Orleans reúne multidão e reforça compromissos no Baixo Parnaíba
![]() |
![]() |
Orleans reúne multidão e reforça compromissos no Baixo Parnaíba
![]() |
![]() |
QUANDO O SAGRADO ENTRA NA DISPUTA PELO VOTO
Identidade, poder e os limites da pauta eleitoral
Quando o sagrado entra na disputa pelo voto, a política deixa de trabalhar apenas com propostas e passa a dialogar com símbolos capazes de mobilizar memórias, identidades e sentimentos coletivos. A controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida mostra como um símbolo profundamente presente na cultura brasileira pode ser incorporado ao debate eleitoral e transformado em elemento de disputa política
A questão central não está na presença de convicções religiosas no espaço público, algo legítimo em uma sociedade democrática. O problema surge quando símbolos de forte significado coletivo são utilizados para pressionar escolhas, espalhar informações falsas, produzir medo ou substituir argumentos por identificação emocional
A Geografia contribui para compreender esse fenômeno porque o espaço social também é construído por pertencimento, memória, identidade e relações de poder. Igrejas, santuários, celebrações, manifestações culturais e espaços comunitários fazem parte da organização do território e da experiência cotidiana de diferentes grupos
Esse processo também envolve as igrejas protestantes e evangélicas, que possuem presença expressiva na sociedade brasileira e participam da vida pública por meio de fiéis, lideranças e representantes políticos. Essa participação integra o pluralismo democrático e não deve ser confundida com qualquer tentativa de controle sobre a decisão individual. O limite está no uso da autoridade religiosa para constranger escolhas ou apresentar determinada posição política como obrigação de consciência
As redes sociais ampliam essa dinâmica. Uma mensagem associada a um símbolo religioso pode alcançar milhares de pessoas em poucos minutos, principalmente quando provoca medo, indignação ou sensação de ameaça. Nesse ambiente, verificar fontes, conferir informações e distinguir fatos de interpretações tornou-se uma responsabilidade fundamental do cidadão
A escolha eleitoral também envolve questões concretas que afetam diretamente a população como educação, saúde, emprego, renda, segurança, infraestrutura e desigualdades regionais. Identidade e convicções pessoais fazem parte da realidade social, mas não substituem a análise das condições do país e das propostas apresentadas
Transformar uma eleição em uma disputa entre aqueles que supostamente defendem determinados valores e aqueles que supostamente os ameaçam reduz a complexidade da sociedade brasileira. O país é marcado pela diversidade de tradições religiosas, manifestações culturais e pessoas sem religião. Essa pluralidade precisa encontrar espaço dentro do processo democrático
Quando o símbolo substitui o argumento
Na reta final da campanha, é preciso atenção ao conteúdo que circula nas redes sociais, nos grupos de mensagens e nos espaços comunitários. Um símbolo pode carregar enorme força emocional, mas isso não transforma automaticamente uma afirmação em verdade
Antes de compartilhar, verifique
Antes de reagir, compreenda
Antes de votar, analise
Uma democracia plural não exige que o cidadão abandone suas convicções para participar da política. Exige que diferentes convicções possam coexistir com liberdade, informação e respeito à autonomia individual
O sagrado pode ocupar o espaço público, mas não deve ser convertido em instrumento de pressão eleitoral. A decisão pertence ao cidadão e precisa ser construída a partir da consciência, da informação e da análise da realidade
No voto, não entregue sua consciência ao discurso de ninguém. Questione, compare, verifique e decida por você
E você, leitor, está analisando os fatos ou apenas reagindo aos símbolos que eles carregam?
Por Eduardo Rego
Geografia UEMA-uemanet/ UAB
Prefeito de Fortuna nega apoio a Braide e reafirma voto em Orleans
Ao lado de sete dos dez vereadores do município, Sebastião reafirmou apoio a Orleans Brandão (MDB).
“Eu tenho um lado. Quem me conhece sabe que eu não mudo. (…) Até o dia 4 de outubro a nossa eleição é com Orleans Brandão”, declarou.
