senador eleito ficou em segundo lugar na disputa para governador.

A promessa

No último dia 7, após confirmar a vitória nas urnas, Lahésio Bonfim oficializou sua adesão à campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. O anúncio ocorreu durante uma reunião realizada em Brasília, onde o maranhense reafirmou seu alinhamento com a pauta do presidenciável para o segundo turno das eleições.

Durante o encontro, Lahésio destacou que o apoio não é apenas pessoal, mas contava com uma articulação política robusta voltada ao estado. Lahésio Bonfim falava em coordenar uma força-tarefa com mais de 50 prefeitos. A meta, segundo ele, era chegar a 100 gestores engajados. A projeção visava ampliar a votação do presidenciável do PL no estado.

A decepção

Hoje, três semanas depois, a votação de Flávio caiu e ele perdeu mais de 10 mil votos, no momento em que entrou no segundo turno com ‘força total’ em território maranhense. O movimento de Lahésio seguiu a tendência de outros nomes da política regional que também declararam apoio ao candidato do PL, buscando fortalecer a base eleitoral no Nordeste. O resultado prático, contudo, não se concretizou em votos nas urnas.

O desafio

Sem o apoio de Lahesio no primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 1.239.040 votos no Maranhão. No segundo turno, porém, mesmo com a adesão do senador eleito, o candidato caiu para 1.229.505 votos. O cenário indica que o senador do Novo encontrou dificuldades para atuar como cabo eleitoral e pode enfrentar desafios para manter sua trajetória política ao se posicionar mais à direita em um estado de maioria progressista.

Fonte: Blog do Isaias Rocha