O prefeito também confirmou apoio a Weverton Rocha (PDT) e Hilton Gonçalo (Mobiliza) para o Senado, além de Cid Costa (PDT) para deputado estadual e Erlanio Xavier (PDT) para deputado federal.
TCE-MA aponta possível desvio de recursos e manda apurar dano aos cofres de Afonso Cunha
O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) identificou irregularidades na aplicação de recursos do Fundeb em Afonso Cunha e determinou a conversão de uma auditoria em Tomada de Contas Especial para apurar possível dano aos cofres públicos.
A fiscalização analisou a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) durante o exercício financeiro de 2024.
De acordo com o processo, foram encontrados problemas na movimentação e utilização dos recursos, incluindo transferências sem identificação da finalidade, aplicação em desacordo com a obrigatoriedade de conta única, despesas sem comprovação e gastos realizados sem procedimento licitatório.
A auditoria também apontou a ausência do envio de informações e documentos ao sistema SINC-Contrata, utilizado pelo TCE-MA para o acompanhamento das contratações públicas.
Foram citados no processo o prefeito de Afonso Cunha, Pedro Ferreira Medeiros, a secretária municipal de Educação, Daguimar Gomes da Costa, e a responsável pelo Controle Interno, Iracilene de Jesus Ferreira Alves Dantas Correa.
A conversão em Tomada de Contas Especial abre uma nova etapa para apurar os fatos, individualizar as responsabilidades e apurar o possível dano.
A decisão foi aprovada por unanimidade pelo plenário do TCE-MA.
Debate mostra para o Maranhão o brilhantismo de Orleans Brandão
Orleans foi o primeiro a responder a questionamento no debate e reafirmou sua trajetória como empresário, pai de família e gestor da Secretaria de Assuntos Municipalistas. Também assinalou o trabalho realizado pelo governo do Estado em todos os municípios, destacando o programa Maranhão Livre da Fome que, de acordo com dados do IBGE e Fundação Getúlio Vargas, tirou mais de 1,3 milhão de maranhenses da extrema pobreza. “Não acredito em governo que não trabalhe pelo social”, afirmou.
O candidato Orleans Brandão confrontou diretamente Eduardo Braide (PSD) e Felipe Camarão (PT). Segundo Orleans, as políticas públicas de Braide desmontaram o transporte público e a assistência social na época do então prefeito. “Você desmontou a Secretaria de Assistência Social do município, provocando demissões em massa. Os CRAS, os CREAS, os Conselhos Tutelares estão jogados às traças, estão abandonados”.
De acordo com Orleans, Braide não conseguiu tocar as parcerias com o Governo Federal em programas como o ‘Leite em Casa’. “A Justiça teve que te obrigar a fazer os programas”.
O emedebista lembrou que o transporte público de São Luís passou de 900 ônibus para menos de 450. “E quando você é questionado, quando você é perguntado, você vai para a rede social, culpa o governador, culpa o ex-prefeito, culpa os empresários… A culpa nunca é sua de absolutamente nada! Eu quero ser governador para resolver os problemas, não para ficar jogando e terceirizando as culpas”, disse.
Ao responder às perguntas, Orleans Brandão também elencou propostas como o Cinturão da Paz, na área da segurança, a regionalização da saúde, o pix saúde e a reestruturação e ampliação da rede de Educação.
A mediação do debate foi feita pelo jornalista Helter Duarte, da TV Globo. O encontro reuniu também André Luís (Missão), Eduardo Braide (PSD), Felipe Camarão (PT), Roberto Rocha (PRTB) e Saulo Arcangeli (PSTU).
Com inversão de organograma, gerência da Equatorial Maranhão vai a campo avaliar atendimento ao cliente em Caxias
A ação aproxima a liderança das equipes da Distribuidora e permite identificar oportunidades de melhoria nos processos de atendimento ao consumidor
Entre as atividades acompanhadas durante a visita, estiveram ações relacionadas à poda de árvores próximas à rede elétrica. O trabalho é realizado de forma preventiva, com o objetivo de reduzir os riscos de contato da vegetação com a rede e evitar ocorrências que possam afetar o fornecimento de energia.
O Gerente de Relacionamento com o Cliente, Renato Mendes, destaca que essa conexão mais direta entre gestão, equipes de campo e clientes é fundamental para a construção de estratégias que aprimorem a qualidade dos serviços da Distribuidora. "Essas iniciativas reforçam o compromisso da Equatorial em priorizar bons serviços para nossos consumidores. Nosso foco é garantir que todos os setores da empresa estejam em sintonia para atender às necessidades dos nossos clientes da melhor forma possível", ressaltou Renato.
A inversão de organograma é uma iniciativa realizada pela Equatorial Maranhão desde 2010 e aplicada regularmente em todas as regiões do estado. A ação faz parte do compromisso da Distribuidora de estar mais próxima de seus clientes, permitindo que a liderança acompanhe, na prática, a atuação de colaboradores e prestadores de serviço e identifique oportunidades de aprimoramento nos processos.
Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão
Debate da TV Mirante tem bons confrontos e coloca temas sensíveis a Braide na pauta
O debate realizado entre os candidatos ao governo do estado do Maranhão na noite desta terça-feira (29) na TV Mirante teve um bom nível e foi uma boa oportunidade para desmestificar muitas situações colocadas por candidatos em suas propagandas, mas que ainda não tinham dito oportunidade de contraditório para que o eleitor possa verificar contradições entre os discursos da publicidade e a realidade factível das propostas.
O candidato Eduardo Braide (PSD), que ainda não tinha participado de nenhum debate e concedido poucas entrevistas em locais pontuais, foi confrontado pela primeira vez com contradições importantes de seu discurso durante a campanha: a não redução de impostos municipais; o caos na mobilidade de São Luís em contraste à propaganda de “trânsito livre” e o discurso apolítico.
O primeiro bloco do debate foi marcado por alguns confrontos interessantes: entre Orleans Brandão e Eduardo Braide, entre Orleans e Felipe Camarão, mas o mais impactante foi o entre Saulo Arcangeli e Eduardo Braide, momento em que o candidato do PSTU destruiu toda a propaganda falaciosa de “trânsito livre” propalada por Braide sobre sua gestão na capital maranhense.
Outro destaque foi o confronto entre Roberto Rocha e Felipe Camarão, que discutiu a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino nas eleições do Maranhão. Camarão negou atuação de Dino na política.
André Luís confrontou Braide com a falta de coerência do discurso de que reduziria impostos no Maranhão, quando na realidade ele não reduziu nenhum imposto municipal em São Luís e ainda aumentou a base de cálculo para a cobrança do IPTU.
No segundo bloco, novo confronto entre Orleans e Felipe Camarão debatendo Educação com fortes ataques. Orleans desafiou Felipe Camarão a mostrar seu extrato bancário para que ele também colocasse o seu. “Aí a gente prova quem é corrupto”.
O terceiro bloco teve o confronto mais forte entre Orleans Brandão e Eduardo Braide sobre o tema saúde, quando Orleans confrontou o discurso de Braide sobre tirar os políticos das unidades. “A sua aliada Belezinha, prefeita de Chapadinha, disse em entrevista que ligava para seu irmão quando precisava de um leito em São Luís. Você me acusa do que você faz”, afirmou Orleans.
No embate com Felipe Camarão, Eduardo Braide afirmou novamente que é “pra frente” e não quer discutir ideologia, afirmando que foi o mesmo prefeito com Bolsonaro presidente e com Lula presidente.
No geral, Orleans, Felipe Camarão e Roberto Rocha ficaram em uma boa média e Eduardo Braide, que prometeu muito, decepcionou. Saulo Arcangeli pautou muito bem a São Luís fora do Instagram e também atacou problemas da gestão estadual. André Luís estava completamente perdido, e mesmo, assim, conseguiu tirar Braide do plumo.